Confissões On-Line – Iris Figueiredo

Confissões-On-Line-Frente-684x1024Outro dia vi uma frase interessante: não confie em quem teve um Ensino Médio maravilhoso. Digo mais – da mesma forma que todas as famílias felizes são iguais e infelizes se diferenciam pela infelicidade, ensinos médios felizes são todos iguais e os problemáticos se diferenciam pela natureza dos problemas sofridos.

Conheço a autora do blog dela, de segui-la no twitter e achá-la uma pessoa superfofa. Quando soube que ela lançaria um segundo romance, fiquei curiosa para ver mais sobre sua escrita – conhecia um pouco da ficção dela pelo conto da coletânea Meu Amor É Um Anjo.

Pela capa, título e sinopse esperava uma coisa levinha, engraçadinha, bem inha mesmo, meio consciente de que não sou público-alvo e que talvez isso influenciasse meu julgamento. Mas então me veio a surpresa: de “inho”, esse livro não tem nada. Mais: toda minha condescendência caiu por terra e fui atingida em cheio pela trama e personagens.

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trilogia The Chemical Garden – Lauren DeStefano

Aprisionada-capaEntão.

 Das séries de resenhas de livros ruins, recentemente tratei de Divergente e de A Seleção. Hoje a resenha será de uma série que trata de temas muito semelhantes a esses dois, mas com um diferencial: achei muito boa. Aliás, não sei se é uma visão enviesada, ou estou vendo apenas o que quero enxergar, mas é até uma crítica sobre os tropos irrefletidos das distopias românticas young adult.

(até coloquei no google e Wither é de 2011, A Seleção, de 2012 e Divergente, de 2011 também. Ou seja, não tem como ser cópia)

Bom, para começar o primeiro livro saiu em português alguns anos atrás, com o nome de Aprisionada. Mas por ter sido por editora pequena e que já encerrou suas atividades, talvez não seja muito fácil encontrar um exemplar por aí. Consegui um empréstimo – depois de opiniões de que esta série é muito boa – mas talvez seja mais fácil adquirir em inglês mesmo (por falar nisso, comprei os outros dois livros na Amazon para o kindle) (por falar nisso, já tenho base para fazer um dos posts mais pedidos do blog em todos os tempos, aguardem).

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série A Seleção – Kiera Cass

a-selecao-capaSabem os reality shows? Existe uma escala de baixaria neles, com certeza, que vai de um nível leve até uma chutação de balde generalizada capaz de gerar uma vergonha alheia tão grande que se transforma em humor. As maiores baixarias de toda, lógico, vem da reciclagem dos antigos programas de arrumar namorado: vejamos pérolas como Rock of Love, ou arrumar uma nova namorada para um astro como Bret Michaels, conhecido pela necessidade de pessoas novas para esquentarem seus pés nas noites frias.

Enfim, transpondo isso para os livros: imaginem uma mistura de Cinderela, Jogos Vorazes (que já era uma espécie de reality show por si só, mas enfim) e Rock of Love – temos a série de hoje, A Seleção.

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Rani e o Sino da Divisão – Jim Anotsu

rani-capaHá uma citação atribuída a Tolstói que diz: “se quer ser universal, comece por pintar a sua aldeia”. O autor Jim Anotsu, já antigo conhecido deste blog, resolveu levar essa máxima a sério: saem as grandes cidades imaginárias, entra o sossego de uma cidade do interior cheia de histórias, lendas e causos que só os locais conhecem – cenário perfeito para ser bombardeado com a mistura de sempre de fantasia e cultura pop.

Rani é uma garota de 15 anos absolutamente comum, não fosse pela ligeira fobia social, que precisa lidar com dramas adolescentes comuns tais quais a prova de matemática de semana que vem, a seletiva das olimpíadas escolares ou quando sairá o novo disco do Nightwish (sua banda preferida junto com sua melhor amiga, Marina, com quem também divide um duo de heavy metal). Um belo dia, ao ir para escola, depara-se com um garoto esquisito, Pietro – e esse encontro desembocará na bombástica revelação de que ela é uma das últimas xamãs vivas, uma espécie em extinção graças à ação do nosso vilão malvado, que quer destruir o mundo, e só ela poderá detê-lo antes que consiga seus objetivos, precisando para isso do tal Sino da Divisão do título.

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Uma história de São Paulo, Bienal do Livro e Acessibilidade

Uma vez tive uma palestra no trabalho sobre a inclusão dos funcionários deficientes. Inclusive ressaltando que o termo correto é esse, deficientes, já que um portador de necessidades especiais não necessariamente é portador de uma deficiência (imagine um obeso, por exemplo). E que, um belo dia, uma pessoa que não é portadora de deficiência pode se ver numa situação em que tenha dificuldades de locomoção e precise de necessidades especiais. Aliás, essa experiência também reforça muito a empatia sobre quem tem de enfrentar a cidade que não é preparada para ela todos os dias.

cadeira

Longa história curta: sofri um acidente e quebrei o pé. Isso em 03/08.

