Uma história de São Paulo, Bienal do Livro e Acessibilidade

Uma vez tive uma palestra no trabalho sobre a inclusão dos funcionários deficientes. Inclusive ressaltando que o termo correto é esse, deficientes, já que um portador de necessidades especiais não necessariamente é portador de uma deficiência (imagine um obeso, por exemplo). E que, um belo dia, uma pessoa que não é portadora de deficiência pode se ver numa situação em que tenha dificuldades de locomoção e precise de necessidades especiais. Aliás, essa experiência também reforça muito a empatia sobre quem tem de enfrentar a cidade que não é preparada para ela todos os dias.

cadeira

Longa história curta: sofri um acidente e quebrei o pé. Isso em 03/08.

Imaginamos que iria melhorar rápido, de acordo com as previsões do médico, em cerca de 15 dias, coisa que não acabou acontecendo. Estávamos com a viagem marcada para São Paulo: dia 23 tínhamos um compromisso particular com amigos (a comemoração do casamento civil de um casal muito amado) e a Bienal do Livro no dia 24, quando os amigos Jim Anotsu e Eric Novello lançariam seus novos livros pela Editora Gutenberg. Tudo já estava comprado e pago – e estava realmente ansiosa para fazer esta viagem. Namorido e eu resolvemos que, apesar das dificuldades, iríamos assim mesmo, pois valeria a pena compartilhar os momentos com as pessoas queridas. Para me dar maior mobilidade (já que ir de um lado para o outro de muletas é o ó), alugamos uma cadeira de rodas e lá fomos nós.

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