Game of Thrones: Episódio 38: The Mountain and the Viper

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Depois de um hiato de uma semana e de dois episódios bem emocionais (o primeiro deles, uma atuação de luxo de Peter Dinklage mostrando um Tyrion que perdeu tudo, inclusive a dignidade, expondo todo o drama familiar dos Lannister, e o segundo ele vendo uma última luz no fim do túnel, recebendo ajuda do lugar mais improvável), sendo que o anterior até teve pessoas sendo genuinamente legais umas com as outras, uma raridade em Westeros, cá estamos com o duelo do século que definirá o destino do protagonista da saga.

Mas primeiro, Moletown, aquele lugar onde o inteligentíssimo Sam mandou Gilly, porque COM CERTEZA ela estará mais a salvo de um estupro num bordel, é atacado pelos Selvagens, mas Ygritte, que pode estar furiosa com o mundo, não é assassina de bebês, e deixa o pequeno Sam e sua mãe em paz.

Enquanto isso, o ex dela e seus colegas discutem que Mance Rayder está chegando. Mas não era o inverno que estava chegando? Decidam-se!

Em outra parte de Westeros, Sansa e Littlefinger estão numa roubada após a morte de Lysa…. ou não. Ou Sansa deixou de ser burra e é muito mais esperta do que qualquer um poderia supor. Mas é isso, ou continua sendo a bobona que confia em todo mundo e morre (ou muito pior do que isso) ou joga o jogo e sobrevive, quem sabe até com alguma dignidade. E quando ela diz a Littlefinger que ela sabe o que ele quer e a cena é cortada para ela com um novo vestido só fiquei pensando se ela realmente sabia o que ele queria e estava em condições de oferecer. Hmmm. E a torna uma jogadora muito mais ativa e atuante no tabuleiro geral das coisas. Sem falar em que, assim como Brienne já cumpriu (quase) sua cota do quarto livro, Sansa resumiu o quarto livro inteiro em uma cena. Então de agora pra frente só material inédito. Por outro lado, não sei se fiquei feliz com a mudança súbita de visual, ou dela usar um vestido preto de vilã Disney, enfim…

Mas como as coisas para os Stark nunca podem ser boas, quando finalmente Arya chega na entrada do Eyre…descobre que titia mór-reu. E já tive uma crise de riso bem parecida numa situação semelhante (quando me informaram que certa coisa que eu faria apenas para agradar alguém não seria possível por fatores externos). Entendo o sentimento completamente.

(fora que por mais fofinho que um reencontro de irmãs poderia ser, Arya COM CERTEZA embaçaria os esquemas de Sansa e Littlefinger. Então é melhor não, para sua própria segurança).

Do outro lado do mundo, temos o início do preenchimento da cota de romances fofinhos da série (apesar de que Gilly e Sam são o casal fofinho da série por excelência para mim), o guerreiro eunuco e a tradutora. Acho interessante que dá algum estofo para personagens que são pouco mais do que nomes no livro. E outro relacionamento termina, quando o plano de Tywin dá certo e Daenerys, sabendo de coisas antigas, manda Ser Pedobear Friendzone Jorah embora para sempre. Não sei se é mérito da direção, mas tenho a impressão que a cada dia que passa, Dany se torna uma déspota cega pelo poder ao ponto de não enxergar o óbvio. Já disse isso, mas gosto do tom levemente vilanesco que ela tem na série, muito mais coerente do que a princesinha vingadora dos livros.

Já a batalha mais aguardada do ano… começa com um diálogo de Tyrion e Jaime sobre a vida. Uma coisa interessante nos livros é que, a despeito de toda rivalidade possível entre eles pelo tratamento familiar, injustiças da vida e etc, ambos são amigos de verdade, se gostam e respeitam (no livro isso fica mais claro quando ambos, em seus POVs, pensam “o que meu irmão faria?”). Mas a vida não pode ser justa – e Tyrion parece compartilhar o dom dos Stark de não poder ser feliz nunca. Não que o problema de Inigo Montoya Oberyn não tenha sido ser cegado pela vingança, ter perdido o já garantido por querer extrapolar o já conquistado. E aquela esperançazinha tênue… puf! Já era. Sumiu no ar.

Fora que é uma pena perder o personagem Oberyn Martell (no livro também achei um grandíssimo desperdício). A morte dele é sim importante para abrir toda uma nova trama, mas é muito desperdício de um personagem carismático, bem construído e legal… Mas enfim, carpe diem!

***

Até a próxima!

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