Visitando a livraria

Não estava inspirada para uma postagem essa semana. Até pedi sugestões, mas nenhuma me deu um clique para um post. Uma delas, a da leitora Saphyra Ruby, sugeria um post de citações. Respondi que não, pois sou péssima em citações. Mas daí peguei um livro novo, estava lendo e caí numa citação irresistível de ser dividida:

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Lançamento: VII Demônios – Luxúria (Editora Estronho)

Então que eu estou participando desta antologia, uma ideia bem legal que vocês podem acompanhar abaixo. Fica o convite para lerem, prestigiarem, irem ao lançamento… 🙂

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Game of Thrones – Terceira Temporada

game-of-thrones-season-three-character-postersO inverno está chegando. Mais exatamente dia 31 de março, às 22 horas, na HBO. Depois de um ano de muita espera e ansiedade, quem vem por aí? Ela mesma, a terceira temporada de Game of Thrones!

 E o que esperar dela? Uma produção de altíssima qualidade, como já vimos nas temporadas anteriores. Acredito que com um bocadinho mais de verba (já que ano a ano e com o sucesso de público e crítica a HBO tá tirando mais e mais escorpiões do bolso) sejamos presenteados com cenas belíssimas, como de sempre.

 Mas e a história? A Tormenta de Espadas, o terceiro livro da série e base da temporada, é um livro enorme e com ação do início ao fim. Como seria impossível transpor tudo para a tela sem perder pontos importantes, o livro foi dividido em duas partes: a próxima será a quarta temporada, ano que vem.

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O Lado Bom da Vida – Matthew Quick

o-lado-bom-da-vida-capaHá alguns livros que podem ser leves e simples, mas trazem mensagens e reflexões bem interessantes. A bem da verdade, esse livro foi uma leitura de viagem, comprado por não ser complexo e de digestão mais leve, mas nem por isso deixou de me comover, me fazer refletir ou de pensar nos personagens e suas angústias mesmo depois da página final.

 É um livro leve e bem-humorado, sim, mas que trata de um assunto nada colorido: a doença mental. Pat Peoples é bipolar e passou os últimos tempos de sua vida internado num sanatório por motivos que não se recorda. Seu maior desejo é reatar com a esposa por quem é loucamente apaixonado, Nikki, e para isso ele está se esforçando para se tornar uma pessoa melhor. Só que o mundo do lado de fora está bem diferente do que quando o deixou…

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Battle Royale versus Jogos Vorazes

Battle_royale_pochetteAcho que a primeira reação de uma geração que cresceu na internet, de olho nas últimas novidades japonesas e nos filmes que de lá vinham, ao ver a sinopse de Jogos Vorazes foi a seguinte: “ora, uma nova versão de Battle Royale?”. Essa foi a minha, ao menos, e foi justamente para buscar as semelhanças que fui ler o segundo livro (não que o resultado final não tenha sido surpreendente e bom).

 Battle Royale já entrou por mérito próprio num universo cultural. Algumas imagens do filme, principalmente da vilãzinha com um sorriso psicopata já fazem parte do imaginário popular. Também não pretendo fazer uma análise dos filmes hilária como essa.Hunger Games Final Poster

 Bom, ambas as histórias são survival games – e nem são as primeiras a trazerem o tema. Para começo de conversa, ambas elegem como maior referência o clássico O Senhor das Moscas (livraço, recomendo demais a leitura, que tem várias camadas muito mais profundas do que esse blog se propõe a trazer – em outras palavras, eu não faria uma resenha sobre, mas um trabalho acadêmico), que trata da crueldade de crianças isoladas da sociedade e deixadas no estado de natureza sem a supervisão de adultos.

 Acho muito difícil que Suzanne Collins não tenha entrado em contato com Battle Royale, principalmente por sua profissão principal, nem tenha pego algumas coisas para a composição de sua história (como a idade dos jovens, o casal principal em que um dos membros fica ferido e o outro se sente compelido a protegê-lo, a morte anual de inocentes servir como pão e circo para um governo ditatorial), mas de resto estão em pontos bem diferentes do mesmo espectro.304892_132

 Nem se comparam, por exemplo, quem são e o que fazem Katniss e Shuya – uma fala muito mais da crítica a um mundo onde tudo se televisiona principalmente para uma elite mimada e acéfala; o outro sobre o homem se torna o lobo do homem e a violência é a válvula de escape. Ela sabia das regras do jogo e as aceitou para sobreviver – ele jamais teve escolha (bem como seus adversários). Ela vem de uma sociedade que glorifica a violência, ele de uma cujo coletivo está acima de tudo. E, claro, ela é uma heroína, uma garota que é sua própria salvadora sem depender do príncipe da última hora, ele é o protetor da passiva Noriko.

 Tudo isso para nem contar em detalhes do desenvolvimento da história – e do fato de que Battle Royale gasta tempo em desenvolver grande parte dos personagens que irão morrer, você sabe quem eles são, de onde vieram e como é sua vida (no mangá esse background é ainda mais expandido), enquanto em Jogos Vorazes temos um batalhão de camisas vermelhas – e só nos próximos livros há alguma preocupação em tornar os outros tributos pessoas com passado, sentimentos, motivações.

hunger-games-vanity-fair Enfim, para não me alongar demais: são histórias parecidas, sim, mas que vão para lados e consequências completamente diferentes. Então, recomendo, para efeitos diferentes a leitura dos dois filmes e a locação dos dois filmes, para depois voltar aqui e fazer sua própria comparação. O que acham?

***

Até a próxima!

Battle Royale – Koushun Takami

battle-royale-capaPoucos pesadelos são mais reais do que a violência. Todos estamos, em maior ou menor grau, sujeitos a ela – pode ser que um belo dia não voltemos mais para casa depois de um assalto, ou estejamos no lugar errado na hora errada, ou (especialmente no caso de mulheres) nos envolvamos com a pessoa errada. E, quanto mais gratuita e isenta de sentido, mais terrível a possibilidade se torna.

 O que dizer, então, de jovens, reunidos contra sua vontade, cujo único objetivo é matar uns aos outros para o deleite de um governo ditatorial? Amigo contra amigo, irmão contra irmão, e suas vidas desperdiçadas?

 Essa é a premissa de Battle Royale, lançado no início da década de 2000 e que virou hit imediato no Japão, sendo recontada em filme e mangá (ambos de bastante sucesso no ocidente, quem viveu por essa época na internet e/ou com algum contato com a cultura otaku com certeza viu ou ouviu falar em alguma dessas adaptações).

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