Os Homens Que Não Amavam As Mulheres – Stieg Larsson

Se tem um assunto sensível para mim, por razões que vão além do óbvio, é a violência contra a mulher, em especial quando violência doméstica. Podem reparar que os assassinatos de mulheres que saem na mídia foram cometidos por seus companheiros, inconformados com o fim do relacionamento, ou para acobertar o abuso sexual cometido por estranhos. Também tem os casos de agressão e abuso que não acabam em morte, mas também não acabam – ou só muito raramente – na punição dos agressores. É um quadro que tem muito de cultural, muito de uma cultura machista – onde a mulher é “posse” do homem, onde a vítima de abuso sexual “também provocou”, onde “em assunto de família ninguém se mete”. Passos são dados, mas muito ainda precisa ser feito a esse respeito.

Dito isso, vamos ao livro de hoje, Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, do sueco Stieg Larsson. O livro foi uma verdadeira coqueluche quando saiu no Brasil, lá pra 2008 ou 2009, desses que todo mundo leu, mas o preço proibitivo me inibiu de comprar. Acabei comprando em 2010, mais por impulso do que por reflexão consciente, numa oferta da Bienal de BH. Coloquei na estante e pensei: “livro grande, preguiça”. Vim ler só esses dias por culpa da exibição da adaptação americana do livro (apesar da sueca também ter chamado bastante atenção quando saiu), o que atiçou minha curiosidade.

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