As Virgens Suicidas – Jeffrey Eugenides

Confesso que não vi o filme, apesar de já ter ouvido falar bastante por dizer respeito a uma diretora que gosto muito do trabalho, em geral (a Sofia Copolla, seu trabalho de estreia) e a uma atriz que costumo gostar dos trabalhos (a Kirsten Dunst), o que é uma grande falha na minha cinefilia (ok, já houve uma época na vida em que assistia a mais filmes do que hoje).

Como diz o texto da contracapa, ao contrário do que pode parecer, o livro está muito mais para o irônico do que para o triste – como o título revela, é a história de cinco jovens irmãs, as Lisbon, que se suicidam ao longo de um ano. Só que, apesar da tragédia, é muito mais um conto sobre a adolescência, sobre os meninos incapazes de entender o mundo secreto das meninas (e no início da adolescência meninos e meninas parecem mesmo seres de universos diferentes) e sobre a vida nos subúrbios de classe média norte-americanos, tudo com uma enorme dose de ironia.

Leia mais deste post

Anúncios

Norwegian Wood – Haruki Murakami

Como começar uma resenha de um livro sobre o qual há muito o que dizer?

Vou citar um amigo que, tempos atrás, disse a seguinte frase: “O medo de amar e o medo de morrer são a mesma coisa”. Norwegian Wood (o título é por conta da música dos Beatles) é um livro sobre a juventude, o relacionar-se, a depressão, a morte. É sobre amor, mas também sobre desamparo e perda.

Esse é um dos primeiros romances do Murakami, lançado em 1987, antes de Minha Querida Sputnik e Após o Anoitecer. Interessante notar a evolução na narrativa, também – aqui, em um de seus primeiros trabalhos, dá para ver que ele tornará sua narrativa mais sintética (temos várias passagens do mais puro e banal cotidiano, talvez como parte de algum clichê oriental sobre a vida e seu ritmo).

Leia mais deste post