Kaori e o Samurai Sem Braço – Giulia Moon

 kaori-capaConheço o trabalho de Giulia Moon como contista há bastante tempo (e tive até mesmo o privilégio de dividir com ela as páginas de uma antologia) e lá em 2010 adquiri seu primeiro romance, Kaori – Perfume de Vampira. Só que não comprei o livro numa data propícia: apesar de tê-lo encontrado na livraria da rodoviária de São Paulo durante uma viagem, em posição de destaque, aquela foi uma época em que estava lendo muito material sobre vampiros. Meio saturada, pensei: “vou guardar o livro, leio quando desenjoar, senão minha apreciação vai ficar muito comprometida”.

 Só que aí vocês sabem como é, né 😛 Livros vêm, promoções vão, e a pilha de leitura vai crescendo 😛 Até que em 2012 a autora lançou o romance Kaori e o Samurai Sem Braço. Achei a temática interessante (mitologia japonesa é um tema que me atrai), vi que além de tudo o livro era ilustrado – já disse mais de uma vez que adoro livros ilustrados – e o que é melhor: soube que era um spin-off que não dependia da leitura do primeiro livro. Pensei: por que não?

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Nihonjin – Oscar Nakasato

Há assuntos naturalmente envolventes, como o que envolve culturas diferentes que precisam se conciliar pelas circunstâncias, ou a formação do Brasil por pessoas que vieram de todas as partes do mundo (consensualmente ou não). Esbarrei com esse livro quando pesquisava sobre o prêmio Benvirá e soube que fora o vencedor da primeira edição – no site, havia uma amostra do primeiro capítulo e o interesse foi imediato, tanto pela temática da imigração japonesa quanto pelo texto ao mesmo tempo delicado e instigante.

Mas aí ocorreu outro fato que me reforçou o interesse pelo livro: a mais recente polêmica envolvendo o Prêmio Jabuti, na figura de um personagem em particular, o Jurado C. Resumindo, pois outros já explicaram a situação muito melhor, a regra de votação do Jabuti esse ano permitia que cada jurado desse notas de 0 a 10 para os concorrentes. O Jurado C então resolveu privilegiar autores iniciantes, dando zero para autores já consagrados e alterando as notas do concurso. Por fim, quem venceu o Jabuti 2012 foi justamente o livro Nihonjin, do estreante Oscar Nakasato.

O livro e seu conteúdo não têm a menor culpa de estarem no olho do furacão dessa polêmica. Aliás, espero que a confusão toda não cole no material, já que o livro é bem interessante para ser considerado “campeão com asterisco”. E, como sempre é bom lembrar, essas são minhas opiniões de leitora – não sou crítica literária, não tenho pretensão alguma de sê-lo. Com certeza há por aí opinião profissional mais abalizada, só procurar, então aqui coloco a opinião de uma leitora.

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