Retrospectiva 2012

Se você está lendo esse post agora é porque o mundo não acabou (então, até a próxima profecia!). Fins do mundo à parte, 2012 foi um ano bem interessante, como todos os anos são, com seus altos e baixos. Está na hora de fazer aquela análise do que aconteceu e do que deixou de acontecer neste ano, de extrair das coisas boas e ruins aquilo que elas têm de melhor a ensinar e começarmos renovados o ano que se anuncia.

Mas antes disso – e antes de irmos pra farra, nos embebedarmos com espumante vagabundo e cairmos pelas sarjetas – por que não relembrarmos alguns destaques de 2012?

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Balancete

Bom, estamos nos aproximando do fim do ano, né?  Daqui a pouco começam as retrospectivas, as festas, a comilança e tudo mais…  Mas antes disso temos pouco mais de um mês para fechar tudo aquilo que ficou pendente no ano, verificar os projetos que ainda podem ser finalizados, rever as metas daqueles que não deu tempo e já começar a planejar 2013. Porque, bom, 2013 começa em 01/01 e já é possível adiantar várias coisas até mesmo antes disso.

Mas, no que diz respeito às metas relativas à leitura e ao blog, acho que estou indo muito bem. Encerrei as compras de livros esse ano – agora só terminar de pagar o que está no cartão e esperar o ano que vem para reabastecer a estante. Desde ano passado, creio que já comentei antes, faço um inventário dos livros adquiridos no ano (comprados e ganhos) e vou marcando aqueles que já li. Hoje, conforme as anotações atualizadas, foram 39 livros lidos de um universo de 65 adquiridos (esse ano, já que li alguns que tinham ficado pra trás de outros anos, outros que não entraram na lista e coisital). Muito bem, mostra que minha intenção de “segurar” a mão nas compras anda dando resultado – além disso, apesar de ser subjetivo, acho que tive uma melhora qualitativa nas compras, também.

Temos algumas metas interessantes sobre o ano: estou quase terminando o Desafio Literário, com resultados também muito satisfatórios. Ainda pretendo fazer um texto sobre a experiência, mas vai ficar para mais tarde, já que ainda faltam dois tópicos a serem preenchidos. Basta dizer que desde já valeu muito a pena ter topado e já estou esperando a lista para o ano que vem.

Tinha também um desafio pessoal que há quatro anos tentava fazer: ler 52 livros em um ano. Por que exatamente esse número? Pois dá uma média exata de 1 livro por semana, plausível e alcançável. Essa meta e desafio pessoal consegui bater  com louvor, pois até o momento tenho registrados 60 livros. EEE! Claro que não resenho todos e nem na ordem de leitura, mas nunca li tanto em um ano. E provavelmente nunca lerei de novo, mas isso tem seus pontos positivos.

Por falar em resenhas, dei uma olhada na minha lista e descobri que a próxima resenha literária será a de número 100. Que emocionante! Posso não ser tão prolífica quanto outros blogueiros são, mas quando faço, me dedico. Se sou devagar são detalhes 😛 Queria fazer de um livro especial para marcar o momento, então veremos essa semana. Afinal, entre as intenções do ano, ainda faltam mais no mínimo seis resenhas. Socorro!

Então é dar aquela injeção de ânimo final para terminarmos bem o ano! Até a próxima, com muito trabalho!

Dicas legais para comprar livros

Para comemorar os 200 posts do blog (sim, esse é o ducentésmo! \o/ E não, infelizmente não tenho nem tempo e nem assunto para atualizações diárias, fora que tem vários outros blogs bem legais só ou majoritariamente sobre novidades literárias por aí), inspirada em alguns acontecimentos recentes, resolvi presenteá-los com um post de utilidade pública: e quando a compra do livro dá errado? Como proceder?

 Bom, livros são bens de consumo (o fato deles serem físicos – em papel – ou por meio eletrônico não altera este fato) – normalmente, nós adquirimos um livro em troca de uma quantia X de dinheiro. E dinheiro não cai do céu, então não é bom desperdiçarmos o nosso. Mais do que isso: nos torna consumidores, que nos relacionamos com fornecedores e que temos de agir como o qual. Ninguém está fazendo um favor a ninguém vendendo um livro, então quando as coisas dão errado temos todo o direito de reclamar, sim.

