Paixão – Lauren Kate

Como vocês já sabem, ou deveriam estar sabendo, a série Fallen é uma espécie de guilty pleasure pessoal. Detestei o primeiro livro, achei o segundo bem legalzinho e cá estou eu lendo (e resenhando!) o terceiro. Não que eu vá levar essa resenha exatamente a sério, também.

(foi engraçado que comprei esse livro em um dia em que passeava com minha mãe. Ela, ao ver minhas compras, virou e… “você gosta de uns livros meio questionáveis”. Eu: “ah, é tão divertido :D”)

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Feios – Scott Westerfield

Uma vez estava passeando no shopping com uma amiga e, enquanto tomávamos nossos sorvetinhos sentadas em algum banco, observávamos as pessoas. Primeiro, passaram três adolescentes com o exato mesmo tênis, o mesmo short, a mesma blusa, o mesmo penteado e os mesmos copos da mesma cafeteria. A única coisa diferente entre elas eram as cores dos cabelos e das blusas, todo o resto era igualzinho.  Pouco depois, passaram três senhoras, vestidas com o mesmo estilo de roupa, a mesma escova progressiva, a mesma tonalidade de tintura e botox nos mesmos lugares. Virei para minha amiga e disse: somos todos tão padronizados assim? (sempre me orgulhei de NÃO pertencer a esses padrões).

A primeira e mais óbvia crítica de Feios é essa: a padronização da beleza, essa história e reforço midiático de que só existe um tipo de belo. Lá, ao fazer dezesseis anos, um adolescente deixa de ser Feio e se torna Perfeito – sofre uma série de intervenções cirúrgicas para refletir certo padrão de beleza universal – e se muda para Nova Perfeição, onde só há festas, jogos e diversão.  A protagonista, Tally, uma mocinha prestes a completar os 16 anos, está louca para fazer a cirurgia, deixar os tempos de feiúra para trás e ser uma Perfeita em Nova Perfeição. Só que ela conhece Shay, que não está tão satisfeita assim em fazer a cirurgia, e descobre que o mundo pode ser bem diferente de plásticas e festas…

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Em Chamas – Suzanne Collins

É complicado fazer uma resenha do segundo livro de uma série porque fatalmente alguns aspectos determinantes do primeiro livro terão de ser abordados, a cada volume que se passa de uma série, mais difícil fica evitar e contornar os spoilers. Por isso evito fazer resenhas de segundos volumes, mas às vezes a necessidade de falar algo me faz burlar essa regra.

Assim sendo, a melhor maneira de começar essa resenha é dizendo que Em Chamas é a continuação de Jogos Vorazes, que foi uma das minhas maiores surpresas literárias do ano até o momento e foi um livro bem impactante – quando você passa uma semana sem conseguir pegar outro livro para ler ou mesmo se pega lembrando de passagens da história e relembrando dos personagens bem depois da última página, você sabe que um livro conseguiu mexer com você. Eu precisava ler a sequência, saber o que acontecia com os personagens após o final agridoce do primeiro livro, de que maneira a autora seguiria com a trama. E, claro, também preciso dividir minhas opiniões com vocês, caríssimos leitores deste blog 😀

Assim sendo, como se trata de uma sequência, só clique no texto integral se já leu o primeiro livro ou se não se importa com alguns spoilers dele. O aviso foi dado!

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Jogos Vorazes – Suzanne Collins

Um lugar-comum (que não foge muito da realidade) é o de que todas as histórias já foram contadas. A originalidade absoluta não existiria e seria impossível de ser alcançada, portanto, não seria possível exigi-la, e o que faria diferença em uma história seria muito mais a forma como ela é contada do que seu conteúdo. Claro que essa falta de originalidade diz respeito às linhas gerais de uma obra, pois se formos analisar em nível de detalhes, o incômodo passa a aparecer com força.

E isso foi o que me incomodou da primeira vez que ouvi falar em Jogos Vorazes: a sinopse do livro é exatamente a mesma de outra obra, um pouco mais antiga, chamada Battle Royale. Vejamos: em um futuro distópico, um grupo de jovens é levado para disputar um jogo mortal em frente às câmeras, exibido por toda a nação, e eles devem se matar entre si até que surja o vencedor, aquele que sobreviverá a todos os outros. E, claro, o protagonista vai se rebelar contra o sistema, mas o que está em jogo é a sua própria vida, então as coisas não serão fáceis e nem facilitadas para ele. (tudo bem, nenhum dos dois também inaugurou esse tipo de história – desde o início da humanidade existem ritos sacrificiais de jovens levados a morrer pelo bem da sociedade, como podemos ver no mito de Teseu e do Minotauro, e mais recentemente nos survival movies, mas as linhas gerais das duas obras supracitadas são semelhantes demais).

