Convergente – Veronica Roth

convergente-capaA melhor coisa a fazer quando você se angustia por não terminar nenhum livro de jeito nenhum é pegar um que você sabe que a leitura flui fácil. É tiro e queda: você lê rapidinho e fim, livro lido! Claro que acho muito complicada a obrigação de ler – se lazer vira obrigação, deixou de ser diversão para ser outra coisa. Então, se não tenho blog patrocinado, se não trabalho no processo editorial como um todo, melhor fazer as coisas no meu ritmo e jeito – afinal, por que procurar stress numa atividade que deveria ter o efeito contrário? (e se escrevo isso aqui é que vejo tanta gente, entre amigos e conhecidos, falando que “precisam” ler livros, que leram pouco durante o ano, etc – e confesso que já fui um pouco assim também – que não custa relembrar isso. Não é uma competição. Não deveria ser, ao menos).

Convergente era um livro que servia bem a esse propósito: leitura rápida, já tinha lido os dois outros volumes (e apesar de não ter gostado do segundo confesso que a autora deixava um bom cliffhanger) e ouvi rumores que a autora tinha tomado uma medida bem ousada no livro. Fiquei curiosa e fui conferir, milagrosamente não muito tempo depois do lançamento.

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Ela

ela-filmeUm dos maiores paradoxos da modernidade é que, apesar de termos inúmeros gadgets, conexões e artefatos que eliminam as distâncias, estamos cada vez mais solitários. Vamos para o trabalho (e hoje qual profissão não precisa de um computador para executar as atividades?), chegamos em casa, nos atualizamos das notícias e jogamos videogame antes de dormirmos e começarmos tudo de novo – e isso tudo com poucas interações sociais pelo caminho.

Theodore, o protagonista do filme, é um homem solitário ainda não recuperado do recente divórcio com a mulher que conhecia desde a infância. Apesar dele ter amigos, conhecidos, um chefe legal com quem tem um bom relacionamento (e com quem aparece interagindo ao longo de todo o filme) e até mesmo encontros românticos, internamente é uma pessoa solitária, que interage mais com eletrônicos ou pela internet com desconhecidos para tentar preencher o vazio interno. Até o dia em que descobre um novo sistema operacional, Samantha, última tecnologia, programada para reagir à personalidade de seu dono e para aprender e evoluir. Eventualmente, Theo acabará se apaixonando pela voz em seu telefone.

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