 Abaixo listei alguns dos problemas mais comuns quando se compra livros:

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A Dança dos Dragões – George R. R. Martin -Tradução, lançamento e crítica

OBS: Se você quer resenha, os links são esse: sem spoilers e esse: com spoilers.

Bom, não queria voltar nesse assunto. Como todo mundo que lê o blog, ou folheou o livro, ou passou pela internet ouviu falar, tivemos problemas com a tradução do primeiro livro da série, A Guerra dos Tronos. Na época, a tradução portuguesa foi utilizada, sem maiores modificações, para a edição brasileira, dando ao texto um peso que ele não tem (pois, apesar da unificação, o português-pt coloquial se parece muito com nosso formal e vice-versa, dando ao texto original um teor que ele não tem). A tradução per se (nomes, lugares, adaptações) está excelente e nada tenho a dizer quanto a isso, mas tudo contra a postura da empresa que por conta de economia (do tradutor?), de má-vontade ou de uma tentativa de otimizar lucros que não passou batida oferece um texto ao leitor que não é o mais adequado.

Ouvi todos os tipos de comentário quando levantei essa questão, do apoio irrestrito a gente falando que era tempestade em copo d’água e frescura. Não vejo defender meu direito a ter um produto de qualidade dessa forma, mas continuemos.

Nos três livros seguintes, foi também utilizada a tradução portuguesa, mas a adaptação foi mais cuidadosa na tentativa de eliminar ruídos. Tudo bem, pensei, problema resolvido e morreu o assunto. No quinto livro, a tradutora mudou, sendo escolhida a mesma que traduziu A Morte da Luz para pt-br. Estranhei essa mudança de rumos nessa altura do campeonato, mas enfim, algo que deveria ter sido feito lá atrás foi feito agora. Também pensei que fosse morrer o assunto.

Só que daí… surge outro problema. De acordo com o site Game of Thrones BR (e uma discussão bem aprofundada pode ser acompanhada aqui), há um capítulo faltando na edição, o de número 26 simplesmente desapareceu. Falta de cuidado com o material vendido – que é o carro-chefe da editora? Imagina. Falta de controle de qualidade? Também, imagina. E lá vamos nós de novo: onde está o respeito ao consumidor, isso mesmo, aquele sujeito que vai lá e coloca seu dinheirinho suado num livro e espera receber um bom produto? Ou ao menos a história inteira? Se no post anterior eu tinha me referido à LeYa como lambona, me refiro de novo: o nome disso é lambança, é a editora não estar nem aí com o material que vai pra gráfica e depois para a loja. Parece algo do tipo: “ah, faltou um capítulo? Os fãs enfeitiçados nem vão notar, hehehe”, já que se um lote inteiro veio com defeito a solução fosse imprimir de novo.

Houve registros aqui no blog de lotes dos outros livros sem páginas e sem capítulos, mas esse parece ser o caso mais grave.

O que fazer agora? Se você comprou o livro, reclamar. Seja no site da LeYa, seja no Procon, seja recorrendo aos seus direitos como consumidor da maneira que for – quem sabe assim a empresa aja com mais cuidado da próxima vez.

E é isso, espero que o problema seja resolvido e todos possam apreciar o livro inteiro dentro de breve.

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EDIT IMPORTANTE: A Editora LeYa reconheceu o problema e anunciou o recall. Então quem comprou o livro defeituoso confira e reclame para trocar pelo exemplar sem defeitos!

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Até a próxima!

Fluxograma – Qual vai ser sua próxima leitura?

O último fluxograma que publiquei aqui no blog fez um sucesso danado, né? Pois é, agora encontrei outro um pouco menos específico (achei no 9gag, mas com certeza saiu originalmente em outro lugar).

