A Maldição do Tigre – Colleen Houck

Está tudo tão errado com esse livro que não sei nem por onde começar.

Aliás, na sinceridade, não sei nem porque estou fazendo resenha, já que isso é assumir que li, vai ver é saudade de gongar algum livro. Talvez devesse começar por como esse livro entrou na minha vida: ************* alguém deu esse livro de presente para meu pai (!) no Natal. Vi a sinopse, não me empolguei muito, mas de vez em quando, principalmente depois de sair de leituras pesadas, preciso de um bom brain bleach antes de ler algo mais elaborado. Como alguns livros que tinha encomendado ainda não foram entregues, resolvi experimentar esse para ver o que acontecia.

Primeiro: ele ter ficado nas listas de mais vendidos da Amazon e do The New York Times. COMOASSIM, BIAL? Já li outros livros para o mesmo público e com a mesma temática trabalhados de forma bem melhor, mas vamos em frente. É a história de Hans Kelsen Kelsey, garota órfã (elas sempre tem de ser órfãs, né, poupa um trabalhão de explicar onde estão os pais) que precisa juntar uma grana para pagar a universidade e arranja um emprego temporário de faz-tudo no circo, o que inclui tomar conta de Ren, um belíssimo tigre branco, que ela não sabe mas é um príncipe enfeitiçado.

Tudo bem, romance sobrenatural anda na moda, é uma variação do tema vampiro-anjo-lobisomem-demônio-elfo-alienígena-zumbi, até aí ela se apaixonar pelo tigre não é lá muito problemático (temos até alguns precedentes mitológicos), o problema é todo o resto, é a forma como a trama foi contada. Primeiro: profundidade de personagens – de QUALQUER personagem – é algo que não dá pra esperar. Todos são clichês ambulantes, ou mesmo plot devices ambulantes. Temos a protagonista solitária adolescente insegura, um príncipe encantado superlindo e superapaixonado, um vovozinho altruísta que tem respostas para todas as perguntas e por aí afora. Achei que faltou vida, faltou pulsação, não tem nem mesmo um secundário legal que  salva a história da chatice dos protagonistas, como em outras tramas às vezes acontece.

Quanto à trama, como já disse, apesar de simplezinha e batida (príncipe encantado, quebrar maldição, a protagonista é a única que pode fazer isso – e se ela for a reencarnação da amada do príncipe no passado, a reação seria algo como OHHHH -NOT), poderia até funcionar. O problema é a maneira atropelada – e dá-lhe clichês narrativos, como o banheiro vaporoso do chuveiro, o peitoral perfeito do príncipe e outras coisinhas mais – como a trama caminha. Por exemplo: imagine você, 18 anos, trabalhando num circo, chega um sujeito que você NUNCA VIU ANTES e de quem não sabe NADA, te convida para ir para a Índia com tudo pago e ainda fala que vai providenciar seus documentos? A protagonista já ouviu falar em tráfico internacional de pessoas?

Para não dizer das sequências Indiana Jones, com direito a fincos crescendo, paredes que se movem e salas que se enchem d’água. Achei que se a autora queria criar um clima aventuresco, ela falhou feio. Também chega uma parte completamente “temos de pegar as esferas do dragão!” mais para o meio da trama. Gente, já joguei muito RPG nessa vida. Já li muitos livros de aventura também. E, autora, você está fazendo isso errado. Não é porque o público e a abordagem são diferentes que dá para fazer certas coisas malfeitas, pelo menos é o que acho.

Chegamos também ao ponto que achei mais crítico: a verossimilhança. Falar de verossimilhança no que diz respeito a literatura fantástica é bem complicado. Tem gente mais radical, tem gente mais moderada, mas achei esse livro um bom exemplo do que NÃO fazer. Tudo bem, temos um humano de mais de trezentos anos que se transforma em tigre, mas isso não serve de desculpa para que outros elementos da trama não estejam em seu lugar correto. Até achei graça numa cena em que a protagonista pergunta para o vovozinho se ele acredita mesmo que uma deusa possa ajudá-lo. MINHA FILHA, TEM UM PRÍNCIPE ENCANTADO, E VC TÁ DUVIDANDO DISSO????

Mas o ponto da verossimilhança é outro, bem outro. Não sei se vou conseguir ser clara e talvez até precise de outro post para explicar isso melhor, mas vamos lá: a autora resolve que sua história se passa na Índia e usa elementos da mitologia indiana, até aí tudo bem. Só que vamos lá: Ren, o príncipe, viveu cerca de 350 anos atrás antes de ser amaldiçoado, numa cultura bem diferente dos parâmetros ocidentais que conhecemos. As referências culturais dele são bem diferentes – idem para o sr. Kadam, nosso amável vovozinho, por mais que em sua forma humana ele possa ter tido tempo de se atualizar em tecnologias e mudanças socioculturais – então por que ele tem de agir como um jovem americano de classe média-alta? Tanto em atitudes como em palavreados e pensamentos?

