Desafio Volta ao Mundo

mundoAno-novo, nada melhor do que começarmos com um desafio literário novo!

Na verdade, não iria tornar um desafio público, mas, provocada pelo Luan, resolvi escrevê-lo.

Uma coisa que falo muito aqui no blog e recomendo para qualquer leitor: saiam da lista dos mais vendidos. Saiam dos best-sellers e autores óbvios. A gente acaba se fechando tanto no mais do mesmo que não enxerga o resto, acaba entrando num loop de ler eternamente o mesmo tipo de coisas (até porque acaba sendo mais fácil). E nem precisa ir muito longe para encontrar esses autores: indo para um nível ainda pop, mas que sai do best-seller, já achamos ótimos autores e que nos darão o diferente (dois exemplos óbvios: Haruki Murakami e Chimamanda Adichie. São autores pops, acessibilíssimos e que já saem dos mesmos autores e temas batidos). Nós também temos a tendência (enorme, gigante) de consumir muita literatura anglófona e… ignorar o resto. Ou deixar de ver o que mais há fora disso.

Então chegamos ao nosso desafio: a volta ao mundo!

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Desafio Literário 2013

https://i0.wp.com/2.bp.blogspot.com/-lefIlJwexM8/ULaZjlAh5UI/AAAAAAAAD5w/yTvkbb6xrLA/s1600/BannerDL200x80.jpgQuem acompanha o blog pôde ver meu empenho no Desafio Literário 2012, que chegou em seu último mês e em sua última rodada de desafios. Se for para fazer um balanço final, diria que foi muito positivo (se não tivesse sido não tava participando de novo, né). 12 livros por ano para quem lê muito não é nada e ainda é um empurrãozinho naquela hora do “o que eu vou ler agora?” que bate de vez em quando. Meu único mês realmente problemático foi junho, por não conseguir os livros a tempo (mas ao menos tinha um curinga na manga), e em outros fiz a lista e não olhei o preço dos livros que não tinha, o que me fez mudar todos os planos (como em novembro).

Mas foi uma ótima experiência. Primeiro porque li vários livros e autores que já tinha vontade de ler mas faltava um empurrão de incentivo, segundo porque me abri para temas e autores que não leria espontaneamente e gostei. Um terceiro ponto bem legal foi que deu para (ao menos tentar) ler livros parados na estante (coisa que infelizmente não será possível esse ano pois só três se encaixaram nos temas propostos. Quatro, se contar com o tema livre). Aliás, para quem tem muitos livros que comprou na empolgação mas ficaram pelas estantes, recomendo fortemente o desafio, ou então fazer algum pessoal à sua escolha.

Esse ano a regra do jogo mudou e não é obrigatório fazer a lista. Mas fiz assim mesmo, até porque é bom se organizar com antecedência, comprar com antecedência e não bater aquele desespero de última hora. E que vocês, queridos leitores, se inspirem! E já sabem minhas regras pessoais, né: se cabíveis, livros que eu já tenha ou que já tenha a intenção de ler, preferencialmente com pockets disponíveis.

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A Outra Volta do Parafuso – Henry James

Um dos maiores apelos do terror, além do medo do desconhecido, é quando a ameaça desconhecida poderia acontecer com qualquer um, inclusive com o leitor em seu sossego. Muito além do terror gráfico de monstros, demônios ou ameaças cósmicas está aquele um pouco mais próximo: a loucura, a perseguição, o crime.

Esta também é a premissa mais básica de uma das mais clássicas escolas do terror (aquela vitoriana, do fim do século XIX e início do XX, que também diz muito acerca do positivismo vigente e do advento da ciência sobre o obscurantismo): qual o pior terror, as assombrações ou as alucinações que ocorrem apenas na mente do assombrado? O sobrenatural é real ou é apenas imaginação?

A trama, já que o livro é de 1898, é bem conhecida: uma jovem preceptora vai trabalhar numa mansão erma (e mansões ermas e sombrias tem tudo a ver com terror, também) contratada para cuidar de dois órfãos, com a condição de em momento algum aborrecer o tio e responsável legal deles com qualquer problema, mas ela começa a ver os fantasmas de sua antecessora e seu amante e conclui que as crianças estão em perigo e precisa salvá-las. Lógico que apenas ela vê os fantasmas e ameaças e toda a trama se constrói sobre as visões.

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Escola dos Sabores – Erica Bauermeister

Ano passado, pelo amor ao desafio, resolvi me juntar ao Desafio Literário, pela oportunidade de ler livros que já queria ler, mas precisava de um “empurrãozinho”, e também para ler coisas novas que não passariam normalmente pela minha estante. A proposta para janeiro era um livro que envolvesse gastronomia e/ou culinária e ficção e como duas escolhas óbvias já tinham sido lidas antes tive de procurar outras alternativas.

Uma das opções que me dei foi então o livro Escola dos Sabores, de Erica Bauermeister, que é a história de uma chef, dona de um restaurante de sucesso, que abre seus salões mensalmente para um curso de culinária – cada turma dura seis meses e reune pessoas em busca de vários objetivos durante o aprendizado: aprender efetivamente a cozinhar melhor, fazer algo para renovar a vida ou simplesmente a simples e mera curiosidade.

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Desafio Literário 2012

Conheci o Desafio Literário através de blogs amigos e achei a proposta interessante de cara: ler um mínimo de 12 livros em um ano, observando os temas pré-definidos para cada mês. Resolvi topar o desafio, até mesmo porque seria ótimo usar como desculpa para ler livros que já me interessavam faz tempo mas que nunca entravam na minha lista de leitura.

Coloquei então duas regras extras para meu desafio: dar prioridade a livros que já tenho e não foram lidos e entre os que não tenho, dar prioridade a pocket books ou livros mais baratos mesmo fora de promoção. Temos então a seguinte lista, de acordo com os temas propostos. Os livros escolhidos são o primeiro de cada mês, sendo os outros dois opções para o caso de eu não consegui-los:

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