O Amor de Uma Boa Mulher – Alice Munro

amor-boa-mulherEntão chegamos ao prêmio literário de maior prestígio do mundo, o Nobel. O franco favorito a ser contemplado em 2013, o nigeriano Chinua Achebe, faleceu no começo do ano – e como não há premiação póstuma, deixou seu posto em aberto (só para comentar, já li um dos livros do autor, chamado A Flecha de Deus – que, de certa forma, se assemelha ao livro de hoje, naquilo que traz o recorte do cotidiano de uma família e comunidade numa Nigéria que passa por um imenso choque cultural). Assim sendo, não havia favoritos ou nomes certos e uma grande indagação no ar: quem será o contemplado?

A grande torcida das bolsas de apostas (e também deste blog) era pelo japonês Haruki Murakami, mas a decepção foi generalizada no dia do anúncio do prêmio, que contemplou a canadense Alice Munro. A obra da autora, contista (num mundo de romancistas, um raro dom), intimamente ligada ao cotidiano e vida das mulheres canadenses nas décadas centrais do século XX. Claro que fiquei insatisfeita porque meu candidato preferido não havia ganhado, mas a temática da autora me despertou alguma curiosidade, além de que, querendo ou não, havendo justiça ou não, o Nobel é a maior chancela que um autor pode ter por sua obra.

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