Retrospectiva 2013

Mais um ano se vai, o quinto (!) de blog, meio pobrezinho de resenhas, então poupo-vos do tradicional top do ano (ahhh 😦 ).

Enfim, um ano de muuuuuito trabalho fora daqui e pouco tempo (e vontade) para leituras, ou mesmo para aquelas que correspondam às resenhas que estão acostumados a ver aqui. Ano que vem espero ter mais tempo para ser mais assídua. 🙂

Por falar nisso, alguém sabe de algum desafio literário funcionando para o ano que vem que possa indicar? 😉

Até 2014!

Insurgente – Veronica Roth

Às vezes o valor de uma leitura leve é subestimada: não existe escolha melhor quando se está cansada, estressada, madrugando num aeroporto e sem saber a que horas seu voo vai sair,se sair (a história dessa viagem por si mesma daria uma obra de ficção, mas enfim). Então, ao invés de um denso livro de contos de Alice Munro, e mesmo sem lá muito saldo na conta, era melhor continuar a ler essa saga, já que a curiosidade, como sempre, matou o gato.

Não posso negar que me diverti bastante com o primeiro volume da saga e estava mesmo curiosa pela continuação, mas, além da companhia em momentos de tédio profundo e incertezas abissais, o livro mais me aborreceu do que qualquer outra coisa. Não consigo me identificar com Marrentinha, a protagonista, que continua a andar por aí em sua cidade-prisão distópica fazendo as coisas mais estúpidas possíveis e que não possuem nem mesmo a desculpa de plot device, já que dava para fazer a trama andar de mil e uma outras formas. Ao menos não apareceu nenhum triângulo amoroso, algo que é quase sempre irritante em youngs adults que não estão focados no romance, mas em qualquer outra questão que envolva a vida da protagonista (que sempre sempre sempre é The Chosen One).

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Territórios Invisíveis – Nikelen Witter

territorios-capaAlguns livros são gratas surpresas e nos oferecem muito mais do que aparentam numa primeira vista, mesmo quando já prometiam muito…

Quando criança/pré-adolescente, quando não se falava no termo young adult, eu amava livros de aventuras (principalmente se envolvessem mistérios), de protagonistas mais ou menos de minha idade com uma vida semelhante à minha. Foi a época dos Karas, de Pedro Bandeira, e de quase toda a Coleção Vaga-Lume. Era o tipo de história que mais me empolgava (e que foi evoluindo com o tempo, a descoberta de coisas novas, etc), que me imaginava ali num grupo de jovens aventureiros/investigadores contra perigos inimagináveis.

E não é que o Territórios Invisíveis trouxe de volta toda essa sensação boa de livro da infância?

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