Tudo bem, ele andou viajando com circos pelo mundo por um bom tempo, mas por lugares, épocas e culturas diferentes, mas isso não afetaria de forma tão explícita seu comportamento. Também tem o fato de que a Índia tem uma cultura milenar própria, bem diferente da cultura ocidental que gerou os Estados Unidos contemporâneos. Por mais que hoje as fronteiras se mesclem, existem questões que não podem ser ignoradas, ainda mais se for pensar em pessoas vindas de uma época diferente. Assim sendo, nem Ren, nem o sr. Kadam e nem a Índia mostrada pela autora me convenceram, estava tudo americanizado demais para soar legítimo. Nesse sentido, Edward Cullen era bem mais um cavalheiro à moda antiga e que tinha sua parcela de choques culturais com a Bella. Não basta achar legal situar sua história na Índia com indianos: faltou ao menos tentar fazer isso direito.

Isso pra nem começar a falar da infantilidade romântica da protagonista, porque acho que vocês já entenderam… 😛

Enfim. Foi uma leitura divertida, mas talvez não pelos motivos certos. Foi um desses livros que minha motivação para terminar foi ver até onde a autora poderia chegar 😛

***

Até a próxima!

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49 Responses to A Maldição do Tigre – Colleen Houck

  1. Jagunço says:

    O que me deixa surpreso para com essa literatura do momento é o caráter pouco seletivo dos editores. A turma publica QUALQUER coisa na esteira. Claro que livro é um troço comercial, mas até mesmo por isso o mercado exagera. O que não deixa de lascar o gênero.

    • Concordo plenamente. E você vê que mesmo na parte mais comercialoide da literatura, tem livros que são ao menos bem trabalhados. Não é o caso desse.

    • Caroline says:

      Nossa, concordo muito com você! Hoje em dia, se o livro tem uma protagonista adolescente insegura, um garoto bonito e um triângulo amoroso, pronto! Os editores nem leem, só publicam. Mas acho que isso é culpa também de muitos leitores (leitoras, na maioria das vezes) que se contentam com qualquer romancisinho mequetrefe!

  2. Alexandre says:

    Eu estou tendo um acesso de riso. XD

  3. ricardo says:

    Desde que vi já pensei que esse livro era só capa! Obrigado por tirar minha dúvida sobre isso, detesto clichês em personagens!

    • Admito que a capa é linda 😦

      • talkativebookworm says:

        É uma bela capa.

      • ingrid nunes says:

        admito que a primeira vez que eu vi a capa me interessei ,mas oque realmente me interesso foi a historia depois que eu comecei a ler não consegui parar mais eu fiquei pasma ……esse foi o primeiro livro que eu li de verdade vai fazer um ano mais ainda sim esse livro foi o único que realmente me interesso daquela maneira

  4. Bruno says:

    Bueno, assim como tem horas que um filme ruim tem o seu valor, o mesmo deve valer pra livros ruins =P E, bem, o príncipe indiano americanizado sem razão pode não fazer sentido nenhum, mas é algo de se esperar de um livrinho pseudo-best seller de um autor americano, de qualquer forma.

    • Como eu disse, chegou um ponto em que eu me divertia pra caramba com os absurdos do livro, com a ruindade mesmo 😛 E sim, é de se esperar, mas é um sinal bem óbvio de falta de capricho, de um capricho mínimo que até a autora de Crepúsculo que gostam tanto de gongar teve.

  5. Celly Borges says:

    Acho a capa desse livro bonita……… Ok, nunca tinha nem me disposto a ler sobre o que poderia ser a história, incrível que não tenha me chamado para isso, né?
    Não estou muito a fim de ler mais e mais livros sobre a menina que se apaixona pelo cara que é o melhor do mundo, o mais forte… Como disse o moço acima, as editoras estão trazendo qualquer coisa de fora, mas infelizmente tem público para isso… E é o que as grandes editoras querem: vender. A qualidade a gente conversa depois.
    Em Facebook, Twitter e afins, vejo que muitos leitores querem esse tipo de livro, quase imploram para as editoras trazerem… E elas trazem.

    • Pior que é bem isso mesmo, a editora quer é vender, e um marketing bem-feito por cima transforma qualquer porcaria em ouro. Só que tem livros que mesmo sendo romances sobrenaturais chick-lit, dentro desses parâmetros, são até bons, coisa que tá longe de ser o caso desse…

      • Celly Borges says:

        Sim, tem uns bons, mas o problema é encontrá-los em meio a tanta publicação ruim… Ontem, depois que li sua resenha, li a resenha de outra menina, falou maravilhas desse livro… preferi nem comentar rsrsrs.

