Visitando a livraria

Não estava inspirada para uma postagem essa semana. Até pedi sugestões, mas nenhuma me deu um clique para um post. Uma delas, a da leitora Saphyra Ruby, sugeria um post de citações. Respondi que não, pois sou péssima em citações. Mas daí peguei um livro novo, estava lendo e caí numa citação irresistível de ser dividida:

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O Psicopata Americano – Bret Easton Ellis

Este é um livro… difícil de se começar a falar. Um livro difícil de se ler, também, por vários motivos (o primeiro e mais óbvio deles é a estilística, o autor tem obsessão – e por tabela o narrador, mas exploraremos isso mais tarde – de dar os mínimos detalhes sobre roupas, ruas, casas, marcas, menus… absolutamente tudo, o segundo é que a falta de propriamente uma narrativa na trama acaba por tornar o livro grande demais e meio enfadonho – de acordo com meus cálculos li uns quatro ou cinco livros em concomitante com este, quando não aguentava mais – e o terceiro é que na medida em que a trama avança, a violência se torna cada vez mais explícita e exagerada). Mas, pelo amor ao desafio, vamos lá.

A psicopatia, em resumo, é um transtorno psiquiátrico que representa a falta de empatia pelas outras pessoas ao seu redor (e que leva a frieza, insensibilidade, manipulação, egocentrismo…). Como toda doença, existem gradações, claro, e só uma minoria dos psicopatas se tornam assassinos seriais. Curioso que essa falta de sentimentos, segundo pesquisas, faz com que psicopatas sejam pessoas extremamente bem-sucedidas em suas profissões, já que não tem escrúpulos para subir na carreira…

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Devaneios dominicais de uma leitora compulsiva

Dia desses, ao ver as pilhas se acumulando pelos cantos do quarto, me veio uma necessidade súbita de inventariar todos os livros adquiridos (comprados, ganhos, emprestados, doados) de dezembro do ano passado para cá. Não sei se foi porque voltei das férias com mais livros do que imaginava, ou porque o espaço realmente começou a faltar (alguém me doa uma estante nova?), mas resolvi fazer uma pequena contabilidade.

O resultado? Somente contando os livros de literatura (porque se for contar os técnicos e os de referências as coisas complicam *um pouquinho*), de dezembro para cá 58 livros entraram. É muita coisa.

Desses, li 20, estou com 4 pela metade e abandonei 1. Ou seja, não dá nem metade de tudo o que entrou aqui (e isso só contando os livros desse ano, porque li alguns que tinha comprado ano passado e/ou em outras épocas). Pior que se pensar quantitativamente, parece um desperdício sem-tamanho mesmo. É aquela coisa de empolgar em promoção on-line, comprar uma porrada de livros, passar meses pagando as prestações… e não ter lido nenhum até hoje. Ou de ver “um livrinho tão bonitinho e tá tão baratinho” e acabar levando só para enfeitar a estante.

(tá, eu fiz uns negócios de ocasião nesse meio tempo, como achar uns clássicos bem clássicos no sebo, mas…)

Enfim. Colocando aqui a promessa pública de só comprar um livro novo depois que eu ler no mínimo 60% da cota desse ano (dá aproximadamente 35 livros no total).

E segue a busca por uma estante nova…. u.u