Feios – Scott Westerfield

Uma vez estava passeando no shopping com uma amiga e, enquanto tomávamos nossos sorvetinhos sentadas em algum banco, observávamos as pessoas. Primeiro, passaram três adolescentes com o exato mesmo tênis, o mesmo short, a mesma blusa, o mesmo penteado e os mesmos copos da mesma cafeteria. A única coisa diferente entre elas eram as cores dos cabelos e das blusas, todo o resto era igualzinho.  Pouco depois, passaram três senhoras, vestidas com o mesmo estilo de roupa, a mesma escova progressiva, a mesma tonalidade de tintura e botox nos mesmos lugares. Virei para minha amiga e disse: somos todos tão padronizados assim? (sempre me orgulhei de NÃO pertencer a esses padrões).

A primeira e mais óbvia crítica de Feios é essa: a padronização da beleza, essa história e reforço midiático de que só existe um tipo de belo. Lá, ao fazer dezesseis anos, um adolescente deixa de ser Feio e se torna Perfeito – sofre uma série de intervenções cirúrgicas para refletir certo padrão de beleza universal – e se muda para Nova Perfeição, onde só há festas, jogos e diversão.  A protagonista, Tally, uma mocinha prestes a completar os 16 anos, está louca para fazer a cirurgia, deixar os tempos de feiúra para trás e ser uma Perfeita em Nova Perfeição. Só que ela conhece Shay, que não está tão satisfeita assim em fazer a cirurgia, e descobre que o mundo pode ser bem diferente de plásticas e festas…

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