Papo na Estante concorre ao Prêmio Podcast 2009!

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E se meu namorado fosse um movimento literário?

Às vezes ficamos pensando sobre nossos namorados, sobre como eles poderiam ser. Árvores, CD’s, livros… Mas e se meu namorado fosse um movimento literário? Uma pequena piadinha de minha autoria (então favor darem os devidos créditos se forem replicar esse texto).

E se meu namorado fosse um movimento literário? – por Ana Carolina Silveira

Classicismo: Ele possui um quê épico, apreciando grandes combates e navegações, até mesmo de descobrir terras novas. Pode ser também que ele goste de introspecção, e de conversar com uma caveira sobre os dilemas da existência.

Barroco: Ele se veste de preto, seu músico predileto é Bach. Passa os dias se questionando sobre a existência ou não do inferno e, em caso positivo, se vai direto para lá ou não.

Arcadismo: Ele largou a agitada vida na cidade grande pela vida bucólica do campo. Gosta de passar feriados em Ouro Preto, de novelas das seis e de música sertaneja de raiz. Flerta com a política.

Romantismo: Ele é um cara lindo, maravilhoso e sensível, que monta um cavalo branco e pega onça na unha só para me agradar. Há o risco que ele se vista de preto, fique pelos cantos de madrugada bebendo cachaça e vendo fantasmas, e morra cedo por causa disso.

Realismo: Eu não presto. Ele é um idiota. Eu o traio com um cara bonitinho e gostosinho, e me ferro gostoso por isso.

Naturalismo: Sexo. Sexo sexo sexo sexo sexo.

Parnasianismo: Ele é tão lindo!!! E é só isso o que importa.

Simbolismo: Ele busca explicar com a ciência as suas angústias interiores. Nem sempre consegue. Às vezes ele fala coisas estranhas e incompreensíveis, algumas até mesmo repugnantes.

Modernismo: Teve uma adolescência agitada, quando se vestiu de mulher e andou pelado na rua apenas para chocar os seus pais. Na época de faculdade, consciente dos problemas sociais do país, estudou as diferenças regionais brasileiras. Após a formatura, sentiu vergonha das estripulias adolescentes, e passou a escrever um diário.

Pós-modernismo contemporâneo: Ninguém se importa que meu namorado more na China, ou que ele na verdade seja ela. Há a possibilidade de que ele/ela goste de autoajuda. E de varinhas mágicas.

Aposto que sua professora de literatura nunca explicou assim!