Vencida minha resistência inicial, com a ajuda de comentários enfáticos como os desta blogueira (fãzona da série) e também de comentários em blogs e sites internacionais voltados mais para ficção científica/fantasia e menos para young adult, fui fisgada pela curiosidade e resolvi ler o livro, até mesmo para saber até que ponto era mesmo parecido com Battle Royale.

E o resultado foi muito superior ao esperado. Encontrei um livro envolvente e cativante – e que, apesar de ter a mesma sinopse de Battle Royale, tem um enfoque bem diferente.

A protagonista aqui é Katniss, menina pobre do distrito mais pobre da grande nação de Panem, erguida sobre o que restou daquilo que um dia foi a América do Norte. Pela fome, miséria, repressão e pouca esperança de melhorar de vida, além da responsabilidade de ter de sustentar a mãe e a irmã mais nova, é uma garota que sabe o mínimo de sobrevivência em ambientes perigosos, além de ter sido endurecida pelas circunstâncias. Toma o lugar da irmã, sorteada para ser a representante daquele ano do distrito nos Jogos Vorazes – o survival-reality-show- game da vez, uma versão para valer do Survivor (ou Big Brother), em que os eliminados da semana… bom, foram eliminados para sempre – e se pretende sobreviver, não pode ter pudores para sobreviver. Seu par, o representante masculino do distrito, é Peeta, um rapaz de sua idade, filho do padeiro, gentil e bem menos cingido pela vida do que a protagonista.

(e é curioso pensar sobre a concepção dos dois personagens: Katniss é durona, decidida, dona de uma personalidade forte e que não tem medo de pegar em armas – e Peeta é o garoto gentil, que decora os bolos da padaria de seu pai e que nunca precisou sair de sua atmosfera pacífica. O clichê comum de “mocinha frágil-mocinho forte” aqui é quebrado e invertido – Katniss é a senhora da ação e Peeta é puro sentimento. Dá até pra fazer uma reflexãozinha sobre gênero, mas só “inha”).

Os dois devem ser preparados – há uma equipe de preparação com uma relações-públicas e um “mentor”, um antigo ganhador dos Jogos do mesmo distrito que eles, Haymitch, que tem o papel de treiná-los e traçar as melhores estratégias para que, no mínimo, não façam um papelão na hora em que o show começar.

Uma coisa que me chamou bastante a atenção no livro foi todo o clima – apesar da minha birra em ler narrativa no tempo presente, dá para se acostumar rápido, bem como com Katniss, a narradora* – apesar de que eu a achei obtusa demais. Tá, ela teve uma vida de merda e tá numa situação de enlouquecer qualquer um, mas ela não se permite simplesmente SER de vez em quando? Sempre tem de ser tão séria e sisuda? Não pode relaxar nunca?. A opressão do mundo, de recursos naturais escassos, possibilidade remota de ascensão social, grades, vigias e o sacrifício anual de jovens para que toda a população saiba que qualquer tentativa de revolta é inútil ficou muito forte – CLARO, não chega no nível de um 1984, mas a ambientação é bem reforçada.

Outro ponto que merece destaque: o tom de crítica. Geralmente, a YA que chega ao topo das paradas não é exatamente crítica, ou tal ponto não é tão forte – ou é tão forte que acaba se desgastando, como a série “Feios”, em que está na cara qual lição o autor quer passar e você nem precisa ler o livro para saber do que se trata. O convite à reflexão aqui é mais sutil – e talvez mais profundo: a violência entre nós também não é banal e a vida não vira produto?

Isso fica bem claro para mim na passagem em que Katniss chega à Capital para ser preparada para os Jogos Vorazes – é um programa televisivo que todos assistirão, então ela precisa ser limpa, receber tratamentos estéticos e ser vestida como recomenda a moda para ser um belo produto a ser ofertado ao público e anunciantes. E isso é deixado claro a todo momento: ela é uma peça do espetáculo e deverá se comportar como tal. A vida dela – e dos demais participantes – é irrelevante.

Outra é como a nossa própria mídia também tem seus jogos vorazes e não estou falando dos realities shows. Qual o valor da vida para os programas policiais de fim de tarde que fazem questão de explorar um crime ao máximo? Ou para todo circo midiático que cercou o caso Eloá, por exemplo, onde só faltaram instalar câmeras no cativeiro?  Para nem lembrar do caso da menina Isabella… – e qual o valor que cada vida ganha. Isso também para não lembrar as revoluções e guerras transmitidas ao vivo e minuto a minuto via satélite para todo o mundo – é até curioso ver numa sociedade em que a morte é tabu a vida valer tão pouco.

E, claro, nada aqui pode acabar bem. Mortes ocorrerão – e a autora até  tem a mão pesada para uma obra juvenil – e também momentos de empatia extrema com os personagens, mesmo com aqueles antipáticos em um primeiro momento – e o final, apesar de ser de certa forma previsível, tem sua boa dose de agridoce.

