Educação sentimental

Não, ao contrário do que o título possa indicar, não se trata de uma resenha do clássico de Flaubert. É a reunião de alguns pensamentos soltos sobre alguns assuntos que perpassam todos os assuntos e a vida geral das pessoas. A busca da satisfação dentro de relacionamentos, claro. Mais especificamente… sexo.

A noção que se vende de relacionamentos e sexo é tremendamente irreal, para homens e mulheres (a abordagem é um pouco diferente). O príncipe encantado, a gostosa tesuda, o relacionamento lindo e livre de problemas com a única alma gêmea… Sinto informar, eles não existem. A potência sexual perfeita: ela também não existe. E somos tão forçados a acreditar em certas coisas que a expectativa acerca de um relacionamento se torna tão irreal e impossível de ser realizada que logo se encaminha a um profundo mar de frustração.

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Norwegian Wood – Haruki Murakami

Como começar uma resenha de um livro sobre o qual há muito o que dizer?

Vou citar um amigo que, tempos atrás, disse a seguinte frase: “O medo de amar e o medo de morrer são a mesma coisa”. Norwegian Wood (o título é por conta da música dos Beatles) é um livro sobre a juventude, o relacionar-se, a depressão, a morte. É sobre amor, mas também sobre desamparo e perda.

Esse é um dos primeiros romances do Murakami, lançado em 1987, antes de Minha Querida Sputnik e Após o Anoitecer. Interessante notar a evolução na narrativa, também – aqui, em um de seus primeiros trabalhos, dá para ver que ele tornará sua narrativa mais sintética (temos várias passagens do mais puro e banal cotidiano, talvez como parte de algum clichê oriental sobre a vida e seu ritmo).

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