Os Portões de Roma – Conn Iggulden

Ficção histórica é um gênero que eu assisto mais do que leio – gosto bastante das minisséries que a Globo faz de vez em quando, de filmes e de seriados como o excelente Roma ou The Tudors. E gosto de ler ficção histórica também, quando sou atraída pela temática.

Só que esse é um dos gêneros literários mais difíceis de desenvolver, por exigir uma pesquisa quase acadêmica e também, ao se tratar de personalidades históricas reais. É complicado fazer ficção histórica sobre personagens que existiram mesmo – basta abrir um livro de história e todos os grandes feitos de sua vida estarão lá: as batalhas vencidas e perdidas, as conquistas, realizações, problemas pessoais, amantes, filhos… A coisa complica ainda mais quando a linha que separa o homem e o mito é tênue e sua história pessoal já foi contada e recontada muitas vezes.

Conn Iggulden então se arrisca a fazer um romance histórico baseado na vida daquele que talvez seja o romano mais conhecido de todos: Júlio César. Todo mundo conhece as clássicas frases “alea jacta est” (uma preferida pessoal), “veni, vidi, vici” ou “tu quolque, Brutus?”, atribuídas a ele. Todos sabem que ele foi amante de Cleópatra, a rainha egípcia. Todos sabem que ele jogou a semente para o fim da República e o começo do Império Romano. Todos sabem que foi assassinado no Senado, por seus iguais. Então como recontar de forma interessante o que é bem conhecido por todos?

O autor resolve contar essa história numa série de livros chamada O Imperador e o primeiro deles, Os Portões de Roma, trata dos primeiros anos de Júlio César, da infância até quando ele se torna adulto.

É a história de duas crianças, Caio (de Caio Júlio César, ou Gaius Julius Caesar, como preferirem, seguindo a convenção romana de nomes), herdeiro de um rico senador romano, e de seu amiguinho de infância, criado por sua família após o abandono da mãe, Marco (apesar da homonímia e ao contrário do que acreditei a princípio, NÃO se trata de Marco Antônio). Ambos tem a mesma idade e são os melhores amigos e companheiros um do outro, brincando, enfrentando os valentões e aprendendo sobre a vida.

Claro que para fins de narrativa muitos fatos históricos precisam ser ligeiramente alterados ou mesmo suprimidos (apesar de que Caio filho único é meio complicado quando se sabe que Otávio, seu herdeiro político, era neto de sua irmã) e há o compromisso com os fatos tão conhecidos da vida da personalidade em questão (preocupação que Bernard Cornwell não precisa ter ao falar da vida de pessoas comuns, ainda que transitem entre personagens históricos, ou, para ficar na onda romana que abateu-se sobre este blog, o brasileiro Max Mallmann em seu mais recente livro).

Sobre Marco (que é uma dessas mudanças nos fatos históricos para fins de narrativa, já que ele era mais novo do que Júlio César na história oficial – e, de acordo com algumas fofocas antigas, seu bastardo), ao contrário de seu amigo bem nascido Caio, recai o estigma da pobreza, do abandono e da falta de herança. Se tudo será fácil para o rico herdeiro, para ele o mundo está de costas. Essas diferenças começam a se ressaltar no treinamento físico e militar de ambos: o duro mestre de lutas fará questão de ressaltar que os dois garotos não são iguais – e a dualidade de Marco o tornará o melhor personagem do livro. Para quem tem saudades dos quadrinhos, em especial dos mangás shonen, Marco parece um desses garotos tocados pela arrogância da juventude com um sorriso no rosto, olhos brilhantes e linhas de ação – e seu mestre também lembra muito os mestres durões que esses garotos encontram em suas histórias. E, sinceramente para mim, sua plotline que inclui lutas, navios, duelos, atrevimento e ousadia é bem mais interessante do que a do jovem nobre treinado para a política Caio.

Inclusive, a única parte realmente maçante do livro é quando Caio chega em Roma para viver com seu tio Mário. A rotina burocrática de Roma não é interessante como o treinamento e a vida de moleques, mas logo a intriga vira guerra e as aventuras recomeçam. Mesmo Caio, quando deixa os tempos de menino e se torna Júlio César, se torna um personagem mais interessante, ainda que sempre pareça ciente do destino que o alcançará.

Mas fora isso e o fato de que Caio e Marco nunca parecerem em perigo, é um livro interessante, que empolga na leitura e faz lembrar os quadrinhos de garotos atrevidos e aventureiros. Nesse ponto, achei o livro MUITO mais simpático do que os que li do Bernard Cornwell e fiquei sinceramente curiosa para ler os volumes que se seguem e ver de qual forma o autor vai continuar a contar a história da vida deste grande homem e mito.

