O Incêndio de Troia – Marion Zimmer Bradley

Esse livro tem historinha pré-resenha. Pode não ser um dos grandes ou a obra-prima da Marion Zimmer, mas é meu livro predileto dela, de longe (mais do que As Brumas de Avalon ou qualquer outro trabalho). Talvez um dos meus livros preferidos de todos os tempos, se bobear, por mais que não seja o mais brilhante que já tenha lido, em roteiro ou desenvolvimento.

Conheci esse livro no primeiro semestre de 2005, em meus intermináveis passeios pela biblioteca da UFV. O livro tinha tudo para me agradar: escrito por uma das minhas autoras preferidas, tendo por base a mitologia grega e com uma protagonista ao que tudo indicava forte. Comecei a ler naquela tarde mesmo, numa aula de Introdução à Economia (lembro da época que li o livro pela época que fiz a matéria, também) sentei na última fileira , coloquei o livro no colo e fiquei lendo…

No começo foi tudo estranhamento, até porque o livro conta a história pela perspectiva de Cassandra (ou Kassandra, para respeitar a transliteração original), a sacerdotisa de Troia filha de Príamo que foi amaldiçoada ao recusar Apolo – ela teria o dom da profecia, mas ninguém acreditaria nela. E, em se tratando do viés feminista e pagão da autora, óbvio que as coisas seriam bem diferentes da Ilíada ou de qualquer autor clássico. Quando fechei o livro (e não levei mais do que cinco dias para lê-lo, isso no meio do período letivo e com quase 600 páginas – ah, fui envelhecendo e perdendo ritmo de leitura, como lidar :'(), não sabia sinceramente o que tinha achado dele, se tinha gostado ou odiado.

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