  6. muito, mas MUITO obrigada pela economia de dinheiro. =D

  7. Imagino que tenha virado best-seller porque são poucas pessoas que conhecem a Índia o bastante para entender que o príncipe é americanizado… .-.

  8. É, tinha esse livro nos desejados, mas agora me deu uma preguiça imensa de ler. Clichês sempre existiram o que difere de um e outro em minha opinião é como a história é contada, como os personagens se encaixam na trama, etc. Parece que esse livro pecou em tudo isso.

  9. Assim fica difícil não julgar um livro pela capa, que logo de cara parece com algo saído diretamente da Ellora`s cave! E pelo visto falta até os elementos que prendem nos romances de banca… Agora, com relação a estar nos mais vendidos, isso quer dizer que qualquer um consegue! Ou não? Enfim… Deve ter algum pistolã…digo, mérito no que a autora fez =P

    • Uma coisa que a gente não vê muito é o marketing em cima, que a editora investe no livro como um produto e tenta direcioná-lo a um público específico, né. E se tem o público dos livros da Ellora’s Cave, então é dar um jeito de vender pra esse público, né, de qualquer forma. é um pouco tb de você, como empresa, direcionar seu produto e vender, o que não tem nada a ver com o fato dele ser bom ou não 😛

  10. Solange says:

    Obriga pela resenha, estava quase comprando, decidi procurar opiniões sobre ele, e odeio livro modinha e percebi que esse é um belo livro modinha.
    BJOS

  11. neppel says:

    Ganhei este livro de presente e – vou falar a verdade – não é tão ruim. Claro, ele tem suas falhas, mas cheguei a gostar.

    Vou terminar de ler e, pelo visto, vou comprar o resto da saga. Não porque é um livro de moda e tals (livros de modas nunca deveriam existir, eles são livros, pô! E não roupinhas de glitter =p), mas estou curiosa para ver onde essa história vai chegar…

    • Legal vc comentar aqui até para mostrar isso, o “gostei/não gostei” é uma questão de… gosto. Se você tá se divertindo com o livro, ficou curiosa pras continuações e tal, isso é que acaba valendo tb.

      • neppel says:

        lol Sim, depende muito do gosto. Mas uma das falhas do livro que o tornou chato foi… ele é óbvio demais. Você que leu deve ter percebido isso: tipo, logo no começo a protagonista já sonha com o principe e tals… isso soou um tanto absurdo! Tipo, onde que a escritora estava com a cabeça quando decidiu descrever os sonhos bobinhos de Kelsey?!

        Mas já disse: no geral, ele não e tão ruim; dá para aguentar e passar algumas horas lendo, rs.

  12. Flávia says:

    Adorei sua resenha.
    A melhor que já li. Honesta e com profundidade. Parabéns!
    Bem, fora tudo isso que mencionou, o que me deixou tipo “WTF” foi o fato dela falar que foi escoteira e depois falar que não gosta de acampar; Como assim, gente??
    É a mesma coisa de um cpnfeiteiro dizer que não gosta de fazer bolos!!
    Um absurdo atrás do outro. E divido a mesma indignação que vocês… Como isso foi ser o mais vendido?
    Bjs

    • Pois é, essa tinha me passado batida! Se foi escoteira, como não gosta de acampar? Ou era escoteira só pelos gatcheenhos e nem gostava da coisa mesmo? O livro é todo malfeito, realmente não dá pra entender!

  13. thaynara says:

    Vocês estão completamente errados! A maldição do Tigre é um ótimo livro… Romance,Aventura,amizade… é um livro bem detalhado,com acontecimentos sobrenaturais,engraçado em algumas partes e muito divertido.Gostei muito,vou comprar as próximas edições com toda a certeza.

  14. Raquel Campos says:

    Desculpe, mas concordo com a Thaynara.

  15. Lorena says:

    Olá! Comprei o primeiro livro da série, achei meio sem sal…ai resolvi ler a edição em inglês! É bem melhor, parece mais envolvente, apesar de não ser essas coisas né…Já li o terceiro e o segundo em inglês também. Juro que no meio do segundo livro a autora começa a se perder. A protagonista não consegue se decidir sobre qual irmão ficar… bom, a história é estendida demais. Acabei de terminar o terceiro, a mesma coisa. Já está ficando muito dramático e meloso… vou esperar as outras edições pra ver até que ponto a autora vai, mas me decepcionei. As continuações ficaram fracas por causa dessa indecisão da protagonista.

