Os Filhos do Éden – Eduardo Spohr

Um dos grandes destaques do ano passado foi, sem dúvidas, A Batalha do Apocalipse, do brasileiro Eduardo Spohr, que partiu de uma edição independente (que se esgotou num instante) para uma grande editora – e permaneceu por semanas a fio entre os livros mais vendidos, com todos os méritos.

O desafio foi o que veio depois: como seriam as coisas após um épico das proporções de A Batalha do Apocalipse?

Os Filhos do Éden parte de uma decisão ao mesmo tempo arriscada e corajosa: pegar o cenário de A Batalha do Apocalipse, mas contar outra história com outros personagens. O autor justifica-se dizendo que o Apocalipse é o grande evento de seu universo e não haveria como ser fiel ao próprio cenário concebendo um evento “maior do que o maior”. Concordo. O cenário dos anjos é riquíssimo e cobre no mínimo 10 mil anos de história da humanidade, há possibilidades de se contar uma infinidade de história nesse meio-tempo. Fora que são livros independentes: dá para ler primeiro Os Filhos do Éden sem prejuízos de compreensão de cenário e personagens, até porque falam de tempos e eventos diversos.

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