Não dá para passar por esse livro sem envolver-se, ainda que o mesmo tema já tenha sido explorado outras vezes e com outras nuances. Me surpreendeu muito positivamente, se você não tem preconceitos ou barreiras em relação a young adult, pode ler esse sem medo. Recomendado.

E achei engraçado que mais para o fim das contas, o tom do livro me lembrou demais o tom de Ender’s Game (O Jogo do Exterminador) – sobre a melancolia de ver uma criança (ou adolescente, no caso) ser obrigada a perder ainda mais sua inocência em um mundo em que é obrigada a matar. Recomendo a leitura para quem gostou de Jogos Vorazes.

*Notinha para o leitor avançado que não afeta muito a resenha: a autora utilizou a primeira pessoa no texto, sob o ponto de vista da Katniss, mas, apesar de em tese a primeira pessoa ser mais fácil de ser trabalhada, a autora aqui mostrou que também dá para trabalhar um pouco em cima disso. Katniss narra, mas deixa MUITO sub-entendido e para que o leitor conclua por si mesmo. Tem até um ponto onde achei que a autora jogou muito bem em relação a isso – estamos ouvindo a versão de Katniss, não significa que ela interprete tudo da maneira correta ou que não existam outras coisas acontecendo ao mesmo tempo. A primeira pessoa é um fio condutor para o leitor, sim, mas dá para deixar pontas soltas e muita coisa implícita. Achei bem legal esse uso – e também foge bastante das autoras pouco experientes de outros young adult que utilizam-se do mesmo recurso.

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Aproveite e leve também o 1984 (Submarino/Livraria Cultura) e o O Jogo do Exterminador (Submarino/Livraria Cultura)

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P.S.: Não resisti e fiz um post com spoilers do livro. Para que ninguém veja aquilo que não quer ver, está protegido com senha: resenhacomspoiler . Clica lá, digita a senha e veja os apontamentos, agora com spoilers 😀

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Até a próxima!

Cidade dos Ossos – Cassandra Clare

Eu poderia começar essa resenha ironizando todas as (várias) semelhanças deste livro com Harry Potter, falar de novo sobre, principalmente agora que os filmes do bruxinho estão chegando ao fim, a busca incessante pelo “novo Harry Potter” volta com força total (apesar de que aqui acho que  comparação cinematográfica mais justa seria o “novo Crepúsculo”) ou sobre o recente boom de anjos na literatura.

Mas não vou começar por nada disso.

Vou dizer sobre o quanto esse livro foi uma agradável surpresa.

Para começo de conversa, não sei o que me atraiu nele. É um dos lançamentos hypados de young-adult do momento, mas quando vi a sinopse pela primeira vez, não me bateu lá muita vontade de ler. Só que recentemente, no fim do ano, lendo a sinopse novamente, o livro despertou minha curiosidade o suficiente para ser adquirido. Também fiquei sabendo que a autora, Cassandra Clare, era autora de fanfics tendo inclusive escrito um dos mais famosos baseados no Harry Potter, o Draco Dormiens (que até eu li, apesar de não me interessar por fanfics de Harry Potter – voltaremos ao tema jajá). Bateu uma identificação danada, já que há muitos e muitos anos eu também escrevia fanfics e queria fazer mnhas próprias histórias, então também tinha o “vamos ver o que uma fanfiqueira faz quando precisa criar seu próprio universo”.

E é aqui que entra minha supresa: o livro, dentro dos parâmetros do gênero e público a que se propõe, é muito bom.

É a história de Clary Frey, uma adolescente de 15 anos normal que, um belo dia, ao ir à baladeeenha com seu amigo Simon, vê um adolescente esquisito e resolve ir atrás dele para uma paquera. As implicações de um inocente flerte juvenil são a descoberta de que demônios, vampiros, lobisomens e outras criaturas místicas não são mitos: eles estão entre nós. Além disso, os nephilims, um grupo de caçadores com sangue de anjo, andam entre nós para garantir que todos se comportem – especialmente uma facção chamada Caçadores de Sombras, treinados desde a tenra idade para retornarem demônios para suas dimensões de origem e manter a paz dimensional.

Clary conhece então os irmãos Alec e Isabelle – e Jace, o loirinho bonitinho e sarcástico que chama sua atenção imediatamente. E, claro, sua vida muda para sempre a partir deste encontro. E, mais claro ainda, ela não sabe toda a verdade sobre sua origem e si mesma. Após o encontro inusitado, coisas muito estranhas começam a acontecer em sua vida e quando sua mãe é sequestrada, ela se dá conta de que está envolvida até o pescoço com os Caçadores de Sombras e precisa tirar essa história a limpo.