  16. Ingra Vieira says:

    Na boa, a partir do momento que se escreve, se quiser dizer que Grécia é Japão, é e ponto. Esta é a história DELA e se o ponto de vista e a imaginação dela são assim LEIA quem se interessar… Não está satisfeito, faça você a sua história porque se está sendo vendido bem, é porque as pessoas gostaram de ler-lo. A questão sentimental do livro é o motivo de muitas pessoas se sentirem apegadas porque QUEM não queria que houvessem pessoas nos tratando bem, ou não sonha em viver uma história diferente? AGORA, SE há pessoas capazes de confundir histórias ficticias com a vida real, a ponto de aceitar uma viagem do nada, já não é problema da escritora… Mas tudo bem, SEMPRE TEM PESSOAS PARA JULGAREM MAL ALGUÉM, ao invés de apenas desfrutar e entender o desejo do outro.
    já pensou quantas pessoas exercem uma profissão que não gostam?
    existe muit diferença entre “acampar” com muitas pessoas, onde se tem tudo o que precisa e ACAMPAR só, digo, sem auxilio E COM UM HOMEM QUE NÃO PODE SER HOMEM A QUALQUER INSTANTE

  17. Alyne says:

    Para saber se é bom ou não, cada um ve o q acha, agora tem pessoas se baseando em uma opinião de um pra achar q o livro não presta, sem ao menos ter lido, eu li os dois primeiros, vi q tem hora q eh cansativo, mas a história eh bem interessante, bem melhor do q crepúsculo. Quero ver o povo escrever uma saga, e fazer com que vende bastante, fácil criticar, dificil fazer melhor!!

    • Para começo de conversa, “bom” e “ruim” são critérios objetivos que partem de uma análise objetiva. Roteiro problemático, personagens problemáticos, caracterização problemática são objetivos, podem ser analisados como tal e permitem dizer se um livro é bom ou ruim. Gostei ou não gostei são valores subjetivos: eu posso gostar de algo reconhecendo as falhas e não gostar de algo reconhecendo as virtudes. E nao é porque eu ou você gostamos que algo se transforma em bom. E essa história de “se não gostou faça melhor então” é meio furada, mas lanço um desafio: faz sua própria resenha do livro, então 🙂

      • Nelson says:

        Concordo Alyne! Voce q escreveu a resenha se contradiz! Primeiro diz q o livro ta todo errado, depois ja diz q n é tao ruim assim! Em q ficamos? Pode ser escuteiro e n ir acampar, nem gostar! Gente, ser escuteiro n é so acampar, e isso é pouco e so no Verao! O q faz no resto do ano? Muitas outras atividades! Esta gente me choca com tanta parvoice escrita! Se n gostou n comenta, pra q fez resenha entao? ta a influenciar mta pessoa q poderá gostar! E se n gostasse n o tinha lido ate ao fim! é o q eu acho!!!

  18. Nelson says:

    Entao, acho q voce acabou de fazer o mesmo q a autora! Nao se percebeu bem o q disse na resenha e so se atropelou nas palavras. Se fizessem um pouco de pesquisa, so um pouco, perceberiam q a autora teve muita dificuldade em encontrar um editor. Tente escrever um livro e tente nao usar clichês q lhe dou os parabens. É melhor q a saga crepusculo? Acho q nao! Leia o segundo livro “O resgate do Tigre” e veja se nao melhora a sua opinião! Enfim, so pra dizer q adorei este livro! 😀

  19. Pingback: Retrospectiva 2012 « Leitura Escrita

  20. Mary says:

    Depois fala que eu eu que sou masoquista.

  21. Pingback: Sombra e Ossos – Leigh Bardugo | Leitura Escrita

  22. Alexandra says:

    A história é brutal, só quem é tapadinho é que não entende… Ja li até ao terceiro livro da coleção e só um idiota é que não percebe o quão bom é o livro. Experimentem começar a escrever um livro sem que alguma vez o tenham feito, acham que é facil?? não é, o primeiro sai sempre algo meio arranhado mas com o tempo vão melhorando, ja experimentaram ler o segundo livro, “O resgate do tigre” ou o terceiro, “A viagem do tigre” ?? São muito bons

    • Clara says:

      Concordo. A autora merece os parabéns pela história, mesmo sendo ela um pouco clichê. Quem leu para fazer esses comentários aí, leu apenas procurando motivos para criticar. Ler é mergulhar na história, é sentir com os personagens! Foi o que eu fiz, e pensando nisso agora, tenho poucos motivos para não ter gostado da história. Eu gostei muito do modo como a autora descreve tudo… não é fácil escrever um livro.

    • clara says:

      Concordo com você! Eu li todos os cinco livros lançados até agora e não me arrependo… Essa saga foram os primeiros livros da Colleen Houck… Agora se eles não souberam apreciar esta leitura eu não posso fazer nada… Já que eles reclamam tanto do livro, queria ver eles escreverem um igual a ela. Eles não saberiam nem por onde começar!

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