Novamente, o gráfico foi pensado para o leitor norte-americano (depois faço uma versão nacional dele, com obras coloniais e pós-coloniais, por exemplo), mas tem várias opções de clássicos e contemporâneos para quem está indeciso com o que ler:

E então? Achou uma boa sugestão para seu próximo livro?

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Até a próxima!

Beleza Escrita #1

Todo mundo aqui sabe que ler é bom. Que ler é muito bom, na verdade, por n razões e motivos que eu poderia passar uma semana listando. Só que @s amigues hão de entender que não se pode ler e se esquecer por completo do gramú, néah? Vamos ler e ficar parecendo bichinhos das cavernas sujos, descabelados, fedorentos e remelentos enquanto isso? De jeito nenhum! E isso vale para meninuxas e meninuxos!

Pensando nisso, resolvemos criar a seção Beleza Escrita e dar diquinhas de beleza para os amigues leitores! Sempre com produtinhos leendos para vocêzinhos! E esses eu garanto que são sem merchan, tudo na honestidade e saído do meu bolso!

Para começar vamos com…

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Sopa de Letrinhas

A gente sempre escolhe algum critério para ler um livro, né. Seja o tema, seja o autor, seja o que for. Alguns dos critérios seguem alguma lógica (por exemplo, como devem ter notado por esse blog, ando tentando ler mais literatura mainstream, ou propostas diferentes dentro do gênero), outros não seguem muita (simplesmente deu vontade de ler um livro e pronto).

Uma das coisas que tinha me proposto uns tempos atrás era ler coisas de partes diferentes do mundo, o que também ando fazendo com sucesso (o Desafio Literário deu uma mãozinha bem a calhar) e está sendo muito gratificante.

Até aí, tudo bem, né.

Daí estava olhando a lista de resenhas do blog (você não sabia que ela existe??? Clica lá!!!!), que estão indexados em ordem alfabética. Reparei a frequência de A’s e C’s (coincidência, será?), e também bastante M’s e S’s – os N’s estão aumentando ultimamente – nos livros lidos.

Olhando com cuidado, também percebi algumas coisas curiosas: não temos resenhas de livros começados com K, O, Q, X, Y e Z. Ao mesmo tempo, temos só uma resenha para cada uma das letras I, L, T, U e V.

Agora fica por conta de vocês, queridos leitores. Tem títulos de livros legais para sugerir começados por essas letras? Não gosto de deixar espaços em branco nas estatísticas! 😉

O papel aceita tudo…

Quarta-feira de cinzas, todo mundo com aquele climão de ressaca (convenhamos que mesmo quem não gosta de carnaval gosta de feriados, né?) e retomamos os trabalhos do blog! Hoje, para dividir um pouco de revolta…

Passeando pelo twitter, vi a seguinte foto sendo retuitada. Fiquei horrorizada com o conteúdo. Como um livro na sessão infantil pode trazer uma “dieta especial para meninas”? A paranoia de dietas da nossa sociedade precisa começar ainda mais cedo do que ela já começa? Claro que a editora lança o material porque existe demanda, mas há pais que permitem que suas filhas comprem esse material e comecem dieta em plena fase de crescimento?

Fui pesquisar sobre o livro e achei a sinopse:

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Traduções fresquinhas nas prateleiras!

A gente critica tanto que quando acontece alguma coisa para elogiar é bom ficar registrado, né?

Com muita surpresa, soube que agora em janeiro foi lançada a edição nacional do livro O Rei Mago, continuação de Os Magos, de Lev Grossman. A capa ficou bem bonitinha, seguindo bem o estilo daquela do livro original (apesar de não ter lá muito a ver com a trama em si), mas a grande surpresa ficou por outro fator: este não é exatamente um livro badalado (apesar de rumores cá e lá sobre uma série de TV a caminho), tampouco um sucesso estrondoso que figurou por semanas na lista de mais vendidos. Trata-se de uma série de fantasia muito boa, sim, mas que está longe de ser o bestseller que vem escorado por filme ou série de TV.

