Livros de Colorir

jardim-secreto-capaComo ficar de fora da onda do momento, os livros de colorir?

Tinha uma mandala de colorir, comprada há algum tempo. Foi uma coisa meio de parar na frente da estante certa da livraria, os olhos encontrarem algo que me chamou a atenção e a reação meio “isso não é o que estou pensando” – e era. Passei meses bem divertidos com lápis de cor e mandalas, exercitando minha (falta de) veia artística.

Até que a grande demanda represada explodiu com o lançamento dos livros Jardim Secreto e Floresta Encantada, gerando filhotes e derivados a perder de vista, além de encherem os cofres de livrarias e editoras em tempos difíceis.

O marketing é o de “livros de colorir para adultos”, ou seja, uma roupagem nova, sem personagens licenciados, para os bons e velhos livros de colorir que continuam em seus lugares nas prateleiras infantis. São florzinhas, folhinhas, bichinhos, mandalas, santos, obras de arte, enfim, tem para todos os gostos.

E, como tudo na vida hoje em dia, principalmente na internet, para todos os ódios.

Vi todo o tipo de desqualificação ao público desses livros: desde o ressentido “poderiam estar comprando ‘livros de verdade’ mas estão aqui colorindo” até serem pessoas desocupadas, fúteis, sem ter o que fazer, etc. Para mim nenhum dos dois faz sentido nenhum.

Dia desses, vi na televisão a entrevista de um crítico literário (!!!!!!) sobre os livros de colorir. A relevância dessa opinião só se explica por uma conclusão errônea: a de tudo o que é vendido numa livraria, no formato de livro, é literatura.

Alguém aqui enxerga literatura num apanhado de imagens e meia dúzia de palavras do tipo “preencha com mais borboletas”, “ponha detalhes nas flores”? Sinceramente?

E por mais que sejam vendidos no mesmo lugar e tenha o mesmo formato, nada se relacionam com livros. Ou as revistas Coquetel são jornalismo? Afinal são impressas, são chamadas “revistas”, são vendidas em bancas de jornal…

O que leva à próxima crítica, que soa como inveja de não ter tido a ideia antes ou de não despertar o mesmo interesse. “Por que as pessoas não compram os meus livros ao invés dos livros de colorir?”, é a tradução aproximada da maioria dessas críticas. Talvez essas pessoas comprem, pois não são consumos incompatíveis entre si. Ou talvez essas pessoas não tem o menor interesse em leitura e nem mesmo entrariam numa livraria para adquirirem qualquer outra coisa. Ou seja: nunca foram público, nunca seriam público – e a mudança deste quadro passa por questões muito mais complexa do que o ataque aos livros de colorir.

Então, aos autores, não adianta diminuir os livros de colorir. Como não adianta culpar as palavras cruzadas pela crise no jornalismo impresso.

O outro ponto é a desqualificação do público. Das pessoas ungidas que se consideram superiores por lerem clássicos e quase morrem quando os bárbaros invadem suas sacras livrarias para consumirem 50 Tons de Cinza e livros para colorir. Vejo muito de síndrome do floquinho de neve nisso: EU sou uma pessoa especial que gosta de coisas diferenciadas e a plebe jamais será tão especial quanto EU com seus gostos bobos. Vamos crescer que o jardim de infância já passou?

E chamar o público de pessoas desocupadas, sem ter o que fazer, mandar pintar “canaviais de rola” ou distribuir prints sobre os exageros encontrados em comunidades de praticantes do hobby como prova do total descontrole dessas pessoas é… tosco. Por que modelismo ou fotografia não entram no mesmo saco de críticas?

Ah, é. Porque artesanato, cores, pintura atraem determinado gênero de público – ao qual determinadas pessoas adoram colar e insistir na etiqueta de fútil, né? De praticar atividades pequenas, desprezíveis e tolas em comparação da seriedade dos hobbies do outro gênero. Engraçado como é sempre assim – se agrada e acerta determinado público, é ruim e ridículo. Coincidência?

