Valente – Pixar

valente_7Todos os anos aparece aquele filme que é o mais esperado de todos: que você vê o trailer, se apaixona e espera ansiosamente pelo dia da estreia para conferir. Que, só pelas premissas iniciais, você já se apaixona e sabe que vai gostar. Valente foi este filme para mim em 2012: acompanhei os trailers, me apaixonei, não via o dia da estreia. Vejamos: uma protagonista fofinha (fofíssima), guerreira, que está aí para ser a dona de sua própria história.

Mas como quase sempre acontece nestes casos, me decepcionei um pouco com o resultado final. Não sei muito bem o que estava esperando, mas não era o que vi na tela. Só que algumas coisas que não eram o que eu esperava já me chamaram a atenção e o resultado final teve mais pontos positivos do que negativos. Enfim. Não é o típico filme da Pixar, com roteiros fantásticos como os de Wall-E, Up! ou Toy Story 3, mas um bom filme.

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Maus – Art Spiegelman

Poucas coisas foram mais horríveis e inacreditáveis (no pior dos sentidos, de realmente não entender o que levam pessoas a considerar um grupo de outras pessoas um inimigo a ser exterminado) do que o holocausto ocorrido na Segunda Guerra Mundial. Várias histórias foram contadas sobre o extermínio de judeus, sob todos os ângulos possíveis: desde a história de uma menina que tem a adolescência interrompida pela guerra (tanto por não poder usufrui-la quanto por morrer em função dela), como Anne Frank, quanto a de um milionário que arrisca a própria vida para salvar pessoas, como retratado no filme A Lista de Schindler. Na verdade, esse é um tema tão recorrente, especialmente em cinema, que acaba até desgastado, do tipo “mais uma história sobre o holocausto?”.

O próprio autor de Maus se pega fazendo essa pergunta em determinado ponto. Mais uma história? Só que essa é um pouco diferente: pela forma, pela abordagem, pelo metatexto.

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Relato de um certo Oriente – Milton Hatoum

Toda família possui sua própria história. Aliás, citando a máxima mais conhecida de Tolstoi, todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira. Indo um pouco adiante, toda família é feliz e infeliz ao mesmo tempo, em proporções variáveis de cada sentimento, e cada uma delas constitui seu próprio romance.

Esta é a obra de estreia do autor Milton Hatoum e nela já se percebem os elementos que se repetirão em seu romance mais conhecido, Dois Irmãos: uma família de imigrantes libaneses se instala em Manaus e, apesar da aparência de sucesso e prosperidade para os olhos alheios, a desestrutura de sua profundidade marca os destinos de cada um de seus membros.

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Por Favor, Cuide da Mamãe – Kyung-Sook Shin

Este é um desses livros que me chamou a atenção pela capa – muito bonita. Estava passeando pela livraria e o vi em uma das ilhas, mas talvez o que me chamou mais a atenção do que a capa foi o fato da autora ser coreana. Não me lembro de já ter me esbarrado com um escritor coreano (com quadrinhistas sim, mas não com escritores), então resolvi passear um pouco por aquele canto do mundo e ouvir o que este livro tem a dizer sobre sua terra natal.

A história também me chamou atenção, pelo tema pesado, porém tratado de maneira delicada: a senhora Park So-nyo, de 69 anos e portadora de uma doença degenerativa, desapareceu no metrô quando foi visitar os filhos em Seul. Era para ela estar atrás do marido, como sempre, mas ele não notou que a deixou para trás ao chegar ao destino. Assim, os cinco filhos e o marido se empenham em procurá-la, já que ela não saberia ir a nenhum lugar da cidade sozinha e ela está exposta a todo tipo de perigo.

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