Game of Thrones – Episódio 32: The Lion and The Rose

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Casamentos em Westeros são eventos imperdíveis, de matar, mesmo. Ser colunista social por lá deve ser ainda mais perigoso do que postulante ao Trono de Ferro.

Mas antes de falarmos do episódio (e tem muita coisa a ser dita hoje, o episódio dessa noite só reforça a opinião da semana passada de que a série voltou num ritmo muito mais rápido, sem a morosidade de edições anteriores), uma ressalva precisa ser feita: que legendagem porca a da HBO, hein? Tudo bem, a estreia é simultânea aos EUA, mas ainda assim, nos anos anteriores a qualidade não era tão ruim. São traduções equivocadas, metades de diálogos que passam batidas, uma festa de horrores que não precisava ser assim, é só uma questão de capricho que está muito em falta e não coaduna com a qualidade das imagens e atuações.

Voltando, vamos matar as saudades de Theon Greyjoy e seu algoz Ramsay Snow (se é que alguém sentiu falta do último). Aliás, até interessante a ênfase neste último já que a vaga de grande vilão do mal encontra-se atualmente aberta, e o primeiro é apenas um fiapo de gente, é o que sobrou depois de ser feito aos pedaços, tanto fisica quanto, principalmente, emocionalmente. E a tortura continua: lembra do Robb Stark, seu amigo de infância, aquele a quem você traiu em nome… do que mesmo? e de quem “matou” os irmãozinhos? Pois é, mór-reu. E você vai rumo a Moat Cailin, lugar estratégico, atualmente em posse de sua família de sangue.

Aqui, meu comentário pretensamente relevante: gostei da forma como mudaram a história do Theon, Boltons e Starkzinhos. Ao que parece, ao menos por enquanto, não tem casamento com uma Arya fake (aliás, seria uma personagem muito tirada da cartola se aparecesse agora, do nada). Ainda, recoloca Rickon mais rápido na história (já que nos livros só sabemos mais ou menos onde ele está escondido, mas ainda não reapareceu) e exclui toda a subtrama dos Manderly, ao menos por ora. Além do que creio que haverá uma limpa nos Greyjoy, só um ou outro aparecerão em tela, provavelmente só os que já apareceram mesmo. E a pilhagem de Moat Cailin acontece no quinto livro, aliás, já estamos avançando em acontecimentos tanto aquiquanto do próximo personagem que vamos comentar. Só sei que se minhas suspeitas estão corretas, a história (que já é boa) aqui vai encorpar e muito.

Também visitamos Bran e Hodor, andando por aí. Agora ele sabe que precisa ir ao Norte visitar o Corvo (e imagina tomar uma chuva de flashbacks de uma vez só). Como esse episódio foi escrito pelo próprio George Martin, pode ser que tenham umas visões do futuro também dos livros aqui (apesar de que, como eu disse, o grande ponto de divergência entre as duas mídias será essa temporada, inclusive com os muito prováveis finais diferentes para cada uma das séries).

Ainda no matar saudades, Stannis, Davos e Melisandre… enrolando. Estando lá só enrolando até o momento certo de sincronizarem com os acontecimentos de outro núcleo e fazerem o que precisa ser feito.

Gostei também do aproveitamento de Bronn, que é um personagem que já perdeu a utilidade no livro, deslocando-o para a trama de Jaime. Seria uma perda muito grande deixá-lo de lado. Por outro lado, Shae (aparentemente) foi despachada, o que abre duas probabilidades: a primeira, de seguir seu destino nos livros e terminar da mesma forma, ainda que com circunstâncias ligeiramente alteradas; a segunda, na próxima temporada exercer um papel equivalente ao da (chata, inútil e desnecessária) Penny. Pensando por aí, ando torcendo demais para essa possibilidade…

E agora… o casório. A cerimônia foi rápida e partimos logo para o mais interessante: festa e comilança.

Pouco antes, Joffrey recebeu seus presentes, destruindo prontamente aquele que lhe foi dado pelo tio. E deu um jeito de desrespeitar todos os presentes pelo menos três vezes, seja com a apresentação de péssimo gosto, seja com sua existência. (só um parêntesis: das interações paralelas, gostei muito do diálogo entre Cersei e Brienne: nossa rainha loira, toda trabalhada no recalque de ver uma mulher nobre que a) tem a liberdade de pegar numa espada e sair por aí e b) ela teve momentos legais com Jaime por aí, acaba expondo todas as incoerências de uma personagem querida que, como conhecemos as motivações, não questionamos – legal servir primeiro a Renly, depois a Catelyn e depois a Jaime, tudo no maior esquema “deixa a vida me levar”, né?). Mas a principal vítima de Joffreyé seu tio, Tyrion, humilhado até o limite do aceitável.

Mas… alguém encarregou-se de se livrar do pestinha. Quem? Todos, exceto Cersei, teriam motivos de sobra para isso. E o plano foi ainda mais perfeito: mal sabiam que a culpa cairia sobre Tyrion que, como refleti mais cedo, não pode ser feliz nunca.

E como obituário para Joffrey, que amamos odiar, e o começo da virada dos Lannister, deixo a seguinte imagem para vossa apreciação.

Tyrion_slaps_Joffrey

***

Até a próxima!

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2 Responses to Game of Thrones – Episódio 32: The Lion and The Rose

  1. tiagombp says:

    Só passando aqui para dizer que descobri o seu blog na temporada passada e que gosto muito dos seus textos. Keep them coming!

    E concordo plenamente quanto à tosquice da legendagem. E não é de hoje, lembra a “Guarda Vermelha”?

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