Game of Thrones – Episódio 32: The Lion and The Rose

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Casamentos em Westeros são eventos imperdíveis, de matar, mesmo. Ser colunista social por lá deve ser ainda mais perigoso do que postulante ao Trono de Ferro.

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Game of Thrones – Episódio 31: Two Swords

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Então estamos de volta com a quarta temporada de Game of Thrones! Depois de um longo ano de espera e especulações, nossos personagens prediletos voltam à tela, desta vez para a adaptação do equivalente à segunda metade do terceiro livro, A Tormenta de Espadas, depois de um fim de temporada arrebatador.

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Ela

ela-filmeUm dos maiores paradoxos da modernidade é que, apesar de termos inúmeros gadgets, conexões e artefatos que eliminam as distâncias, estamos cada vez mais solitários. Vamos para o trabalho (e hoje qual profissão não precisa de um computador para executar as atividades?), chegamos em casa, nos atualizamos das notícias e jogamos videogame antes de dormirmos e começarmos tudo de novo – e isso tudo com poucas interações sociais pelo caminho.

Theodore, o protagonista do filme, é um homem solitário ainda não recuperado do recente divórcio com a mulher que conhecia desde a infância. Apesar dele ter amigos, conhecidos, um chefe legal com quem tem um bom relacionamento (e com quem aparece interagindo ao longo de todo o filme) e até mesmo encontros românticos, internamente é uma pessoa solitária, que interage mais com eletrônicos ou pela internet com desconhecidos para tentar preencher o vazio interno. Até o dia em que descobre um novo sistema operacional, Samantha, última tecnologia, programada para reagir à personalidade de seu dono e para aprender e evoluir. Eventualmente, Theo acabará se apaixonando pela voz em seu telefone.

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Frozen: Uma Aventura Congelante – Disney

frozenProvavelmente (já que não me lembro da primeira vez, já que tenho uma lembrança remota que comprova a teoria, mas não sei se houve um “antes”) o primeiro filme que vi no cinema foi um dos grandes clássicos Disney. Ou melhor, indo mais longe na lembrança: A Bela e A Fera (no cinema onde hoje é o Sesc Palladium, em Belo Horizonte, pra ser mais exata). Tive a sorte de ter crescido na era de ouro do final de 1980-início de 1990, onde, por cerca de dez anos, uma obra-prima Disney atrás da outra eram lançadas. O mês julho era esperado com ansiedade (não apenas para meus dias de férias com minha avó – que incluiam, é claro, pelo menos uma ida ao cinema), já que era a data da próxima animação.

Os anos foram se passando, veio um período bem ruim para o estúdio: filmes ruins, problemas financeiros e a hegemonia abalada pela concorrência, como a revolucionária Pixar – ainda que pertença ao estúdio – , a descoberta ocidental de Hayao Miyazaki (um dos maiores mestres da arte da animação) e mesmo os grandes estúdios de cinema se mexendo e aprimorando suas próprias técnicas, como a Dreamworks. Mas, como num conto de fadas, a Disney reergueu-se, vem na sequência de bons filmes (ainda que não sejam mais apresentados em julho) e voltou a ter o prestígio de outrora (ainda que com alguns escorregões desnecessários, mas já chegamos lá).

Então não deixa de ser uma grande alegria dar de cara com A Animação do Ano que tem todo o jeito dos melhores filmes dos saudosos anos 90, de ter vindo na esteira de grandes sucessos como o próprio A Bela e a Fera, Alladin e O Rei Leão (que, há quem diga, é a animação da Disney absoluta). Mas… bom, os tempos são outros 😉

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Círculo de Fogo

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Há gêneros, especialmente no cinema e derivações como seriados atuados ou animados que têm seu apelo próprio e regras próprias, além de fãs próprios e de toda uma mística particular: um deles é o de robôs gigantes e monstros. Geralmente são produções B,  que vêm desde o japonês Godzilla a outras variações orientais, como os milhares de tokusatsus, passando por tradições ocidentalizadas como Transformers (mais a linha original Hasbro de muitos anos atrás e menos a série cinematográfica de Michael Bay). Temos Macross e Robô Gigante e milhares de outros exemplos em nossa cultura, que cativam desde a infância e seguem pela vida.