Então dá-lhe perseguições, criaturas mágicas das mais diversas que vivem disfarçadas de humanos, lugares mágicos escondidos dos olhares vulgares (ou mundanos, como são chamados aqui), reviravoltas, segredos perdidos no tempo, alguns deles capazes de mudar toda a vida dos envolvidos…

Aqui, voltamos ao Harry Potter. Como já dito, a autora escrevia fanfics do bruxinho e sua turma e resolveu escrever suas próprias histórias em seu próprio cenário. As semelhanças entre as duas obras aqui não é meramente acidental e nem podem ser – elas se tocam, se inspiram, derivam.

Vamos pegar uma sinopse do Cidade dos Ossos: garota sai de sua vida normal e é jogada em um mundo mágico desconhecido das pessoas comuns, que está sendo ameaçado por um ditador poderoso, que todos julgavam morto, e que deseja dominar este mundo mágico e subjugar a humanidade comum. Isso realmente não lembra NADA para vocês?

E outros detalhes, como a semelhança entre Clary e Gina Weasley (apesar de que acho essa forçada – a Clary, por sua descrição física e nome, me parece muito mais uma mary sue – ou projeção idealizada da autora – do que uma versão da Gina), Jace e Draco Malfoy, um dicotomia entre as criaturas mágicas e o mundo dos “trouxas”/”mundanos”… E, claro, a parte em que a história dos pais dos protagonistas é contada parece mais como seria um fanfiction nos marotos, mas enfim…

Mas o cenário, quando visto de perto, não soa falso como uma Hogwarts estilizada seria – há criaturas que jamais passariam perto das aventuras do bruxinho, como anjos e demônios, e o sistema de magia e controle não está restrito às regras rígidas de um colégio interno. Pelo contrário: a regra aqui é não ter regras (exceto as da boa  vizinhança, controladas pelos Caçadores de Sombra). Inclusive, há mundanos, como o Simon (meu personagem predileto de longe!), que mesmo com sua falta de poderes são capazes de salvar o dia.

Uma palavrinha sobre os personagens agora: o Jace foi tão planejado para que todas as meninas caíssem de paixão por ele que para mim não funcionou. Achei-o chatinho, artificial demais no tom blasé/irônico, não consegui criar empatia. Ele foi tão feito para ser gostado e para que todos caiam de paixão por ele que ficou fora do tom, que não me despertou mais do que indiferença. O Simon (e aqui entra a “regra de liberdade dos personagens abaixo dos protagonistas” da qual um dia voltarei a falar) consegue ser muito mais simpático – um humano sem poderes, desprezado pelos Caçadores de Sombra mas que se infiltra, se impõe e vira parte do time.

Quanto à Clary, protagonista, gostei dela. As atitudes estão coerentes com a de uma adolescente que vê seu mundo virar de ponta-cabeça algumas milhares de vezes, são muito mais “alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui????” misturada com a paixonite adolescente inevitável. Quero ver de que forma isso vai ser conduzido ao longo da série.

Enfim, o livro foi uma gratíssima surpresa, a trama segura o leitor e o deixa ligado do começo ao fim e me deu muita curiosidade de seguir a série (não ao ponto de comprar tudo o que já saiu em inglês, mas deu). O próximo livro da série sai no Brasil em abril – e vou adquiri-lo logo que for possível! Fica a recomendação para quem gosta do gênero, para quem quer uma leitura de desligar a cabeça e ler feliz da vida e para quem quer desbravar um pouco do maravilhoso mundo da Y.A.

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Quer tirar suas próprias conclusões? Compre o livro! (Submarino)

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Até  próxima!

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Fallen – Lauren Kate

(ou: por que a Charlaine Harris me agradou tanto e nós brasileiros nada temos a dever a ninguém).

A onda do momento, depois dos vampiros inaugurados por Crepúsculo, é a dos romances sobrenaturais adolescentes/young adult em que o casal é composto de um humano e um anjo. Nos blogs especializados nesse tipo de público e linha editorial, vocês podem ver exemplos e mais exemplos, com todas as abordagens e para todos os gostos.

A recomendação que eu tinha de Fallen era um pouco diferente: que tinha vindo na onda dos livros mais comerciais, mas que trazia uma abordagem diferenciada (vulgarmente, “o melhor dessa onda que saiu”). Fiquei bastante curiosa para ver do que se tratava – e também para ver qual a concepção de um romance angelical direcionado a um público jovem de hoje e agora.

Fallen é a história de Luce, uma menina que vai para um reformatório como parte da punição por um crime que não cometeu. Lá, faz novas amizades, desperta paixões e fica fascinada por um lindo garoto chamado Daniel, que ela nunca viu antes mas tem certeza de que é um velho conhecido…

A partir de agora spoilers porque não tem jeito de falar o que achei da série sem eles. E já vou dizendo que vou ser malvada de agora pra frente.

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