Desafio Volta ao Mundo

mundoAno-novo, nada melhor do que começarmos com um desafio literário novo!

Na verdade, não iria tornar um desafio público, mas, provocada pelo Luan, resolvi escrevê-lo.

Uma coisa que falo muito aqui no blog e recomendo para qualquer leitor: saiam da lista dos mais vendidos. Saiam dos best-sellers e autores óbvios. A gente acaba se fechando tanto no mais do mesmo que não enxerga o resto, acaba entrando num loop de ler eternamente o mesmo tipo de coisas (até porque acaba sendo mais fácil). E nem precisa ir muito longe para encontrar esses autores: indo para um nível ainda pop, mas que sai do best-seller, já achamos ótimos autores e que nos darão o diferente (dois exemplos óbvios: Haruki Murakami e Chimamanda Adichie. São autores pops, acessibilíssimos e que já saem dos mesmos autores e temas batidos). Nós também temos a tendência (enorme, gigante) de consumir muita literatura anglófona e… ignorar o resto. Ou deixar de ver o que mais há fora disso.

Então chegamos ao nosso desafio: a volta ao mundo!

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Hibisco Roxo – Chimamanda Ngozi Adichie

hibisco-roxo-capaQuando dei-me conta que lia mais literatura americana/inglesa do que qualquer outra anos atrás, resolvi que era um erro que precisava ser reparado e resolvi dar maior atenção às demais vozes do mundo. Aí percebi que nunca tinha lido autores africanos e corri atrás desse objetivo. Aí fui mais longe: percebi que li apenas africanos brancos, queria saber o que os autores africanos negros tinham a dizer. Minha primeira experiência foi com Chinua Achebe (infelizmente sem resenha já que não tenho ânimo/inspiração/coragem para resenhar todos os livros que leio), talvez o mais clássico autor nigeriano contemporâneo. A colagem que ele faz, da tradição tribal que colide e se funde com a colonização europeia mas que deixa certo desalento de “e agora?” nas pessoas e culturas antigas, é fantástica.

Mas poderia ser mais contemporânea ainda. Então finalmente fui ler Chimamanda Ngozi Adichie, conhecida deste blog desde 2010 pelo incrivelmente fantástico e necessário vídeo Os Perigos de Uma Única História, mas não tem problema se a conheceu este ano por causa da Beyoncé e de seus outros TEDs. Chimamanda é uma jovem autora nigeriana que no fim da adolescência se mudou para os Estados Unidos para melhores oportunidades de estudo e talvez hoje uma das jovens vozes mais hypadas da literatura internacional. Não sem mérito, diga-se.

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