Agora imaginem uma superprodução hollywoodiana sobre robôs gigantes enfrentando monstros. COMO poderia ficar ruim?

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Dr. Who ou Como não odiar uma série pelos seus fãs

whodunnitA diferença de “fã” para “fanático” é de apenas um sufixo, coisa que fica evidente em qualquer busca de dois minutos pela internet.

 Lógico que é natural que fãs de determinadas obras, sejam livros, jogos, quadrinhos, seriados de TV; bandas e artistas se reúnam na internet. E, muitas vezes, não ficam satisfeitos se não espalham aos quatro ventos todas as qualidades (reais e imaginárias) de sua obra predileta. O tal do “fandom”.

 E, vamos combinar: fandom, para quem tá fora dele, é um negócio muito chato. Pessoas reunidas para falarem como aquela é a obra-prima revolucionária da humanidade, como cada detalhe é genial e perfeito e como todas as outras pessoas deveriam ouvir a Palavra. E se você não gosta e nem se converte, é como uma agressão pessoal ao fã, é como se o desgosto fosse contra aquela pessoa – quando nunca é, e lá se vem defesas irracionais. Para não falar de rivalidade de fandoms: se você gosta de A, não pode gostar de B de jeito nenhum. Ou gosta dos Backstreet Boys ou do ‘N Sync, ou do Tolkien ou do Martin, ou Marvel ou DC e por aí afora. Ou seja, uma chatice muito, muito grande. Que, ao invés de trazer mais fãs, acaba afastando.

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Faroeste Caboclo

faroeste-cabocloTodo mundo tem uma música preferida. Seja porque ela te acerta num ponto específico do seu psicológico, seja por marcar momentos especiais da vida, seja por ter um ritmo legal, seja por ser um verme auditivo – ou por todas essas condições juntas. A minha é Faroeste Caboclo, do Legião Urbana. Talvez seja uma escolha estranha, já que se trata de uma epopeia (há quem diga que baseada em Hurricane, do Bob Dylan) e muito longe de ser uma balada romântica ou uma explosão de ritmo. Mas a sensação da música une muitas coisas em mim: lembra uma época boa da minha adolescência, excursão de escola, rodinhas de violão… Tanto que é uma das músicas que canto em silêncio quando não estou me sentindo bem.

Quando soube que estavam planejando um filme baseado na música, a única coisa que soube era que PRECISAVA assistir, independente da qualidade.

Aí os anos foram passando e, por coincidência ou não, o filme foi lançado no mesmo ano do que Somos Tão Jovens, uma cinebiografia de Renato Russo.  E ambos os filmes podem ser vistos em conjuntos, um retrato da juventude brasiliense rica do fim da década de 1970 e início da de 80, com uma ditadura militar nos calcanhares e pouquíssima diversão fora do rock e das drogas.

Mas, voltando ao filme, qualquer ouvinte conhece a saga de João de Santo Cristo, que sai da sertania onde morava no interior da Bahia e morre num duelo com um rival em Ceilândia, em frente ao lote 14. A narrativa, aproveitando-se disso, começa do fim: a primeira cena já é a do duelo e vamos acompanhar as lembranças de quando ele era uma criança e de tudo o que o levou até ali.

A estética do filme é realmente de faroeste, os planos abertos, closes e iluminação que dialogam com o gênero. E quanto à trama, é preciso fazer um balanço entre o espectador que conhece cada letra da música de cor e aquele que não sabe que há uma inspiração por trás de tudo – e mais, é preciso dar tratamento narrativo a uma canção que, apesar de contar uma história, não pode ser transcrita em filme.