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(p.s.: Quem aí quer resenha da série Roma? Animo a fazer, mas vai depender da demanda :P)

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Azincourt – Bernard Cornwell

Como todo bom leitor, tenho uma relação bastante pessoal com os autores de livros: tem aqueles de quem gosto muito e já li grande parte da obra ou estou próxima disso, os de que gostei da experiência e posso repeti-la, mas não é uma prioridade, os autores cuja leitura de uma de suas obras basta, os que larguei um dos livros pela metade e não pretendo que entrem nunca mais em minha pilha de leitura – e os que não gostei de minha primeira experiência de leitura, mas que por curiosidade ou insistência quero dar uma segunda chance (dois exemplos notórios aqui: William Gibson e André Vianco).

E esse é o caso de Bernard Cornwell. Como vocês já tiveram a oportunidade de perceber, minha primeira leitura do autor não me agradou, mas ele é tão querido e tem tantos fãs cativos que pensei que talvez o problema fosse com o livro escolhido, ou comigo, e resolvi que lhe daria uma segunda chance quando tivesse oportunidade.

Só que como ele é um autor de sagas longas de milhares de livros cada uma – que além de tudo são meio carinhos para meus bolsos de pobre mortal – e gostaria de uma amostra com começo, meio e fim, já que as sagas sempre tem a desculpa do “fica melhor no livro 2” ou algo parecido (eu particularmente discordo deste argumento, se uma história precisa de milhares de páginas para “ficar boa”, então ela não é boa, apesar de reconhecer que há tramas que mostram ao que vieram só lá pela metade ou da metade para o fim), queria um livro-solo. Azincourt, o lançamento mais recente, parecia, então, excelente para minha empreitada.

Bernard Cornwell, para o leitor desavisado, é um autor de ficção histórica em geral e da história inglesa em particular. Suas duas sagas mais conhecidas são as Crônicas Arturianas, que sem dúvida são sua obra mais conhecida, sobre o mítico Rei Arthur e sua Távola Redonda, e as Aventuras de Sharpe, sobre um soldado inglês de mesmo nome do início do século XIX – e daí conclui-se também outra predileção temática, sobre grandes guerras, conflitos e batalhas.

Azincourt (ou Agincourt, depende do lado do Canal da Mancha) é uma das batalhas da Guerra dos Cem Anos, disputada entre Inglaterra e França no século XV (e que teve várias personalidades históricas envolvidas nos seus mais diversos momentos, do rei Henrique V a Joana D’Arc), onde os ingleses, exaustos, devastados pela doença e em desvantagem numérica, venceram uma luta dada como perdida contra os franceses.

E a trama do livro será essa: a batalha e uma série de circunstâncias que as sucederam, através dp ponto de vista do protagonista da vez, Nick Hook, um guarda-caça de nascimento plebeu que é alistado no exército por uma série de circunstâncias que incluem rixas familiares, crimes não cometidos e uma boa dose de azar. Sua habilidade como arqueiro é notória – e a sorte da batalha será definida pela destreza com o arco.

Aqui, um ponto que merece destaque: apesar dos nomes que entram na história serem os dos grandes príncipes, generais e comandantes, quem parte para matar ou morrer em uma batalha são os peões – os soldados comuns, os homens do povo arrancados de sua rotina, voluntariamente ou não, colocados para combater em guerras que não são suas. As vidas na linha de frente são as suas, bem como é seu sangue que tinge de vermelho os anais da história. A trama narrará a história de alguns destes homens, além de, é claro, alguns dos nobres que colocaram seus nomes na história, entre eles o próprio Henrique V.

Mas, voltando ao livro em si: a trama demora para engrenar. As primeiras cinqüenta ou sessenta páginas, ou melhor, todo o caminho que leva Nick até a cidade francesa de Soissons e do massacre que a consumiu, é de uma chatice sem-tamanho. Eu iria largar o livro, desagradada, lá pela página 30, mas, com pena de ter desperdiçado a quantia investida nele, prossegui.

E esse é um dos grandes problemas da trama: as coisas demoram a acontecer e lá se vão páginas e mais páginas de explicações sobre a situação política, a constituição dos exércitos, o funcionamento de seus armamentos e por aí aofra. Para quem gosta deve ser até divertido, mas me deixou entediada.

Outro grande problema do livro é algo que já tinha me saltado aos olhos em O Último Reino: o protagonista, da linhagem de Chuck Norris, é o uber-homem no meio da gente comum: uma habilidade extraordinária com o arco, ok, aceitável; estar no lugar certo na hora certa o tempo todo, até tem desculpa porque a trama precisa caminhar de alguma forma; apesar de ter nascido, crescido e vivido como um guarda-caça treinado no arco em uma roça inglesa qualquer e, após uma hesitação e resistência iniciais agir como soldado com treinamento de exército, a suspensão da descrença começa a sofrer danos; com o passar da narrativa, apesar da guerra rolando solta ao redor, ter a certeza absoluta de que NADA vai acontecer com o protagonista simplesmente porque ele é melhor do que todo o resto: parou, né? (Isso porque nem mencionei que Deus fala com nosso amigo protagonista de vez em quando para impedir que a trama fuja de sua previsibilidade).

