A Dança dos Dragões – George R. R. Martin -Tradução, lançamento e crítica

OBS: Se você quer resenha, os links são esse: sem spoilers e esse: com spoilers.

Bom, não queria voltar nesse assunto. Como todo mundo que lê o blog, ou folheou o livro, ou passou pela internet ouviu falar, tivemos problemas com a tradução do primeiro livro da série, A Guerra dos Tronos. Na época, a tradução portuguesa foi utilizada, sem maiores modificações, para a edição brasileira, dando ao texto um peso que ele não tem (pois, apesar da unificação, o português-pt coloquial se parece muito com nosso formal e vice-versa, dando ao texto original um teor que ele não tem). A tradução per se (nomes, lugares, adaptações) está excelente e nada tenho a dizer quanto a isso, mas tudo contra a postura da empresa que por conta de economia (do tradutor?), de má-vontade ou de uma tentativa de otimizar lucros que não passou batida oferece um texto ao leitor que não é o mais adequado.

Ouvi todos os tipos de comentário quando levantei essa questão, do apoio irrestrito a gente falando que era tempestade em copo d’água e frescura. Não vejo defender meu direito a ter um produto de qualidade dessa forma, mas continuemos.

Nos três livros seguintes, foi também utilizada a tradução portuguesa, mas a adaptação foi mais cuidadosa na tentativa de eliminar ruídos. Tudo bem, pensei, problema resolvido e morreu o assunto. No quinto livro, a tradutora mudou, sendo escolhida a mesma que traduziu A Morte da Luz para pt-br. Estranhei essa mudança de rumos nessa altura do campeonato, mas enfim, algo que deveria ter sido feito lá atrás foi feito agora. Também pensei que fosse morrer o assunto.

Só que daí… surge outro problema. De acordo com o site Game of Thrones BR (e uma discussão bem aprofundada pode ser acompanhada aqui), há um capítulo faltando na edição, o de número 26 simplesmente desapareceu. Falta de cuidado com o material vendido – que é o carro-chefe da editora? Imagina. Falta de controle de qualidade? Também, imagina. E lá vamos nós de novo: onde está o respeito ao consumidor, isso mesmo, aquele sujeito que vai lá e coloca seu dinheirinho suado num livro e espera receber um bom produto? Ou ao menos a história inteira? Se no post anterior eu tinha me referido à LeYa como lambona, me refiro de novo: o nome disso é lambança, é a editora não estar nem aí com o material que vai pra gráfica e depois para a loja. Parece algo do tipo: “ah, faltou um capítulo? Os fãs enfeitiçados nem vão notar, hehehe”, já que se um lote inteiro veio com defeito a solução fosse imprimir de novo.

Houve registros aqui no blog de lotes dos outros livros sem páginas e sem capítulos, mas esse parece ser o caso mais grave.

O que fazer agora? Se você comprou o livro, reclamar. Seja no site da LeYa, seja no Procon, seja recorrendo aos seus direitos como consumidor da maneira que for – quem sabe assim a empresa aja com mais cuidado da próxima vez.

E é isso, espero que o problema seja resolvido e todos possam apreciar o livro inteiro dentro de breve.

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EDIT IMPORTANTE: A Editora LeYa reconheceu o problema e anunciou o recall. Então quem comprou o livro defeituoso confira e reclame para trocar pelo exemplar sem defeitos!

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Até a próxima!

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