Juliette Society – Sasha Grey

juliette-capaNa verdade, duas coisas me atraíram para este livro: a personagem da autora, uma ex-atriz pornô que em sua época áurea foi a queridinha do gênero e ganhou fama por isso, e a frustrante experiência com o erotismo de Cinquenta Tons de Cinza (beeeem conservador e burocrático). Eu gosto de livros eróticos, um clássico do gênero, inclusive, é um dos meus livros prediletos dentre todos. Autores como Anaïs Nin ou Henry Miller habitam eventualmente minha lista de leituras (infelizmente não li nada deles desde o início do blog, posso até ver isso, hein), então ver uma versão “pop” para livrarias (porque existe o grande, vasto e safado universo dos livros de banca, o qual nunca penetrei) é uma experiência interessante, ainda mais se houver bons resultados.

 Sobre Sasha Grey, já que falei nela, em sua época de atriz pornô foi uma das queridinhas da indústria e do público, principalmente pelas performances extremas. Ela teve sorte de conseguir sair do meio jovem, com uma fanbase disposta a apoiá-la em seus novos projetos e, aparentemente, sem grandes sequelas – o que não é fácil, a indústria pornográfica é especialmente cruel com suas funcionárias (não é nada bonito, muito menos glamouroso). Entrar nela é, quase invariavelmente, degradar a saúde e a sanidade (e não me venham com “elas escolheram”, porque muitas vezes é a única escolha possível num momento de desespero financeiro – e mesmo não sendo o caso, nas raríssimas exceções, a candidata não sabe o que encontrará do outro lado. Não é muito diferente da prostituição).

 Enfim. Enchi-me de curiosidade pelo livro, até porque a autora deve saber uma coisinha ou mais sobre sexo do que aquela dos Cinquenta Tons – e a experiência despretensiosa poderia ser divertida.

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Erótica Fantástica 1 – Vários Autores

capa_erotica-fantasticaDepois de várias digressões sobre tons de cinza e coisas do gênero, tá na hora de falar de coisa boa, de iogurteira top therm de outras propostas em erotismo que possuem o potencial para serem muito interessantes. Afinal, sexo é bom, divertido e a grande maioria das pessoas gosta. Há os clássicos do tema, claro, até tem resenha aqui de um deles, mas nada impede de sabores novos, pessoas novas… de haver diversidade.

Então por que não trazer o erotismo para os domínios do fantástico? Essa é a proposta da antologia Erótica Fantástica 1 (haverá um volume 2 a ser lançado em 2013): contos eróticos em cenários fantásticos (sejam eles de fantasia ou ficção científica). Dezesseis autores, dezesseis estilos, dezesseis universos diferentes para exploração e apreciação. Uma ótima pedida, não?

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Cinquenta Tons de Liberdade – E. L. James

uAiai. O que não se faz para pagar uns pecadinhos literários? Mas a penitência chegou ao fim, esse é o último livro do famoso best-seller de “pornô para mamães” que está na lista de mais vendidos desde que foi lançado no mundo todo para deleite de algumas, curiosidade de muitos e horror de outros. Não vou dizer que não tenha sido uma experiência antropológica, digamos assim, divertida, principalmente por fatores involuntários, e nem a certeza de que agora vou precisar de outra série ruim para ler pelo único objetivo de zoeira… (até porque o último livro de Fallen já foi lançado, tenho de ler depois).

Mas enfim, vocês podem ver minha travessia por inferno e purgatório aqui e aqui. Nesse último volume Ana, que deveria ter saído correndo, procurado atendimento psicológico para si e para Christian, ir viver sua vida ou sei lá aceitou um pedido de casamento feito depois de longuíssimos 45 dias de relacionamento. É, porque é muito sensato assumir um compromisso assim tão sério com uma pessoa que você conhece faz um mês e meio. Pelo menos na inspiração declarada Crepúsculo ainda se leva mais de ano para que Bella e Edward juntem os trapinhos. Só que ninguém nessa história é mentalmente são, vamos que vamos com essa história de casamento.

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Cinquenta Tons Mais Escuros – E. L. James

Avisei na resenha anterior: corra desse cara, Ana, que ele é cilada! Óbvio que ela não correu o mais rápido que conseguiu. Mas o mesmo se aplica para mim: sei que esse livro é cilada, mas lá estava eu lendo feito boba e escrevendo essa resenha para relatar a experiência para vocês.

Recapitulando, a série Cinquenta Tons é o sucesso editorial de todos os tempos da última semana. Conta a história de Anastasia Steele, uma moça bobinha, inexperiente e insegura que se envolve com o misterioso, problemático, lindo, tesão, bonito e gostosão (e rico, mui rico) Christian Grey. Nisso, nossa ex-virgem descobriu-se compulsiva por sexo, que é algo que o bonitão pode dar em abundância para ela, e assim segue a vida.

As novidades deste segundo volume são que o casal reata e começa a se conhecer melhor (porque, claro, eles só vão ter um diálogo honesto depois de meses de putaria extrema. Ninguém nem sabe qual o prato preferido do outro, qual matéria gostava mais na escola, essas coisas) (meu namorado teria problemas, acho que não tenho prato preferido. Qual é meu prato preferido? o.Ô). Agora estão num namoro firme e sério, ao contrário da relação de escopo meramente sexual que o sr. Grey pretendia no início. Mas como estava tudo tranquilo demais, agora temos um chefe tarado e uma ex-namorada louca na parada, para agitarem tudo!

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Cinquenta Tons de Cinza – E. L. James

Minha curiosidade literária me coloca em roubadas de vez em quando. Aliás, se forem pegar a lista de resenhas do site, dá pra ver algumas dúzias dessas roubadas, com resultados diversos. Quando comecei a ouvir falar de Cinquenta Tons de Cinza, pensei algo como: “corra, Bino, é uma cilada!”. Só que daí a febre foi crescendo, as pessoas foram falando mais, fui tendo mais informações e o bichinho da curiosidade começou a me picar. Ui.

Pensei que estivesse embarcando em mais um roubada, mas não: o livro é UMA DELÍCIA. Só que por motivos muito, muito errados (e nem tou falando da parte erótica, afinal, o repórter gostosinho tem lá sua razão).

Para quem não sabe ainda sobre o que se trata esse novo fenômeno editorial, é a história de Anastasia Steele, estudante, 21 anos, virgem, insegura e de baixa autoestima, que, às vésperas de sua formatura conhece o bonitão, gostosão e ricaço Christian Grey. Surge uma tensãozinha recíproca que evolui para romance, mas o sr. Grey é um camarada esquisito, desses que exigem que as pretendentes assinem um termo de confidencialidade antes de se entregarem aos seus encantos. Só que, ao contrário do que o leitor possa suspeitar, não se trata de uma ereção de 5cm – mas uma predileção por sexo sujo. E outras feridas emocionais que conheceremos, juntos de nossa inocente protagonista, que descobre ter uma periquita em chamas.

O livro é kitsch até a medula e um poço de humor involuntário. Sério, é o antídoto perfeito contra qualquer mau humor. A narrativa é ruim, o livro é mal escrito mesmo e a autora parece não estar nem aí, pelo contrário, é a lei do lulz. E pelo lulz, não dá para largar o livro até o final.

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