Fúria de Titãs 2

A coisa número zero a se falar sobre esse filme é a seguinte: esqueça a mitologia grega. Esqueça mesmo, considere a trama como um fanfiction que pegou emprestado os nomes dos personagens mitológicos, um pouco de suas características e colocou tudo num universo paralelo. Esqueceu a mitologia? Agora aproveite e esqueça a história também (“rainha da Grécia” naquele contexto é algo que não faz sentido nenhum).

O próximo ponto fundamental é relembrar se tratar de uma sequência. O primeiro Fúria de Titãs era um remake do clássico original de 1980, atualizado e com muitos monstros. Ouvi alguém dizer que se tratava um pouco da falta de coragem do estúdio de fazer um filme sobre o videogame God of War – e isso fica ainda mais claro no segundo filme, cujo tom/inspiração em God of War fica mais evidente.

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Jogos Vorazes – O filme

A primeira coisa a falar aqui, novamente, é o fato de que o filme é uma adaptação do livro, então se o fã espera que tudo ocorrerá ipsis literis como na história que ele conhece, sairá decepcionado. A segunda é que, apesar de ter gostado bastante do livro e recomendá-lo a quem pergunta, não sou exatamente fã – não participo de fóruns de discussão, não fiquei acompanhando em cima a produção do filme e nem nada disso, apenas sabia que iria assisti-lo fatalmente, o que tira um pouco do auê da coisa.

Dito isso, voltemos à questão da adaptação: quando se faz um filme, deve-se pensar em dois públicos, aqueles que já leram o livro e querem a história que conhecem na tela e aqueles que nunca tiveram nenhum contato anterior com a obra e querem que o filme seja auto-explicativo. Dessa forma, detalhes, personagens e acontecimentos devem ser condensados na duração do filme (no caso, 145 min), e muitos fatos serão refeitos, personagens terão de desaparecer ou farão uma participaçãozinha especial só para constar.

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