O original saiu em agosto de 2011 nos EUA… e a tradução em janeiro de 2012 no Brasil! Achei isso simplesmente fantástico, bola dentro da editora Amarilys! Saiu antes mesmo do paperback/pocket em inglês a preço camarada chegar aqui (e não, não pago 60 reais ou mesmo mais por um livro em inglês que não tenho urgência em ler) – ou seja, só o tempo justo da tradução e toda produção editorial em geral, para não deixar nenhum fã na mão.

Outra nota, neste mesmo sentido, mas de uma série que se tornou um pouco mais conhecida, as Crônicas do Matador do Rei, é que o livro O Temor do Sábio foi lançado em novembro de 2011, sendo que o original saiu nos EUA em abril. Novamente, o tempo da tradução e produção, sem que o fã precise esperar por meses a fio para o prosseguimento da série.

É uma boa perceber isso das editoras, em trazer livros que não estejam na mina de ouro dos young adult e não deixarem os lançamentos “esfriarem”. Um dia ainda retomo o raciocínio, mas na minha cabeça fica muito claro um círculo vicioso onde os leitores consomem o material em inglês porque “nunca vão lançar no Brasil mesmo” e as editoras não lançam porque não tem para quem vender. Bom saber que coisas diferentes estão vindo e até rápido, sem precisarem vir na rabeira de filme ou de série, e que há interesse e cuidado o suficiente para que os lançamentos de livros um pouco fora da zona de mais vendidos saiam, e saiam com rapidez.

(e, claro, esperem pelas resenhas de ambos os livros aqui em algum ponto desse ano xD)

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Até a próxima!

Um Freio na Compulsão

Voltamos à base operacional do Leitura Escrita e agora é hora da tradicional faxina de início de ano, separar o que tem de ser guardado do que tem de ser descartado, limpar e organizar para começar o ano que se avizinha (bom, já estamos em fevereiro, então posso dizer que estou com um mês de atraso :P).

Como já mencionei antes, acabei exagerando a mão nos livros do ano passado. Lembram que eu tinha feito uma lista, um levantamento de tudo o que tinha comprado? Descobri 23 livros nos quais nem toquei, comprados só em 2011. Isso é muita coisa e se somar com os exageros de 2010 (quando também sobrou muita coisa) e outros anos… bom, quase soterrada em livros que não li.

Sei que é quase impossível resistir ao canto de sereia daqueles lindos livrinhos em livrarias, físicas ou on-line, mas tenho de dar uma segurada. Infelizmente dinheiro não dá em árvore e muitas vezes o que está indo em livros está faltando para alguma outra coisa. Não estou dizendo para parar de comprar livros, até porque não vou fazer isso (e já que topei o desafio literário, vou ter de adquirir uma coisinha ou outra, até porque meu cartão de biblioteca já era 😦 ), mas se existe uma coisa na vida que nós devemos evitar, estando ao nosso alcance, é o desperdício. Principalmente, eu diria, o desperdício do próprio dinheiro.

Como já disse, desde ano passado quando minha estante desabou fiz um inventário de quantos livros tinha adquirido ao longo do ano (ganhado, comprado, emprestado) e enquanto essa lista não diminuir, ando segurando o máximo possível meu consumismo. Aliás, fazer listas, percebeu o quanto já se gastou em algo, é uma excelente forma de olhar para suas próprias coisas e ver onde estão os exageros e dar um jeito de corrigi-los.

Por exemplo: são 23 livros não lidos (alguns duvido que lerei algum dia), isso só em 2011 (ainda pretendo fazer um levantamento dos anos anteriores). Por que não ler esses livros, diminuir para talvez uns dez não lidos, ou menos, quem sabe, antes de superlotar a estante de novo, e só comprar lançamentos que realmente interessam, sem empolgar com ofertas e nem com a vontade de ler este ou aquele livro?

E você, caro leitor? Anda comprando mais livros do que dá conta de ler? Está soterrado por uma avalanche literária? O que anda fazendo para dar um jeito em todas as leituras?

P.S.: Já comecei a contabilidade de 2012, até agora entre ganhados e comprados foram nove livros, dos quais li seis. Parece bom, não?

Até a próxima!