Sobre as núpcias de Sansa Stark

sansa1Então.

Tava feliz da vida pensando: “vai chegar segunda-feira, vou escrever uma linda resenha de Mad Max e será isso”. Tava até pensando em lá pelo episódio 8 de Game of Thrones escrever outro post sobre a série e fechar ao fim da temporada (já que minha paciência para fazer resenhas individuais esgotou-se em algum ponto da temporada passada).

Só que o episódio de ontem foi coroado por uma cena forte demais para passar batida.

Antes, resumo rápido: Arya prossegue com o treinamento e tem algumas sequências interessantes (e a suspeita já presente nos livros que a trama dela desembocará na conclusão de que ela jamais será Ninguém – ela é Arya Stark, movida pelos amores e ódios que não pode deixar pra trás), Dorne tá cada vez mais uma bela duma porcaria nonsense, com Jaime Lannister louquíssimo achando que um plano tão imbecil teria a menor chance de dar certo e Sand Snakes ridículas e dispensáveis (além duma luta pessimamente coreografada), etc, etc, etc.

Até que… Sansa se casa com Ramsay Bolton. Saiba mais

Mad Max: A Estrada da Fúria

mad-max-fury-roadJá falei do inferno que são as expectativas. Trailer legal, o hype que já começa a ser inflado meses antes,  as redes sociais em peso falando de algo, enfim.

E às vezes nem tem tanto hype assim. Algum dia escutei que Mad Max teria mais um filme, pensei em “ah, mais um da onda de ressurreição de franquias, quem se importa” e deixei para lá. Até uma onda de críticas, pouco antes da estreia, dando conta tratar-se de um FILMAÇO. Uma crítica melhor do que a outra, certa unanimidade no ar e me despertou a vontade de ver.

E É TUDO ISSO O QUE ESTÃO DIZENDO SIM.

É dos filmes que JÁ NASCEM CULT (como, aliás, os dois primeiros filmes da franquia). Que já nascem paradigmáticos. Que já são revolucionários imediatamente.

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Game of Thrones – Quinta temporada (até agora)

gots05Então, adivinhem só o que me deu vontade de fazer hoje? Exatamente, uma “resenha” de Game of Thrones!

A última foi em… nem me lembro mais. Não me empolguei o suficiente com a temporada anterior para fazer uma resenha capítulo-por-capítulo, como de praxe. Aliás, nem mesmo nessa. Não tive muito a dizer dos capítulos especificamente, mas tenho tantas impressões soltas sobre os primeiros episódios que resolvi juntar tudo.

Primeiro, os quatro primeiros episódios vazaram na internet, então o que vou dizer pode ser notícia velha. Para mim não é, já que não baixei, não fui atrás, tou vendo legalmente e paramos ontem no episódio 4. Novidades para todo mundo só a partir de semana que vem.

Segundo, agora estamos todos no mesmo barco. Quem leu os livros, quem não leu, quem só acompanha os spoilers pela internet. Sobraram poucos plots em aberto do quinto livro e sinceramente, quero saber como essa história se encerra, quero novidades, quero ser surpreendida!

Mas, sem mais delongas, vamos aos comentários gerais.

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O Primo Basílio – Eça de Queirós

o-primo-basilio-capaJá mencionei em outras ocasiões que perdemos muito mais do que ganhamos com preconceitos literários. Uma torcida de nariz e lá se vai a oportunidade de ler obras brilhantes, que seriam muito divertidas e instrutivas, mas que nos recusamos a ler por… bobagens.

A resenha de hoje é de um livro que já vem acompanhado da pecha de “livro obrigatório do vestibular”, “livro antigo”, “livro chato” e vários outros adjetivos pouco lisonjeiros. Mas para quem se dispuser a deixar de lado os preconceitos, temos uma história bem instigante e interessante.

(mas concordo que a obrigatoriedade de certas leituras, ainda mais em idades em que muitas vezes a temática pode não ser tão interessante, tira muito a magia da coisa. Pessoalmente, não tive esse problema – lembro-me de ter lido Senhora para o colégio e ADOREI o livro, mesmo na época. Aliás, o único livro realmente muito muito chato que (não) li (porque era um saco) para o vestibular foi um romance contemporâneo… Só não devemos virar reféns disso. Tenho muitas respostas positivas de pessoas que releram os romances depois da escola e descobriram que eles, na verdade, eram muito bons. Não dá para descartar todos os “livros antigos”, “livros curriculares” apenas por esse único e exato motivo).

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O Destino de Júpiter

jupiter_ascending_movie_poster_2O grande mérito/pecado de tudo o que diz respeito aos trabalhos dos irmãos Wachowski deve-se ao fato de terem sido eles os criadores de Matrix.
Não sei se você, leitor, reconheça o impacto que Matrix teve na época de seu lançamento. Foi uma quebra de paradigmas em todos os sentidos: de trama, de montagem, de efeitos especiais, de tudo. Foi um dos grandes marcos do cinema, que influenciou não apenas o gênero ficção científica/cyberpunk. E tudo o que se espera dos Wachowski, desde então, é um novo Matrix – e todos os seus filmes serão medidos com a régua matriciana.
Daí já começamos a entender porque O Destino de Jupiter é um fracasso de crítica. Porque, óbvio, não é Matrix. A trama está situada em algum lugar entre o mediano e o razoável – mas isso para quem nos deu Matrix é o Pior Filme do Mundo.

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Desafio Volta ao Mundo

mundoAno-novo, nada melhor do que começarmos com um desafio literário novo!

