Juliette Society – Sasha Grey

juliette-capaNa verdade, duas coisas me atraíram para este livro: a personagem da autora, uma ex-atriz pornô que em sua época áurea foi a queridinha do gênero e ganhou fama por isso, e a frustrante experiência com o erotismo de Cinquenta Tons de Cinza (beeeem conservador e burocrático). Eu gosto de livros eróticos, um clássico do gênero, inclusive, é um dos meus livros prediletos dentre todos. Autores como Anaïs Nin ou Henry Miller habitam eventualmente minha lista de leituras (infelizmente não li nada deles desde o início do blog, posso até ver isso, hein), então ver uma versão “pop” para livrarias (porque existe o grande, vasto e safado universo dos livros de banca, o qual nunca penetrei) é uma experiência interessante, ainda mais se houver bons resultados.

 Sobre Sasha Grey, já que falei nela, em sua época de atriz pornô foi uma das queridinhas da indústria e do público, principalmente pelas performances extremas. Ela teve sorte de conseguir sair do meio jovem, com uma fanbase disposta a apoiá-la em seus novos projetos e, aparentemente, sem grandes sequelas – o que não é fácil, a indústria pornográfica é especialmente cruel com suas funcionárias (não é nada bonito, muito menos glamouroso). Entrar nela é, quase invariavelmente, degradar a saúde e a sanidade (e não me venham com “elas escolheram”, porque muitas vezes é a única escolha possível num momento de desespero financeiro – e mesmo não sendo o caso, nas raríssimas exceções, a candidata não sabe o que encontrará do outro lado. Não é muito diferente da prostituição).

 Enfim. Enchi-me de curiosidade pelo livro, até porque a autora deve saber uma coisinha ou mais sobre sexo do que aquela dos Cinquenta Tons – e a experiência despretensiosa poderia ser divertida.

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