Ou seja: um livro em que a leitura não flui de maneira tranqüila, sem personagens carismáticos e com a suspensão da descrença inoperante. Difícil, né? No balanço final, foi interessante por ter me ensinado um pouco mais sobre a história inglesa e europeia, mas decepcionante em termos de trama. A impressão ruim construída em O Último Reino continua.

Ainda estou curiosa para ler as Crônicas Arturianas (porque concluí que pela legião de fãs essa história deve ser muito boa…), mas não é nem de longe uma prioridade na minha lista de leituras…

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Até a próxima!

Ramsés – O Filho da Luz – Christian Jacq

Este é um raciocínio que será melhor elaborado posteriormente, mas que serve para a introdução do livro de hoje: cada época tem suas modinhas literárias. E isso desde sempre, me arrisco a afirmar que é assim desde quando o advento da imprensa tornou os livros populares, há alguns séculos. Posso citar algumas clássicas, como O Sofrimento do Jovem Werther – livro famoso também por levar vários leitores, solidários ao sofrimento do protagonista, a seguirem seu caminho e se suicidarem. Mas, para não abusar muito da memória de meu leitor, poderia citar o sucesso recente do Código da Vinci – você nunca ouviu falar desse livro? Sério? Esteve em Marte nos últimos cinco anos?

O Código da Vinci tem uma característica diferente de livros como Harry Potter ou Crepúsculo: não é um livro infanto-juvenil que acabou fisgando também adultos. É um livro voltado para adultos que caiu no agrado popular, figurando por anos na lista dos mais vendidos. Culpa do marketing advindo da teoria da conspiração que movimenta a trama? Não sei.

Na década de 1990, houve um fenômeno editorial parecido. Tratou-se da série Ramsés, escrita pelo egiptólogo francês Christian Jacq e composta de cinco livros. Os livros figuraram na lista dos mais vendidos por anos, eram exibidos com destaque nas livrarias e, apesar de não ter sido um fenômeno editorial de proporções tão grandes como o já citado Código, foi a modinha de sua época.

Os livros despertaram minha curiosidade. Sou apaixonada pela Antiguidade desde sempre, livros passados nesse cenário sempre me cativaram bastante. Além disso, o Antigo Egito sempre me pareceu uma terra mágica e misteriosa, com seus faraós, pirâmides, cidades sagradas e hieróglifos. O preço do livro não me era acessível, então foi uma vontade abandonada com o tempo.

Recentemente, descobri que a Best Bolso – que publica ótimos livros em versão pocket – relançou a série. Resolvi levar o livro, tanto pela oportunidade de ler o livro que há quase quinze anos atiça minha curiosidade quanto para me aprofundar em um romance histórico, gênero literário que estou estudando.

Trata-se de uma versão romanceada da vida do faraó Ramsés II, que governou o Egito no século XII a.C, em um governo que durou mais de sessenta anos e foi, talvez, o ponto máximo do Antigo Egito. Este primeiro volume trata da adolescência de Ramsés, de seus preparativos para ser nomeado faraó, da constituição de seu caráter e das suas relações com seus amigos, familiares e adversários.

Acredito que o autor seja tão fascinado pela figura do faraó que o torna uma espécie de super-homem: conversa com os animais, não cai em golpes, está sempre um degrau acima de todas as pessoas com quem se relaciona. Quase como se estivesse mais próximo dos deuses do que da gentalha comum. E um boneco de super-herói não funciona como personagem.

Os demais personagens não possuem suas características tão exploradas, mas também sofrem de uma bidimensionalidade endêmica. Não existem personagens, existem “o vilão que quer derrubar o jovem príncipe”, “o melhor amigo dedicado”, “a beldade sedutora”, o “amigo sombrio e misterioso”, o “traidor” e por aí afora. Figurinhas.

Outro problema é a questão da ambientação. Apesar da história se passar no Egito, essa paisagem, essa sensação de “Antigo Egito” demora para ser alcançada – só o é próximo ao fim do livro. Principalmente no começo, se a história se passasse em Roma, no Império Português, na Inglaterra ou nos EUA de 2009 não faria diferença alguma, exceto por uma ou outra circunstância. Nesse ponto, comparado com o Bernard Cornwell, por exemplo, a ambientação e o transporte para uma outra época ficou bastante prejudicada.

As figurinhas cumprem seu papel na evolução da trama. Nada surpreendente, nenhuma reviravolta, tudo cumprindo seu caminho para que Ramsés se torne o rei.

