Fim do Mundo

fimdomundoDaí que de vez em quando o mundo acaba mesmo. Sério. Já acabou algumas vezes, vai acabar outras tantas, e assim as coisas vão. Até porque “mundo” é uma conceituação relativa, que pode coincidir ou não com a de planeta – é sócio-cultural, não física. Para não chegar aos mundos pessoais que cada um carrega dentro de si e que algum dia também terminarão – já que a vida é finita.

 Aliás, talvez esse seja um dos maiores apelos do fim do mundo: nessa nossa sociedade urbana, industrializada, asséptica e desumanizada, nos desconciliamos dos ciclos naturais. A morte é uma parte natural da vida, mas nos desacostumamos a ela – talvez esse um dos grandes fatores que geram medo e ansiedade do fim. Ela virá, é certa, mas o ciclo seguirá sem nós e continuaremos. Nem precisa chegar-se a uma continuação metafísica, mas nossos corpos nutrirão a terra, que nutrirão outros corpos e assim o ciclo se reinicia. Mas já que desconhecemos a terra, nos afastamos dela, e vida e morte são assépticas e desinfetadas, nos esquecemos que somos seres orgânicos como quaisquer outros que habitam o mundo. Finitos e parte da vida.

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