O Lado Bom da Vida – Matthew Quick

o-lado-bom-da-vida-capaHá alguns livros que podem ser leves e simples, mas trazem mensagens e reflexões bem interessantes. A bem da verdade, esse livro foi uma leitura de viagem, comprado por não ser complexo e de digestão mais leve, mas nem por isso deixou de me comover, me fazer refletir ou de pensar nos personagens e suas angústias mesmo depois da página final.

 É um livro leve e bem-humorado, sim, mas que trata de um assunto nada colorido: a doença mental. Pat Peoples é bipolar e passou os últimos tempos de sua vida internado num sanatório por motivos que não se recorda. Seu maior desejo é reatar com a esposa por quem é loucamente apaixonado, Nikki, e para isso ele está se esforçando para se tornar uma pessoa melhor. Só que o mundo do lado de fora está bem diferente do que quando o deixou…

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O Rei Mago – Lev Grossman

Não gosto muito de fazer resenhas de livros seguintes de séries, primeiro porque é impossível evitar a comparação com o livro anterior, segundo porque não tem como evitar spoilers. Ou mesmo não tenho muito a dizer depois do primeiro livro porque o(s) seguinte(s) não agrega(m) muito. Mas de vez em quando, ainda mais se gostei muito do livro ou se há muito o que ser dito (bom, uma coisa não deixa de pressupor a outra, né), por que não fazer?

Um ponto importante antes de começarmos a resenha propriamente dita: este é um caso no qual o livro é realmente uma continuação do anterior. A trama de Os Magos (recomendo bastante) terminou naquele livro, apesar do universo ter deixado brechas para ser expandido. A trama deste novo livro é bem outra, ainda que com os mesmos personagens e cenário. Novamente, temos um começo, meio e fim, ainda que já se tenha uma convivência anterior com cenário e personagens.

A partir de aqui, spoilers do primeiro livro, então fiquem atentos!

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As Virgens Suicidas – Jeffrey Eugenides

Confesso que não vi o filme, apesar de já ter ouvido falar bastante por dizer respeito a uma diretora que gosto muito do trabalho, em geral (a Sofia Copolla, seu trabalho de estreia) e a uma atriz que costumo gostar dos trabalhos (a Kirsten Dunst), o que é uma grande falha na minha cinefilia (ok, já houve uma época na vida em que assistia a mais filmes do que hoje).

Como diz o texto da contracapa, ao contrário do que pode parecer, o livro está muito mais para o irônico do que para o triste – como o título revela, é a história de cinco jovens irmãs, as Lisbon, que se suicidam ao longo de um ano. Só que, apesar da tragédia, é muito mais um conto sobre a adolescência, sobre os meninos incapazes de entender o mundo secreto das meninas (e no início da adolescência meninos e meninas parecem mesmo seres de universos diferentes) e sobre a vida nos subúrbios de classe média norte-americanos, tudo com uma enorme dose de ironia.

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Norwegian Wood – Haruki Murakami

Como começar uma resenha de um livro sobre o qual há muito o que dizer?

Vou citar um amigo que, tempos atrás, disse a seguinte frase: “O medo de amar e o medo de morrer são a mesma coisa”. Norwegian Wood (o título é por conta da música dos Beatles) é um livro sobre a juventude, o relacionar-se, a depressão, a morte. É sobre amor, mas também sobre desamparo e perda.

Esse é um dos primeiros romances do Murakami, lançado em 1987, antes de Minha Querida Sputnik e Após o Anoitecer. Interessante notar a evolução na narrativa, também – aqui, em um de seus primeiros trabalhos, dá para ver que ele tornará sua narrativa mais sintética (temos várias passagens do mais puro e banal cotidiano, talvez como parte de algum clichê oriental sobre a vida e seu ritmo).

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