Óbvio que tem críticas que podem e devem ser feitas ao livro de colorir, ou ao marketing envolvido. Tenho duríssimas críticas à pecha de “atividade antiestressante”, ou seja, você deve fazer por ser “terapêutico”, não por ser divertido. Somos tão medicalizados que até o hobby tem de ter finalidade, não pode ser simplesmente relaxar e se divertir um pouco (sim, nós podemos e devemos fazer coisas simplesmente porque elas são legais de vez em quando). Ou o consumismo exagerado, em que você deve comprar 3181914 lápis e 874514769 canetinhas para que os desenhos fiquem bons, ou pela exigência que todos façam pinturas com técnicas e materiais profissionais, quando pode ser usado qualquer material e deve ser uma atividade livrem.

Enfim.

Estamos vivendo o boom e a moda, mas certamente é um mercado que vai descobrir e ajustar seu tamanho, sem a enxurrada de títulos que vemos hoje. E será mais um hobby artesanal como muitos outros, quando os livros voltarão a ter lugar de destaque nas prateleiras e vitrines. E por que não são lidos com o mesmo afinco?

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Sobre as núpcias de Sansa Stark

sansa1Então.

Tava feliz da vida pensando: “vai chegar segunda-feira, vou escrever uma linda resenha de Mad Max e será isso”. Tava até pensando em lá pelo episódio 8 de Game of Thrones escrever outro post sobre a série e fechar ao fim da temporada (já que minha paciência para fazer resenhas individuais esgotou-se em algum ponto da temporada passada).

Só que o episódio de ontem foi coroado por uma cena forte demais para passar batida.

Antes, resumo rápido: Arya prossegue com o treinamento e tem algumas sequências interessantes (e a suspeita já presente nos livros que a trama dela desembocará na conclusão de que ela jamais será Ninguém – ela é Arya Stark, movida pelos amores e ódios que não pode deixar pra trás), Dorne tá cada vez mais uma bela duma porcaria nonsense, com Jaime Lannister louquíssimo achando que um plano tão imbecil teria a menor chance de dar certo e Sand Snakes ridículas e dispensáveis (além duma luta pessimamente coreografada), etc, etc, etc.

Até que… Sansa se casa com Ramsay Bolton. Leia mais deste post

Uma história de São Paulo, Bienal do Livro e Acessibilidade

Uma vez tive uma palestra no trabalho sobre a inclusão dos funcionários deficientes. Inclusive ressaltando que o termo correto é esse, deficientes, já que um portador de necessidades especiais não necessariamente é portador de uma deficiência (imagine um obeso, por exemplo). E que, um belo dia, uma pessoa que não é portadora de deficiência pode se ver numa situação em que tenha dificuldades de locomoção e precise de necessidades especiais. Aliás, essa experiência também reforça muito a empatia sobre quem tem de enfrentar a cidade que não é preparada para ela todos os dias.

cadeira

Longa história curta: sofri um acidente e quebrei o pé. Isso em 03/08.

Imaginamos que iria melhorar rápido, de acordo com as previsões do médico, em cerca de 15 dias, coisa que não acabou acontecendo. Estávamos com a viagem marcada para São Paulo: dia 23 tínhamos um compromisso particular com amigos (a comemoração do casamento civil de um casal muito amado) e a Bienal do Livro no dia 24, quando os amigos Jim Anotsu e Eric Novello lançariam seus novos livros pela Editora Gutenberg. Tudo já estava comprado e pago – e estava realmente ansiosa para fazer esta viagem. Namorido e eu resolvemos que, apesar das dificuldades, iríamos assim mesmo, pois valeria a pena compartilhar os momentos com as pessoas queridas. Para me dar maior mobilidade (já que ir de um lado para o outro de muletas é o ó), alugamos uma cadeira de rodas e lá fomos nós.

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Copa do Mundo 2014

copa

Bom, aparentemente vai ter copa. Numa imensa crise política (mas que você já viu, ou pode ver, em tantos lugares que nos absteremos de tratar do tema), mas vai ter copa. Esse evento esportivo ímpar que ocorre a cada quatro anos e, para quem gosta, é muito interessante.

