Game of Thrones – Episódio 26: The Climb (HBO)

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Esse foi um episódio parado, ainda mais em comparação com o ritmo forte dessa temporada, desses onde mais se ajeita as peças no tabuleiro do que propriamente se joga. Tanto que nem há muito o que se dizer, mas alguns pontos em especial chamaram a atenção:

 

  • Tiveram ótimos diálogos, como sempre, como aqueles entre Olenna Tyrell e Tywin Lannister (“ah, ser gay tá de boa, mas e cometer incesto, hein?”), Jaime Lannister e seu captor, o monólogo de Littlefinger, a conversa entre Loras e Sansa do quanto ele idealizava o casamento mas nunca pensou na noiva… Mas deixarei tudo isso de lado.

  • Pela primeira vez, Jon Snow faz alguma coisa nessa temporada. Se você pretende ser o herói de uma série, então tem de fazer por onde, né. Nessa ele escalou a muralha, salvou a mocinha e deu uma banana pros recalcados. Aliás, foi o primeiro episódio desse ano no qual consegui me importar com ele. Ygritte descobriu seu pequeno segredinho (ele nunca desertou), mas ela, garota descolada, está apaixonada por ele e não há muito o que ser feito a não ser alertá-lo e ser tolerante. Porque, Jon Snow, você não sabe de nada mesmo, só aqueles lances maneirinhos na hora do sexo.

  • Para os leitores do livro, o episódio teve um momento O.O: o encontro entre Melisandre e Arya, e a promessa de que algum dia elas se reencontrarão. SIM, POR FAVOR, SIM! Gostei do tom de surpresa, choque e horror quando a mulher vermelha percebe qual será o futuro da menina (e R’hlorr tá meio ineficiente ao omitir que ela é a filha de Ned Stark, né). E gostei da interação (fora que é muito melhor pegar o Gendry que já tá aí de bobeira mesmo do que inventar um novo personagem somente para esse fim, o que dá uma amostra das incongruências da própria Irmandade – a de vender um de seus membros sem maiores questionamentos pelo pagamento adequado).

  • Também para os leitores (e não só para eles), mas o episódio também deteve alguns minutos para explicar um pouco melhor sobre quem é Thoros de Myr, de onde ele veio, qual era sua missão e por que ele só começou a crer de verdade após provas concretas. Semana passada discutiam sobre ele ser um maluco bêbado, mas até malucos bêbados podem acabar se convertendo e trabalhando para o bem da organização. Ao que parece, a intenção é uma conversão massiva. Justo.

  • Enquanto isso, continuam batendo na tecla do quanto a vida de uma mulher é miserável: é contra as regras dos deuses que um homem case contra sua vontade. Um homem. Uma mulher pode ser dada livremente em casamento e sua vontade é completamente irrelevante. Nessa, Sansa e Cersei estão no mesmo barco: estão fadadas a casamentos indesejados e infelizes. Loras ainda pode sofrer de perfurações súbitas nas tripas, mas e a pobre Sansa como escapará disso? E se Cersei e Tyrion pudessem ser aliados e não inimigos, os interesses individuais e da família poderia ser muito melhor alcançados.

  • E Ros, a prostituta ruiva onipresente, morreu de forma sádica. Não gostei da personagem na primeira temporada por motivos de: tirando tempo de cena de personagens preexistentes e sendo uma desculpa para nudez gratuita. Na segunda temporada reviram isso e a colocaram vestida e com alguma trama própria, coisa que parecia que se desenvolveria melhor na terceira. Quem sabe até ela poderia participar de alguma trama ainda por vir para poupar personagens não apresentados, mas… Ela traiu Littlefinger. E ele avisou o que faz a maus investimentos. Algumas pessoas falaram que isso o coloca na categoria dos vilões sádicos, mas acho que não – só mostra a Varys para não brincar com ele. Outros falaram da violência da morte: talvez tenha sido melhor ter acontecido fora de cena mesmo, pois basta uma cena de tortura por episódio. Mas mostra também como pessoas são descartáveis para os planos gerais (coisa que, inclusive, Ygritte tinha dito mais cedo no episódio), ainda mais quando nas mãos dos grandes titereiros do reino (ou alguém duvida quem está traçando o rumo geral das coisas?). Mas é uma perda a ser sentida, principalmente quando a personagem parecia mais uma pessoa e menos uma mulher bonita nua. Deixará saudades. 😦

  • Por fim, cabe falar da cena final, mesclando o monólogo de Littlefinger às cenas finais da escalada de Jon e Ygritte: sim, o caos é uma escalada, mas existe recompensa para quem chega ao topo – ver todo o reino de cima. E um beijo com muito mais tesão e pegada que o sexo da semana passada.

  • E por fim a frase que define a série como um todo: “se você espera um final feliz, não está prestando atenção”.   É, acho que no fim das contas foi um senhor episódio pros leitores da série…

***

Até a próxima!

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4 Responses to Game of Thrones – Episódio 26: The Climb (HBO)

  1. Marcos says:

    Pois é, quando terminei de assistir não achei tanto, mas relembrando agora achei um senhor episódio.

  2. Robson says:

    sacanuuugem… Não gostei de terem matado a Ros daquela forma. Personagens bacanas sempre morrem de forma trágica. Já os vilões, tipo o *******, (Spoiler à frente), morre de modo banal e sem qualquer sofrimento… muito ruim isso!

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