Um Freio na Compulsão

Voltamos à base operacional do Leitura Escrita e agora é hora da tradicional faxina de início de ano, separar o que tem de ser guardado do que tem de ser descartado, limpar e organizar para começar o ano que se avizinha (bom, já estamos em fevereiro, então posso dizer que estou com um mês de atraso :P).

Como já mencionei antes, acabei exagerando a mão nos livros do ano passado. Lembram que eu tinha feito uma lista, um levantamento de tudo o que tinha comprado? Descobri 23 livros nos quais nem toquei, comprados só em 2011. Isso é muita coisa e se somar com os exageros de 2010 (quando também sobrou muita coisa) e outros anos… bom, quase soterrada em livros que não li.

Sei que é quase impossível resistir ao canto de sereia daqueles lindos livrinhos em livrarias, físicas ou on-line, mas tenho de dar uma segurada. Infelizmente dinheiro não dá em árvore e muitas vezes o que está indo em livros está faltando para alguma outra coisa. Não estou dizendo para parar de comprar livros, até porque não vou fazer isso (e já que topei o desafio literário, vou ter de adquirir uma coisinha ou outra, até porque meu cartão de biblioteca já era 😦 ), mas se existe uma coisa na vida que nós devemos evitar, estando ao nosso alcance, é o desperdício. Principalmente, eu diria, o desperdício do próprio dinheiro.

Como já disse, desde ano passado quando minha estante desabou fiz um inventário de quantos livros tinha adquirido ao longo do ano (ganhado, comprado, emprestado) e enquanto essa lista não diminuir, ando segurando o máximo possível meu consumismo. Aliás, fazer listas, percebeu o quanto já se gastou em algo, é uma excelente forma de olhar para suas próprias coisas e ver onde estão os exageros e dar um jeito de corrigi-los.

Por exemplo: são 23 livros não lidos (alguns duvido que lerei algum dia), isso só em 2011 (ainda pretendo fazer um levantamento dos anos anteriores). Por que não ler esses livros, diminuir para talvez uns dez não lidos, ou menos, quem sabe, antes de superlotar a estante de novo, e só comprar lançamentos que realmente interessam, sem empolgar com ofertas e nem com a vontade de ler este ou aquele livro?

E você, caro leitor? Anda comprando mais livros do que dá conta de ler? Está soterrado por uma avalanche literária? O que anda fazendo para dar um jeito em todas as leituras?

P.S.: Já comecei a contabilidade de 2012, até agora entre ganhados e comprados foram nove livros, dos quais li seis. Parece bom, não?

Até a próxima!

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O Clube dos Anjos – Luis Fernando Verissimo

No post anterior, eu disse que tinha lido um livro, pouco depois, que era de certa forma uma representação daquilo de ruim que a comida pode trazer para a vida de uma pessoa. Bom, foi este o livro em questão, mas primeiro uma apresentaçãozinha.

Não preciso apresentar Luis Fernando Verissimo, um dos maiores autores brasileiros contemporâneos, em qualidade e prolificidade. Ele é conhecido pela crônica de costumes, além do humor ácido do absurdo da realidade (e por vários textos apócrifos da internet que nem dele são). Eventualmente ele escreve romances, apesar de não ser essa sua especialidade, então já entra a curiosidade de saber como se sai um cronista conduzindo uma história longa.

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