Mas vamos para outra parte do assunto, pois ufanismo e (pseudo)nacionalismo você também pode encontrar pela internet inteira para todos os gostos. Vamos falar de… previsões. Daquelas coisas que a gente acha, tem certeza que vão acontecer, e queremos tirar a prova na realidade se sim ou se não. Gosto delas porque quando elas se concretizam ou não, é bom voltar atrás e ver o que achávamos que iria acontecer.

Na Copa passada, por exemplo. Todo mundo achava que a Espanha seria campeã – e foi mesmo. Mas previu-se como ela seria campeã? Ou que a França entraria em rebelião e a Itália teria uma participação medíocre? Que o Uruguai ressurgiria das cinzas? Que Felipe Melo seria vítima de descontrole emocional na hora decisiva (tá, essa todo mundo previa)?

E quais as previsões para essa copa?

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Uma trágica história sobre telefonia

telefoneBom, isso não tem muito a ver com o tema do blog, mas tem a ver, e bastante, com a manutenção dele. E muito, muito a ver com a vida cotidiana de todo dia. Já vou contar o final do texto: perdi a esperança de bons serviços, só me sinto feita de otária, independente de minha decisão final.

Como vocês sabem, ou não, em novembro me mudei de cidade. Uma das primeiras providências, logo que definida a locação do meu apartamento, foi a instalação de alguns serviços básicos: telefone, internet, TV a cabo caso achasse um bom preço.

Depois de alguma pesquisa, resolvi contratar os serviços da Oi. Para mim, vantajoso: o pacote econômico da Oi TV é realmente o melhor da categoria (ou ao menos tem os canais que mais assisto), meus pais são assinantes Oi e poderia fazer as ligações interurbanas de graça, tudo completamente win-win. Não fosse um único detalhe.

A TV foi instalada em até menos de 5 dias, mas eu mal poderia imaginar que o início do meu martírio seria ouvir “o prazo de instalação do telefone é de 20 dias”. Pensei que era um prazo grande, porém razoável, e em 28 de novembro de 2013 passei a esperar por dali a 2o dias.

Eles passaram, vieram, viajei para as festas de fim de ano e, ao voltar, nada do telefone. Depois de inúmeras ligações para o SAC e quando já me preparava para tomar as medidas cabíveis, em 17 de janeiro instalaram meu telefone fixo. O técnico disse que abriria um novo pedido e em 5 dias úteis minha internet estaria instalada.

Pois bem. Hoje é dia 11 de fevereiro e aguardo ansiosamente os 5 dias úteis se passarem.

Nesse meio-tempo, perdi a conta das vezes que liguei para o SAC para ter a mesma resposta: “não temos previsão pois estamos com um problema nos técnicos de sua região” (gostaria de saber onde o problema é meu se estão com problemas com o pessoal autorizado, mas enfim). Até que me irritei de verdade, resolvi ver o preço de outras operadoras (spoiler: para assinar a internet avulsa, o preço é muito mais caro). E ligando inúmeras vezes para o SAC, e resolvi reclamar no twitter também (onde anotaram mais uma ordem de serviço).

Segunda-feira, recebo uma ligação da ouvidoria da Oi para confirmar o cancelamento da minha solicitação (com o perdão do trocadilho, oi??????????)

Falei que se forem instalar em breve, não tenho interesse em cancelar, mas se não forem instalar nunca quero o cancelamento da internet e também do telefone, para que possa fazer a portabilidade para outra empresa.

Mas dane-se, né? O que é uma cliente perto dos milhões recebidos anualmente? Quem se importa que ela está sem internet há quatro meses, morando longe da família e dos amigos? Quem se importa que ela não tenha salário de marajá para mandar a empresa pastar e assinar a banda larga de 160 reais (apesar de que, confesso, a tentação está muita)? Me sinto feita de otária, confiando numa empresa que não demonstra o menor respeito para com seu cliente – quem liga, né, estão lucrando os tubos…

Enfim, é difícil tentar ser consumidora quando se nem o mínimo a empresa é capaz de prestar. E, aliás, se não são capazes de instalar (e vejo todas as horas vanzinhas da Net e da GVT passando por aí, que coisa, eles não estão sofrendo problemas com “chuvas” há dois meses…), por que não avisam logo, cancelem meu contrato sem custos e me liberem para procurar uma empresa que me respeite?