A liberdade da fonte acaba sendo uma vantagem: os quatro personagens nomeados da música estão lá (e é preciso que Maria Lúcia, Jeremias e Pablo ganhem estofo de personagens). Aliás, desenvolver a história dos outros três, em especial da mocinha e do vilão, exigem que João perca um pouco de espaço, mas acho justificável se você não quer construir apenas um personagem forte e relegue aqueles que o rodeiam à posição de figurantes. Em termos de trama, também: os acontecimentos da música são melhor amarrados com alterações, mudanças de ordem e até mesmo algumas supressões (a única supressão imperdoável é o discurso final de Santo Cristo). Algumas coisas que as pessoas acham sem sentido, como a escolha de Maria Lúcia, tornam-se mais coerentes e muito, muito mais dramáticas.

Também, a escolha pelo foco no romance: Maria Lúcia é uma das personagens mais importantes da vida de Santo Cristo e fortalecê-la, bem como utilizá-la para contar a história do traficante são escolhas interessantes – torna a história mais linear, um bom filme e, além disso, torna o antagonismo entre Santo Cristo e Jeremias (uma mistura de playboyzinho da cidade e psicopata) ainda mais forte, como o vilão óbvio do faroeste que está lá desde sempre para rivalizar com o mocinho. Fora que contrastar um zé-ninguém negro que se apaixona por uma moça branca e rica torna o romance ainda mais impossível. E o óbvio caminho para a tragédia.

As atuações também estão em cima – os atores sustentam seus personagens e os tornam convincentes, o que é sempre uma vantagem.

Enfim, que todas as músicas preferidas possam ser honradas da mesma forma!

***

Até a próxima!

Salò ou Os 120 Dias de Sodoma

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(ATENÇÃO: esse post tem trigger warning. É sobre uma obra EXTREMAMENTE perturbadora. Tipo, mesmo. Tipo, mesmo, mesmo. Então se não quiser ler tudo bem, também, volte aqui amanhã que colocarei uma resenha de uma obra mais agradável).

Então.

Quando se faz uma resenha, a função primária é falar um “confira por você” sobre aquela obra, nem que seja para conversar sobre ela depois. Pelo menos é o que tenho na minha cabeça: quero dividir as coisas legais que leio com outras pessoas, criticar as que achei ruins ou mesmo tirar uma onda com livros que sei estarem despertando a curiosidade do meu círculo de amigos.

 A resenha de hoje é meio diferente… Na verdade, é só um texto que quis escrever, sobre a experiência de assistir ao citado filme. Sei lá, não recomendo que você, leitor, veja. E nem falo isso por psicologia reversa não, é um filme que não recomendo, simplesmente. Só se você gostar muito do assunto ou quiser passar por essa… experiência.

 E por que fui cair nesse filme? Dia desses circulou uma lista de filmes perturbadores. Não posso com filmes de violência gráfica, passo muito mal, não é para mim, mas ainda assim vi a descrição, vi que não era exatamente gráfico, aí fui ver se tinha o filme no youtube e acabei assistindo.

 E, cara. Cara.

 Como disse, não é um filme exatamente gráfico, tanto no sexo quanto na violência. Tem nus frontais o tempo todo, uma cena mais tensa pra lá e pra cá (exceto o final, porque no final o diretor abre o baú do gore), mas a título de comparação a terceira temporada de Game of Thrones é mais gráfica.

 Só que esse é o filme mais perturbador que já vi na minha vida. Saí dele passando mal, com um nervoso e uma angústia que não consigo definir, e levei alguns dias para me recuperar.

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Game of Thrones – Terceira Temporada (HBO)

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Então cá estamos, atrasados mas não ausentes, para o fechamento da terceira temporada de Game of Thrones! Esta foi bem intensa, com emoções fortíssimas, episódios excelentes e a produção que parece melhorar a cada temporada. Vamos lá.

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Game of Thrones: Episódio 30 – Mhysa (HBO)

Então é o que temos para este ano. Último episódio, última resenha (snif!) e longos dez meses de ausência de Westeros, até a próxima temporada. Vamos então à nossa esperada season finale!

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