Minha Querida Sputnik – Haruki Murakami

(Curioso. Acho que nunca antes na história desse blog um autor tinha ganhado resenhas de dois livros diferentes num espaço tão curto de tempo…).

Segundo livro do Haruki Murakami que leio (e certamente haverá muito mais, pois me apaixonei pelo autor). Novamente aqui, uma história universal sobre o desconforto de crescer e sentir-se isolado, um tema que ele retomou em After Dark (até curioso perceber a evolução narrativa de um livro para o outro. Minha Querida Sputnik é de 1999 e After Dark de 2004, então várias arestas estilísticas puderam ser aparadas). Um ponto que achei interessante nesse livro é que, apesar da trama melancólica, o cenário é colorido e agradável, partindo até mesmo para uma descrição bem vívida e real das ilhas gregas e de cidadezinhas francesas.

De certa maneira, há um liame temático entre esta resenha e a do livro anterior, por mais que as tramas e seu desenvolvimento sejam bem diferentes entre si. Ambos têm por protagonistas pessoas nos seus vinte e poucos anos, completamente perdidas, e que tem de se haver com alguns traumas do crescimento.

Aqui, conhecemos Sumire, jovem, desleixada com sua aparência, que entrou na faculdade de Letras mas largou-a por ver que aquilo não a ajudaria a realizar seu sonho: ser escritora de sucesso. Há um acordo com seus pais: eles a sustentarão até que atinja 27 anos, nem um dia a mais, então é bom que ela se encontre até essa data, mas até o ponto em que a história começa, a jovem não parece fazer muito para realizar seu próprio sonho.

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