Edit: estava tão irritada que liguei para GVT no dia seguinte ao post e contratei a internet de lá. Que foi instalada em menos de 48 horas. É, parece que nem toda a cidade sofre de problemas horríveis causados por chuvas inexistentes…

Retrospectiva 2013

Mais um ano se vai, o quinto (!) de blog, meio pobrezinho de resenhas, então poupo-vos do tradicional top do ano (ahhh 😦 ).

Enfim, um ano de muuuuuito trabalho fora daqui e pouco tempo (e vontade) para leituras, ou mesmo para aquelas que correspondam às resenhas que estão acostumados a ver aqui. Ano que vem espero ter mais tempo para ser mais assídua. 🙂

Por falar nisso, alguém sabe de algum desafio literário funcionando para o ano que vem que possa indicar? 😉

Até 2014!

Expectativa e Decepção

crying-girlPoucas coisas na vida são piores do que a expectativa, do que criar na sua cabeça uma situação idílica que será desmentida pela realidade. Nós vamos lá, imaginamos as coisas, bordamos todos os detalhes, colocamos até a prévia dos sentimentos e, na hora dos fatos, nada disso ocorre. Então nos frustramos, já que nossa imagem mental não se concretizou. Esse sentimento faz até com que não apreciemos aquilo que a situação tem a oferecer, já que não é a que imaginamos, e saímos decepcionados.

 Todo mundo passa por isso na vida, seja com pessoas (ah, as expectativas e consequentes decepções que criamos e sofremos em relação aos outros…), com profissões, com acontecimentos da vida como faculdade, casamento, maternidade/paternidade, enfim. Sobre quase tudo. Não é um bom sentimento.

 Mas como não é de um aspecto emocional interno que pretendo falar, apesar do princípio ser o mesmo, vamos à decepção artística: criamos toda uma expectativa em relação a uma obra e, quando chegamos lá, não é nada daquilo que esperamos, quebramos a cara e nos decepcionamos. Escolhemos o livro pensando ser uma coisa e, na verdade, é outra

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20 centavos sobre os 20 centavos

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Era para eu estar escrevendo aqui sobre livros e seriados mas, sinceramente, com tudo o que está acontecendo no Brasil desde quinta-feira minha cabeça não está funcionando para essas coisas (não que a análise de GoT não vá sair, nem resenhas, mas enfim). É tanta coisa na minha cabeça que gostaria de pôr na mesa e clarear um pouco das minhas próprias opiniões sobre tudo o que está acontecendo, sobre a polvorosa, sobre os manifestos, sobre a revolta generalizada. Claro que não pretendo esgotar o tema, pq o que uma aninha do interior sabe do mundo, mas só um pouco do muito que anda sendo ventilado por todos os lados.

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Battle Royale versus Jogos Vorazes

Battle_royale_pochetteAcho que a primeira reação de uma geração que cresceu na internet, de olho nas últimas novidades japonesas e nos filmes que de lá vinham, ao ver a sinopse de Jogos Vorazes foi a seguinte: “ora, uma nova versão de Battle Royale?”. Essa foi a minha, ao menos, e foi justamente para buscar as semelhanças que fui ler o segundo livro (não que o resultado final não tenha sido surpreendente e bom).

 Battle Royale já entrou por mérito próprio num universo cultural. Algumas imagens do filme, principalmente da vilãzinha com um sorriso psicopata já fazem parte do imaginário popular. Também não pretendo fazer uma análise dos filmes hilária como essa.Hunger Games Final Poster

 Bom, ambas as histórias são survival games – e nem são as primeiras a trazerem o tema. Para começo de conversa, ambas elegem como maior referência o clássico O Senhor das Moscas (livraço, recomendo demais a leitura, que tem várias camadas muito mais profundas do que esse blog se propõe a trazer – em outras palavras, eu não faria uma resenha sobre, mas um trabalho acadêmico), que trata da crueldade de crianças isoladas da sociedade e deixadas no estado de natureza sem a supervisão de adultos.

