Game of Thrones – Episódio 34: Oathkeeper

podbrienne

Já está chegando o dia do próximo episódio e essa resenha ainda não saiu? Já passou o próximo episódio e essa resenha ainda não saiu? Como assim? Já fui mais eficiente no passado…

Dessa vez não tivemos nenhuma polêmica*, aliás, foi um dos episódios mais interessantes da série em suas quatro temporadas (talvez pelo desvio do livro), poucas vezes estive tão ansiosa pelo próximo episódio e seus desdobramentos! Então vamos falar do que é interessante!

Gosto da Dany da série porque, vendo-a fora de sua própria cabeça, seus contornos vilanescos ficam mais claros. Ou a sede do poder, um pouco diferente e mais ilimitado do que daqueles que duelam em Westeros pelo trono. E uma conquistadora dona de um exército fanático será capaz de… governar? De cuidar das pequenas questões do dia-a-dia de seu povo? Conquistar cidades já sabemos que ela faz muito bem, mas e mantê-las? Nós só a vimos conquistando, nunca governando, será ela capaz disso?

(e verdade seja dita, foi a primeira vez que me lembre também de ver uma CG malfeita na série. Achei todas as CGs que envolviam a Dany péssimas).

Não gostei muito da sequência envolvendo Margaery e Tommen, apesar da presença de Ser Pounce =^^= e de entender a moral da coisa toda, conhecendo a série e a mentalidade dos produtores tive medo de uma sequência de abuso infantil (que, ufa, não aconteceu). Essa história de “esse é o nosso segredinho” remete TANTO a abuso infantil que a coisa poderia ser exposta de outra maneira. Enfim, me veio uma vibe meio Xuxa em Amor Estranho Amor e não gostei.

Cersei manda Jaime trazer-lhe a cabeça de Sansa numa bandeja de prata… e Jaime pede Brienne para que encontre a moça antes de sua irmã e a mantenha a salvo (mas onde Sansa poderia estar a salvo nessa confusão toda?). E isso, no contexto da série fica bem claro, também é manter Brienne a salvo da irmã. Ela ganha uma dúzia de presentinhos e, dentre eles, a companhia de um empolgado Podrick Payne que também corre risco se ficar em Porto Real. Uns chegam, outros partem, e as histórias de personagens que estavam felizes juntinhos é esparramada e dividida por aí…

E, no terreno das surpresas, Bran está andando por aí quando ouve um choro de bebê que o atrai, com sua turma, à Caster’s Keep… onde são capturados pelos rebeldes que estão fazendo ali um reino de terror. Reféns nobres sempre são de muita valia (e o que aqueles três estão fazendo passeando por ali?), ainda mais se um deles é o irmãozinho de Jon Snow. Que o telespectador sabe estar a caminho. Haverá um aguardado encontro de irmãos????

E o final… Mas que final mais *____________*, hein???? Na verdade, quando a cena do bebê começou, pensei que fossem jogar um spoiler mais violento ainda na nossa cara (que envolve certa árvore, feiticeiro e sua suposta ligação com os White Walkers) – mas o que lançaram já é bom o suficiente. A série é canon, então tivemos confirmado qual era o destino dos bebês Craster – virar novos White Walkers por magia (e não zumbis). E de acordo com a HBO, o Whitão genérico era… O Rei da Noite. Não sabemos se O Rei da Noite ou um genérico, mas enfim, interessante e instigante o suficiente para semanas de discussão acalorada…

(e um parêntesis que ainda quero desenvolver algum dia: quem acha que tudo vai desembocar numa batalha global entre o bem e o mal com o primeiro vencendo… está lendo o livro errado. Ou não pegou a moral da coisa até hoje. Para mim, os White Walkers são outra espécie, ameaçada, afetada pela existência dos humanos, e não o mal absoluto, coisa que deverá ser desenvolvida dentro de breve na série, a aguardar).

* Não tem como não tocar novamente no assunto. Mas é complicado viver num mundo em que “os caras malvados atacando mocinhas inocentes” é visto como algo vil, um dos crimes mais vis que podem ser cometidos, na verdade, e um homem fazendo sexo não-consensual com uma mulher, ainda que num relacionamento antigo e ela não sendo flor que se cheire serem tratados de formas distintas quando o crime é o mesmo. E o que é pior: pelas declarações dos produtores, diretores, do ator, “no fundo ela tava gostando”, ou seja, junta-se toda uma incapacidade social mesmo de sacar que aquilo é errado. Que sexo forçado em qualquer contexto (e se há um acordo prévio para fantasia de estupro como acontece no livro em determinado POV… o sexo é perfeitamente consensual) é estupro. Que não existe “no fundo ela tava querendo”, ou “Cersei é malvada então ela mereceu” (ainda bem que não li/ouvi essa em lugar nenhum). Que em termos de ATO, não há diferença nenhuma entre os criminosos estupradores e as esposas-filhas de Craster e Jaime Lannister. Mas parece ser difícil demais para quem tem o poder de contar a história dar-se conta/assumir isso…

***

Até a próxima!

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