Na verdade, não iria tornar um desafio público, mas, provocada pelo Luan, resolvi escrevê-lo.

Uma coisa que falo muito aqui no blog e recomendo para qualquer leitor: saiam da lista dos mais vendidos. Saiam dos best-sellers e autores óbvios. A gente acaba se fechando tanto no mais do mesmo que não enxerga o resto, acaba entrando num loop de ler eternamente o mesmo tipo de coisas (até porque acaba sendo mais fácil). E nem precisa ir muito longe para encontrar esses autores: indo para um nível ainda pop, mas que sai do best-seller, já achamos ótimos autores e que nos darão o diferente (dois exemplos óbvios: Haruki Murakami e Chimamanda Adichie. São autores pops, acessibilíssimos e que já saem dos mesmos autores e temas batidos). Nós também temos a tendência (enorme, gigante) de consumir muita literatura anglófona e… ignorar o resto. Ou deixar de ver o que mais há fora disso.

Então chegamos ao nosso desafio: a volta ao mundo!

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Hibisco Roxo – Chimamanda Ngozi Adichie

hibisco-roxo-capaQuando dei-me conta que lia mais literatura americana/inglesa do que qualquer outra anos atrás, resolvi que era um erro que precisava ser reparado e resolvi dar maior atenção às demais vozes do mundo. Aí percebi que nunca tinha lido autores africanos e corri atrás desse objetivo. Aí fui mais longe: percebi que li apenas africanos brancos, queria saber o que os autores africanos negros tinham a dizer. Minha primeira experiência foi com Chinua Achebe (infelizmente sem resenha já que não tenho ânimo/inspiração/coragem para resenhar todos os livros que leio), talvez o mais clássico autor nigeriano contemporâneo. A colagem que ele faz, da tradição tribal que colide e se funde com a colonização europeia mas que deixa certo desalento de “e agora?” nas pessoas e culturas antigas, é fantástica.

Mas poderia ser mais contemporânea ainda. Então finalmente fui ler Chimamanda Ngozi Adichie, conhecida deste blog desde 2010 pelo incrivelmente fantástico e necessário vídeo Os Perigos de Uma Única História, mas não tem problema se a conheceu este ano por causa da Beyoncé e de seus outros TEDs. Chimamanda é uma jovem autora nigeriana que no fim da adolescência se mudou para os Estados Unidos para melhores oportunidades de estudo e talvez hoje uma das jovens vozes mais hypadas da literatura internacional. Não sem mérito, diga-se.

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Confissões On-Line – Iris Figueiredo

Confissões-On-Line-Frente-684x1024Outro dia vi uma frase interessante: não confie em quem teve um Ensino Médio maravilhoso. Digo mais – da mesma forma que todas as famílias felizes são iguais e infelizes se diferenciam pela infelicidade, ensinos médios felizes são todos iguais e os problemáticos se diferenciam pela natureza dos problemas sofridos.

Conheço a autora do blog dela, de segui-la no twitter e achá-la uma pessoa superfofa. Quando soube que ela lançaria um segundo romance, fiquei curiosa para ver mais sobre sua escrita – conhecia um pouco da ficção dela pelo conto da coletânea Meu Amor É Um Anjo.

Pela capa, título e sinopse esperava uma coisa levinha, engraçadinha, bem inha mesmo, meio consciente de que não sou público-alvo e que talvez isso influenciasse meu julgamento. Mas então me veio a surpresa: de “inho”, esse livro não tem nada. Mais: toda minha condescendência caiu por terra e fui atingida em cheio pela trama e personagens.

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trilogia The Chemical Garden – Lauren DeStefano

Aprisionada-capaEntão.

 Das séries de resenhas de livros ruins, recentemente tratei de Divergente e de A Seleção. Hoje a resenha será de uma série que trata de temas muito semelhantes a esses dois, mas com um diferencial: achei muito boa. Aliás, não sei se é uma visão enviesada, ou estou vendo apenas o que quero enxergar, mas é até uma crítica sobre os tropos irrefletidos das distopias românticas young adult.

(até coloquei no google e Wither é de 2011, A Seleção, de 2012 e Divergente, de 2011 também. Ou seja, não tem como ser cópia)

Bom, para começar o primeiro livro saiu em português alguns anos atrás, com o nome de Aprisionada. Mas por ter sido por editora pequena e que já encerrou suas atividades, talvez não seja muito fácil encontrar um exemplar por aí. Consegui um empréstimo – depois de opiniões de que esta série é muito boa – mas talvez seja mais fácil adquirir em inglês mesmo (por falar nisso, comprei os outros dois livros na Amazon para o kindle) (por falar nisso, já tenho base para fazer um dos posts mais pedidos do blog em todos os tempos, aguardem).

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série A Seleção – Kiera Cass

a-selecao-capaSabem os reality shows? Existe uma escala de baixaria neles, com certeza, que vai de um nível leve até uma chutação de balde generalizada capaz de gerar uma vergonha alheia tão grande que se transforma em humor. As maiores baixarias de toda, lógico, vem da reciclagem dos antigos programas de arrumar namorado: vejamos pérolas como Rock of Love, ou arrumar uma nova namorada para um astro como Bret Michaels, conhecido pela necessidade de pessoas novas para esquentarem seus pés nas noites frias.

Enfim, transpondo isso para os livros: imaginem uma mistura de Cinderela, Jogos Vorazes (que já era uma espécie de reality show por si só, mas enfim) e Rock of Love – temos a série de hoje, A Seleção.

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