Game of Thrones: Episódio 35 – First of His Name

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Crime ocorre, nada acontece, feijoada. Um resumo do presente episódio em cinco palavras.

Tá, tudo bem, não foi ASSIM também, mas… Sei lá, nem tenho muito o que dizer.

Na verdade, a série está começando a sofrer de um grave mal dos livros: personagens DEMAIS em linhas narrativas esparsas, daí coloca cada um por cinco minutos na tela e tá de boa. Sansa e Littlefinger, que estavam em Porto Real com mais um monte de gente, agora estão no Ninho da Águia isolados das demais histórias, Brienne e Arya estão Em Algum Lugar Por Aí, Bran continua indo rumo ao norte depois de sua parada estratégica para ter um pouco de ação, Dany tá do outro lado do mar cuidando de sua própria vida, etc, etc, etc. E se num livro é aceitável que determinado personagem desapareça por quase metade dele para reaparecer triunfalmente mais adiante, num seriado, precisando manter atores contratados, as coisas não funcionam dessa forma. E dá-lhe gente em banho-maria não fazendo NADA porque não pode fazer nada na história antes que outras coisas aconteçam e tudo se sincronize.

Tava pensando nisso ao fim do episódio de ontem, aliás: tudo depende agora de quantas temporadas pretendem fazer. Até a sexta está garantido e é quase certo que não se passe da oitava, então o que pode ser cortado de agora pra frente? O que pode ser resumido, adaptado, etc? Quem pode morrer sem grande preju? (tava pensando que dava para resumir TODA a saga da Brienne no livro 4 nessa temporada ainda, a Dany já ir pro meio do livro 5, Theon idem já que não sei o que farão com a grande conspiração nortista, etc) Porque sinceramente, é chato assistir a um episódio do que quer que seja com uma ceninha para cada personagem, favoritos ou não, e fim, e somando no final da temporada cada um dos personagens não teve 15 minutos em tela enquanto outros poderiam aparecer muito mais (como os Selvagens, por exemplo).

Enfim, vamos falar do episódio.

Interessante vermos uma Cersei… frágil. Em todos os diálogos, ela, que comeria Margaery e Oberyn com farinha em outros tempos, mostra toda a fragilidade do trauma ao qual foi submetida. Apesar de teimosa, ela sabe que precisa dos Tyrell para o filho ter a mínima chance de sobreviver – e, ao contrário do irmão, Tommen é um menino bom, com potencial, quem sabe de ser um bom rei.

(e engraçado que tem três personagens do livro que parecem marcados para morrer a qualquer momento, mais do que outros: Tommen, Sweetrobin e Shireen. Minha teoria particular diz que o trono vai ficar com eles apenas porque é improvável que sobrevivam ao final da série).

Enquanto isso, num flash de cinco minutinhos, Dany percebe que antes de qualquer outra coisa ela precisa aprender a governar, terminando assim seu arco no livro 3 e estando liberada para começar o livro 5.

Sansa aprende aos poucos que tudo, absolutamente tudo na vida tem espaço para piorar. Um lindo encontro entre sobrinha e titia? Não, pois a tia em questão é doida de pedra. E agora ela vai ter de se casar com priminho creepy. No fim das contas, o Tyrion nem era a pior das opções… Temos também a confissão de quem matou Jon Arryn, o que armou o tabuleiro para a história começar anos atrás (não que o espectador ainda se importe e o leitor não tenha percebido ainda que não exposto com todas as letras desde o princípio). Enfim, nunca é demais dizer que o caos se instalou principalmente pelas mãos de Varys e Littlefinger, as duas pessoas mais perigosas de Westeros de muito longe…

Mais cinco minutos para uma interação fofinha entre Brienne e Pod, ajudando a pavimentar uma das melhores alianças da história.

Mais cinco minutos para dizer que Arya ainda está viva e se quiser permanecer assim é bom aprender uma coisinha ou outra (e vi alguns na internet pirando com a bifa que ela toma na cara, mas achei tão contextualizada como treinamento que… sério, vão querer que numa série dessas, com esses personagens, as pessoas ensinem com palavras doces e estímulos agradáveis?).

Por fim, o final da meia-aventura de Jon e Bran. Tudo bem, é filler, tudo bem, tava na cara que os dois não iriam se encontrar e nem afetaria a história de ambos de forma muito incisiva. Mas ao menos a história do Bran PRECISA de um filler, os capítulos dele do ASOS foram meus mais odiados de todos e de longe (quase começava a chorar quando chegava nos capítulos dele pela chatice reinante) e para empurrar com a barriga os (poucos) capítulos do ADWD por duas temporadas, tem de dar uma recheada e reforçada. Acho, inclusive, que ele já vai chegar até a árvore em sua próxima aparição.

Para o Jon também, como aparentemente teremos apenas um ataque selvagem que deve ocorrer lá pelo nono episódio (não creio nem mesmo que ele aparecerá no próximo episódio), bom ter uma agitação extra e resolver o problema dos rebeldes que ficaram por lá e poderiam alterar bastante os rumos das coisas. Até gostei de toda sequência e dos desdobramentos (inclusive com a ironia das ironias de Bran ser a pessoa, de todas de Westeros, a vingar Jaime), como Jon e Ghost se reencontrando e seguindo a vida.

Meia temporada já se foi e me sinto longe de tão empolgada quanto na temporada anterior, acho que porque os episódios 3 e 5 deram um bom banho de água fria em quem esperava agitação o tempo todo…

***

Até a próxima!

 

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One Response to Game of Thrones: Episódio 35 – First of His Name

  1. Nábila says:

    Tem taaaanto personagem, que estava até agora pensando em quem era esse povo do forte Craster.

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