Imaginamos que iria melhorar rápido, de acordo com as previsões do médico, em cerca de 15 dias, coisa que não acabou acontecendo. Estávamos com a viagem marcada para São Paulo: dia 23 tínhamos um compromisso particular com amigos (a comemoração do casamento civil de um casal muito amado) e a Bienal do Livro no dia 24, quando os amigos Jim Anotsu e Eric Novello lançariam seus novos livros pela Editora Gutenberg. Tudo já estava comprado e pago – e estava realmente ansiosa para fazer esta viagem. Namorido e eu resolvemos que, apesar das dificuldades, iríamos assim mesmo, pois valeria a pena compartilhar os momentos com as pessoas queridas. Para me dar maior mobilidade (já que ir de um lado para o outro de muletas é o ó), alugamos uma cadeira de rodas e lá fomos nós.

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Guardiões da Galáxia

capa_guardioesUm dos diferenciais da Marvel construído desde a Era de Prata é a presença de super-heróis humanizados e colocados em cenários realistas. Todos nos lembramos do Homem-Aranha passeando por Nova York, ou dos X-Men interagindo com os fatos da história mundial, ou até mesmo edições históricas como o especial pós-11 de setembro que mostram esse link com as pessoas e lugares do dia-a-dia. Mas o estúdio, mesmo dentro de seus quadrinhos especiais, tem espaço para a mais pura especulação e extrapolação, como seu cenário espacial.

Outra coisa que temos de admitir é que, desde quando a guerra entre as editoras se tornou transmídia, a Marvel anda ganhando de goleada. Desde a fundação do estúdio de cinema próprio e da compra pela Disney, filmes Marvel são garantia de qualidade. Aliás, não me lembro qual foi o último filme Marvel ruim (e provavelmente foi fruto de uma cessão de direitos). E com o dinheiro entrando, com projetos ambiciosos como a série dos Vingadores dando muito mais certo do que se supunha, sobra espaço para apostas em cenários diferentes e personagens desconhecidos.

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Copa do Mundo 2014

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Bom, aparentemente vai ter copa. Numa imensa crise política (mas que você já viu, ou pode ver, em tantos lugares que nos absteremos de tratar do tema), mas vai ter copa. Esse evento esportivo ímpar que ocorre a cada quatro anos e, para quem gosta, é muito interessante.

Mas vamos para outra parte do assunto, pois ufanismo e (pseudo)nacionalismo você também pode encontrar pela internet inteira para todos os gostos. Vamos falar de… previsões. Daquelas coisas que a gente acha, tem certeza que vão acontecer, e queremos tirar a prova na realidade se sim ou se não. Gosto delas porque quando elas se concretizam ou não, é bom voltar atrás e ver o que achávamos que iria acontecer.

Na Copa passada, por exemplo. Todo mundo achava que a Espanha seria campeã – e foi mesmo. Mas previu-se como ela seria campeã? Ou que a França entraria em rebelião e a Itália teria uma participação medíocre? Que o Uruguai ressurgiria das cinzas? Que Felipe Melo seria vítima de descontrole emocional na hora decisiva (tá, essa todo mundo previa)?

E quais as previsões para essa copa?

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Game of Thrones: Episódio 38: The Mountain and the Viper

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Depois de um hiato de uma semana e de dois episódios bem emocionais (o primeiro deles, uma atuação de luxo de Peter Dinklage mostrando um Tyrion que perdeu tudo, inclusive a dignidade, expondo todo o drama familiar dos Lannister, e o segundo ele vendo uma última luz no fim do túnel, recebendo ajuda do lugar mais improvável), sendo que o anterior até teve pessoas sendo genuinamente legais umas com as outras, uma raridade em Westeros, cá estamos com o duelo do século que definirá o destino do protagonista da saga.

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Game of Thrones: Episódio 35 – First of His Name

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Crime ocorre, nada acontece, feijoada. Um resumo do presente episódio em cinco palavras.

Tá, tudo bem, não foi ASSIM também, mas… Sei lá, nem tenho muito o que dizer.

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Game of Thrones – Episódio 34: Oathkeeper

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Já está chegando o dia do próximo episódio e essa resenha ainda não saiu? Já passou o próximo episódio e essa resenha ainda não saiu? Como assim? Já fui mais eficiente no passado…

Dessa vez não tivemos nenhuma polêmica*, aliás, foi um dos episódios mais interessantes da série em suas quatro temporadas (talvez pelo desvio do livro), poucas vezes estive tão ansiosa pelo próximo episódio e seus desdobramentos! Então vamos falar do que é interessante!

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