Madame Bovary sou eu

Há livros que mexem mais com você do que outros. Que dialogam com sua alma numa conversa ao pé do ouvido, que vão muito além da simples experiência de leitura e se tornam uma jornada de auto-descoberta. Que o autor, atemporal, pareceu te captar, te colocar nas palavras e nas sensações.

No caso, Madame Bovary é meu livro.

Quando o li estava na saída da adolescência, numa fase de experimentação da vida adulta e de novas experiências que a compõem. Estava procurando entender um pouco mais de mim mesma e o livro, parecendo atraído por isso, veio parar em minhas mãos. Ali, numa obra da metade do século XIX passada na França, uma garota às vésperas de seu aniversário de dezenove anos, nos primeiros anos do século XXI, num país e numa cidade que nem sonhavam em existir na época da publicação original, pode se enxergar como em seu diário.

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