O Rei Mago – Lev Grossman

Não gosto muito de fazer resenhas de livros seguintes de séries, primeiro porque é impossível evitar a comparação com o livro anterior, segundo porque não tem como evitar spoilers. Ou mesmo não tenho muito a dizer depois do primeiro livro porque o(s) seguinte(s) não agrega(m) muito. Mas de vez em quando, ainda mais se gostei muito do livro ou se há muito o que ser dito (bom, uma coisa não deixa de pressupor a outra, né), por que não fazer?

Um ponto importante antes de começarmos a resenha propriamente dita: este é um caso no qual o livro é realmente uma continuação do anterior. A trama de Os Magos (recomendo bastante) terminou naquele livro, apesar do universo ter deixado brechas para ser expandido. A trama deste novo livro é bem outra, ainda que com os mesmos personagens e cenário. Novamente, temos um começo, meio e fim, ainda que já se tenha uma convivência anterior com cenário e personagens.

A partir de aqui, spoilers do primeiro livro, então fiquem atentos!

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A Wizard of Earthsea – Ursula K. LeGuin

Acho que não falo muito de uma das peças essenciais da composição de um livro: o autor. No caso, a autora: Ursula K. Le Guin. Ela é uma das maiores autoras de ficção científica do século XX, que começou a publicar justamente quando o movimento feministra e tantos outros da década de 1960 começaram. Acadêmica, resolveu imprimir em sua ficção científica temas das ciências humanas e sociais, como antropologia e sociologia. Dentro desses temas, sua obra é marcada por discussões sobre gênero, racismo, sustentabilidade… Talvez seus maiores clássicos sejam A Mão Esquerda da Escuridão e Os Despossuídos, que tratam exatamente sobre esses temas. Trata-se de uma ficção científica mais sóbria, repleta de significados intertextuais, reconhecida e premiada por essas razões.

Mas tem uma coisa bem legal sobre a Ursula K. LeGuin: além dessa ficção mais sisuda, ela também escreve para crianças e jovens. Earthsea (ou Terramar, os livros saíram no Brasil, mas são de edição esgotada) é uma série fantástica mais aventuresca, focada em um público mais jovem, inspirada nos trabalhos de J. R. R. Tolkien e C. S. Lewis que ela leu durante a infância. O que esperar então de uma saga aventuresca feita por uma autora engajada política e socialmente? Simples: uma história com um subtexto não muito comum em livros de fantasia 🙂

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