Um ponto que achei interessante foi o uso de personagens fictícios – como Helena e Menelau, finda a guerra de Troia – visitarem as terras egípcias. Achei que ficou bem interessante a mistura, e coerente com a forma como a história foi conduzida. Também é a oportunidade de mostrar as diferenças entre gregos e egípcios.

Fiquei sinceramente decepcionada com o livro. Li sem expectativas, mas não me conseguiu convencer como narrativa. Bom que dispenso os próximos volumes.

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O Último Reino – Bernard Cornwell

Bernard Cornwell é um dos autores preferidos da Mariana. Ainda na minha crise de abstinência de livros durante o período de festas, ela, sentindo-se com pena de minha situação, emprestou-me este livro, “porque é de um dos meus autores preferidos, espero que você goste também”.

Ele acabou ficando por último da pilha, atrás dos livros que já coloquei aqui como lidos. Até que, finalmente, resolvi lê-lo, também pela curiosidade de conhecer a obra deste autor e pela oportunidade de saná-la.

O Último Reino é o primeiro livro da série Crônicas Saxônicas que, até o presente momento, é uma pentalogia com quatro livros lançados. Como ele já foi trilogia e tetralogia, então este número pode mudar. Trata da história do rei Alfredo, o Grande, que conseguiu enfrentar a ameaça de uma invasão dinamarquesa total e, a partir de Wessex, o último reino inglês, estabelecer a Inglaterra. É um romance histórico contado a partir do ponto de vista do ficcional Uthred, guerreiro inglês que se vê dividido entre dinamarqueses e ingleses, paganismo e cristianismo, a espada e a pena.

Este primeiro livro conta a história da infância e adolescência de Uthred, herdeiro de um senhor de terras que vê-se despojado de sua propriedade e passa a ser criado pelo dinamarquês Ragnar, que passa a considerar como seu próprio pai. Ele cresce, se torna um guerreiro, e o destino o coloca ao lado do rei Alfredo, a quem despreza imensamente, bem como contra os dinamarqueses, povo que adotou como seu.

O começo da história não me pareceu exatamente empolgante, as primeiras páginas foram bem chatinhas. Entretanto, ultrapassado o prólogo, o primeiro capítulo flui rapidamente com a história da infância e adolescência do guerreiro inglês entre dinamarqueses. Lá, desperta a sede de sangue e a selvageria em seu corpo, bem como outras paixões. As duas partes seguintes do livro, que relatam sua incorporação ao exército de Wessex e suas batalhas posteriores, também é bem empolgante.

Como romance histórico, com direito a espadas, paredes de escudos, lanças, membros decepados, sangue e tudo mais, funciona perfeitamente. A ação é uma constante e batalhas ocorrem o tempo todo, para todos os gostos. Como desconheço a história inglesa do século IX, não posso dizer se está adequado ou não à realidade, mas o autor apresenta uma atmosfera bem crível.

Quanto aos personagens, Uthred é nosso narrador e guia e, através de seus olhos, conhecemos as pessoas que o rodeiam: o padre feio e beato, porém gente boa; o general inimigo que vê como figura paterna; o velho e sábio skald, os demais generais, a garota selvagem que se torna seu primeiro amor, o rei carola e profundamente inteligente. Não os achei personagens profundos, mas também não creio que tenha sido a intenção do autor aprofundá-los. E Uthred soa como o garotão protagonista de mangá shonen que quer chutar umas bundas e cortar pessoas em pedacinhos, e que guia sua vida em função disso. Adolescência. Um dia ele crescerá, espero.

Entretanto, há três pontos do livro que me incomodaram bastante. A seguir:

1) Por que Ragnar poupou Uthred da morte? “Ele é insolente e atrevido, posso ficar com ele?”. No frenesi da batalha ele não cortaria um garoto em pedacinhos? Afinal, um a mais, um a menos… E, mesmo se sobrevivesse, seria um prisioneiro com tanta deferência? Lembrando que os dinamarqueses só conhecem sua origem nobre depois disso…

2) Mais para frente quando determinada fortaleza é assaltada, destruída e seus habitantes mortos, como um general, no meio de uma guerra, vai deixar sua fortaleza desguarnecida e não vai fazer rondas em torno de seu vilarejo para verificar que tudo anda bem, ainda mais com revoltas pipocando por toda a parte?

3) Descobrimos que determinado personagem é o antepassado de Chuck Norris além de tudo. Ele atravessa, sozinho, o acampamento inimigo, coloca fogo em uma frota de navios igualmente sozinho e não sofre um arranhão até que a batalha real comece? Essa foi ainda mais difícil de aceitar do que as duas anteriores e quebra o clima da batalha aonde está inserida.

Enfim.
Vale a pena se você gostar de ficção histórica, de lutas de espada e de Bernard Cornwell.