Cinquenta Tons do Sr. Darcy – Emma Thomas

50-tons-darcyÉ uma verdade universalmente reconhecida que um clássico gera o desejo da iconoclastia. Aliás, essa iconoclastia é até mesmo saudável, pois obras e conceitos intocáveis não são nada saudáveis – e para que a quebra seja eficiente, quem a faz deve conhecer a obra original para tal.

Orgulho e Preconceito é uma das obras mais importantes da literatura inglesa. Um jovem provavelmente lerá o livro no colégio em países de língua inglesa, inclusive (e será que pegarão a ojeriza aos clássicos tão comum entre os alunos pátrios?). É muito mais do que um romance: é o retrato e crítica social de uma época que aparenta ser tão glamourosa, mas que continua se aplicando aos dias atuais, como o peso da conta bancária de alguém, prestígio social, preconceitos à primeira vista e mal-entendidos.

E como todo clássico, é constantemente renovado, tanto pela adaptação para outras mídias (tem ao mínimo três versões em filmes/séries de TV, incluindo uma muito clássica da BBC) quanto por recontagens (por incrível que pareça O Diário de Bridget Jones é uma versão moderna da obra) e paródias (como a precursora da onda de mashups Orgulho e Preconceito e Zumbis). Acho todos os casos válidos, pois é assim que o clássico se mantém vivo, não imutável e encostado na parede pegando poeira, traça e teia de aranha.

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