50.000 palavras em um mês: você topa?

Oi, pessoal!

Novembro está no início, as pontas soltas do ano precisam ser amarradas (faltam 61 dias para 2011, aiaiai!), esta é a época dos apertos de fim de semestre para quem ainda está estudando, as semanas mais rápidas do ano começam agora.

Apesar disso tudo, um desafio literário caiu no meu colo: o NaNoWriMo (sigla para National Novel Writing Month – O Mês Nacional da Escrita do Romance). Trata-se da seguinte proposta: você consegue escrever um romance de 50 mil palavras em um mês?

Você aceita do desafio, levando em consideração estarmos no mês mais apertado do ano?

Até a próxima!

Devoradores de Mortos – Michael Crichton

O mundo nem sempre foi do jeito que é hoje. O poder muda de mãos, o conhecimento, a riqueza… e todos eles se movimentam, espalham e retraem com o tempo. Por volta do século X, a vanguarda científica e tecnológica do mundo ocidental encontrava-se nos países árabes – bastante irônico se pensarmos em sua situação geopolítica atual, bem como em alguns pré-conceitos e preconceitos bastante disseminados. Ali, naquele momento histórico, estava centrado o ápice da civilização e da intelectualidade do mundo.

Agora, imagine que um árabe dê de cara com um povo bárbaro, diferente em tudo de sua própria cultura. Esse é um dos pontos de partida de Devoradores de Mortos, de Michael Crichton.

Michael Crichton era um escritor especialista em best-sellers, em todos os gêneros: romance, suspense, ficção científica, fantasia… Talvez o seu trabalho mais conhecido seja O Parque dos Dinossauros, que inspirou o filme – e vários dos seus livros acabaram por virar filme. (Devoradores de Mortos, inclusive, deu origem a O 13º Guerreiro).

Um ponto interessante é que a trama é trazida como relato histórico, inclusive com notas de rodapé produzidas pelo próprio autor, como se fosse um manuscrito antigo traduzido por ele. É uma escolha narrativa bastante interessante e que funciona muito bem na história a ser contada aqui – o ser que sai da metrópole e se encontra com os bárbaros e se espanta com a diferença de costumes e modo de vida.

Só que entramos aqui na segunda premissa da história: os bárbaros são nórdicos, liderados pelo lendário Beowulf. Será recontado então, através do olhar de um observador alienígena, que além de narrar a saga, dirá muito também sobre a cultura em que se insere. A trama não diz respeito apenas à busca do herói pelo monstro e pela mãe do monstro, mas a todo o processo, detalhes e minúncias envolvidos.

E, como a trama é revestida por uma aura de relato histórico, a explicação do monstro também tem algum senso de pseudo-ciência, o que acaba muito bem construído. Também é de se ressaltar o trabalho de pesquisa realizado pelo autor, que não tirou as explicações sobre os povos nórdicos e seus hábitos simplesmente de sua cabeça.

É um livro curto e de leitura fácil, temática interessante e uma boa introdução à obra de um autor tão versátil.

Poesia concreta

poesiaconcreta

Fiz essa poesia concreta aos 17 anos. Editei e coloco aqui para apreciação.

Espelhos Irreais – Vários

Capa do Espelhos Irreais

Capa do Espelhos Irreais

Espelhos Irreais é um livro sobre cinco diferentes visões da realeza fantástica, em contos de cinco autores: Aguinaldo Peres, Ana Carolina Silveira, Ana Cristina Rodrigues, Daniel Abreu e Roderico Reis. Há a visão da realeza em uma fábula, no tênue limite entre o real e a imaginação, na alta fantasia clássica, na ficção científica… São abordagens diferentes, histórias diferentes entre si, autores diferentes, narrativas diferentes. Como uma degustação literária de estilos e autores.

É também a primeira publicação de papel da Fábrica dos Sonhos, organização que há quatro anos reune autores, escritas e projetos. Uma estreia, uma forma de demonstrar o que andamos fazendo neste tempo todo e também nos apresentar, como autores e como grupo.

Declaro-me suspeita para fazer uma resenha. 🙂 Mas podem ficar com a feita pelo Eric Novello e pelo Fernando Trevisan. 🙂

E se meu namorado fosse um movimento literário?

Às vezes ficamos pensando sobre nossos namorados, sobre como eles poderiam ser. Árvores, CD’s, livros… Mas e se meu namorado fosse um movimento literário? Uma pequena piadinha de minha autoria (então favor darem os devidos créditos se forem replicar esse texto).

E se meu namorado fosse um movimento literário? – por Ana Carolina Silveira

Classicismo: Ele possui um quê épico, apreciando grandes combates e navegações, até mesmo de descobrir terras novas. Pode ser também que ele goste de introspecção, e de conversar com uma caveira sobre os dilemas da existência.

Barroco: Ele se veste de preto, seu músico predileto é Bach. Passa os dias se questionando sobre a existência ou não do inferno e, em caso positivo, se vai direto para lá ou não.

Arcadismo: Ele largou a agitada vida na cidade grande pela vida bucólica do campo. Gosta de passar feriados em Ouro Preto, de novelas das seis e de música sertaneja de raiz. Flerta com a política.

Romantismo: Ele é um cara lindo, maravilhoso e sensível, que monta um cavalo branco e pega onça na unha só para me agradar. Há o risco que ele se vista de preto, fique pelos cantos de madrugada bebendo cachaça e vendo fantasmas, e morra cedo por causa disso.

Realismo: Eu não presto. Ele é um idiota. Eu o traio com um cara bonitinho e gostosinho, e me ferro gostoso por isso.

Naturalismo: Sexo. Sexo sexo sexo sexo sexo.

Parnasianismo: Ele é tão lindo!!! E é só isso o que importa.

Simbolismo: Ele busca explicar com a ciência as suas angústias interiores. Nem sempre consegue. Às vezes ele fala coisas estranhas e incompreensíveis, algumas até mesmo repugnantes.

Modernismo: Teve uma adolescência agitada, quando se vestiu de mulher e andou pelado na rua apenas para chocar os seus pais. Na época de faculdade, consciente dos problemas sociais do país, estudou as diferenças regionais brasileiras. Após a formatura, sentiu vergonha das estripulias adolescentes, e passou a escrever um diário.

Pós-modernismo contemporâneo: Ninguém se importa que meu namorado more na China, ou que ele na verdade seja ela. Há a possibilidade de que ele/ela goste de autoajuda. E de varinhas mágicas.

Aposto que sua professora de literatura nunca explicou assim!

Site da Fábrica dos Sonhos está no ar

O site da Fábrica dos Sonhos está finalmente no ar! Cliquem AQUI e confiram!

A Fábrica dos Sonhos é um grupo de escritores dedicados a… fazer o que escritores fazem. Desenvolver textos, projetos coletivos, aprimorar a escrita. E, claro, mostrar nosso trabalho ao público.

Está aí também o e-book O Melhor do Desafio Operário, que reune textos dos participantes elaborados nos últimos cinco anos.

Entrem e não deixem de conferir!