 Acho muito difícil que Suzanne Collins não tenha entrado em contato com Battle Royale, principalmente por sua profissão principal, nem tenha pego algumas coisas para a composição de sua história (como a idade dos jovens, o casal principal em que um dos membros fica ferido e o outro se sente compelido a protegê-lo, a morte anual de inocentes servir como pão e circo para um governo ditatorial), mas de resto estão em pontos bem diferentes do mesmo espectro.304892_132

 Nem se comparam, por exemplo, quem são e o que fazem Katniss e Shuya – uma fala muito mais da crítica a um mundo onde tudo se televisiona principalmente para uma elite mimada e acéfala; o outro sobre o homem se torna o lobo do homem e a violência é a válvula de escape. Ela sabia das regras do jogo e as aceitou para sobreviver – ele jamais teve escolha (bem como seus adversários). Ela vem de uma sociedade que glorifica a violência, ele de uma cujo coletivo está acima de tudo. E, claro, ela é uma heroína, uma garota que é sua própria salvadora sem depender do príncipe da última hora, ele é o protetor da passiva Noriko.

 Tudo isso para nem contar em detalhes do desenvolvimento da história – e do fato de que Battle Royale gasta tempo em desenvolver grande parte dos personagens que irão morrer, você sabe quem eles são, de onde vieram e como é sua vida (no mangá esse background é ainda mais expandido), enquanto em Jogos Vorazes temos um batalhão de camisas vermelhas – e só nos próximos livros há alguma preocupação em tornar os outros tributos pessoas com passado, sentimentos, motivações.

hunger-games-vanity-fair Enfim, para não me alongar demais: são histórias parecidas, sim, mas que vão para lados e consequências completamente diferentes. Então, recomendo, para efeitos diferentes a leitura dos dois filmes e a locação dos dois filmes, para depois voltar aqui e fazer sua própria comparação. O que acham?

***

Até a próxima!

Férias

feriasVocês, como leitores, têm épocas em que não conseguem nem olhar para um livro? Pois é, eu tenho.

Adoro ler, é meu passatempo predileto (bom, acho que é meio óbvio), o que não significa que não tenha outros passatempos ou interesses e às vezes a diversão solitária de um livro não é o que desejo. Quero algo mais dinâmico como um filme, um jogo, um passeio, um esporte. Ou mesmo se não vou sair de casa ou fazer nada em especial: às vezes meu cérebro simplesmente está cansado demais para absorver literatura e pede férias de livros.

Ainda mais porque trabalho com leitura, interpretação de texto e às vezes tudo o que NÃO quero depois de um dia cheio de trabalho é ver um livro na minha frente, quando mais algum mais complexo que exija mais concentração. Lembro-me de um ano especialmente apertado da universidade, quando li oito livros de ficção em um ano inteiro. Muito mais do que a média nacional, eu sei, mas muito pouco para qualquer clube de amante de livros.

Hoje estou mais tranquila quanto a isso (a única coisa que invejo é velocidade de leitura, vejo essas pessoas que leem 100 livros por ano e acho a coisa mais utópica e impossível do mundo @_@), até porque para nada na vida existe fórmula, prazo ou jeito certo. Mais do que isso: se um prazer vira obrigação, ele imediatamente deixa de ser prazer. Se é forçado, perde o encanto. Então… para que forçar quando o corpo e a mente pedem outra coisa?

Aproveitei as férias, fiz outras atividades, recebi outros estímulos e finalmente estou conseguindo pegar livros novamente, de leve, aos poucos, querendo compatibilizá-los com mais um mundo de possibilidades.

Começar o ano aos poucos então, desenjoando dos livros e buscando o novo!

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Até a próxima!