Relato de um certo Oriente – Milton Hatoum

Toda família possui sua própria história. Aliás, citando a máxima mais conhecida de Tolstoi, todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira. Indo um pouco adiante, toda família é feliz e infeliz ao mesmo tempo, em proporções variáveis de cada sentimento, e cada uma delas constitui seu próprio romance.

Esta é a obra de estreia do autor Milton Hatoum e nela já se percebem os elementos que se repetirão em seu romance mais conhecido, Dois Irmãos: uma família de imigrantes libaneses se instala em Manaus e, apesar da aparência de sucesso e prosperidade para os olhos alheios, a desestrutura de sua profundidade marca os destinos de cada um de seus membros.

Leia mais deste post

Anúncios

Dicas legais para comprar livros

Para comemorar os 200 posts do blog (sim, esse é o ducentésmo! \o/ E não, infelizmente não tenho nem tempo e nem assunto para atualizações diárias, fora que tem vários outros blogs bem legais só ou majoritariamente sobre novidades literárias por aí), inspirada em alguns acontecimentos recentes, resolvi presenteá-los com um post de utilidade pública: e quando a compra do livro dá errado? Como proceder?

 Bom, livros são bens de consumo (o fato deles serem físicos – em papel – ou por meio eletrônico não altera este fato) – normalmente, nós adquirimos um livro em troca de uma quantia X de dinheiro. E dinheiro não cai do céu, então não é bom desperdiçarmos o nosso. Mais do que isso: nos torna consumidores, que nos relacionamos com fornecedores e que temos de agir como o qual. Ninguém está fazendo um favor a ninguém vendendo um livro, então quando as coisas dão errado temos todo o direito de reclamar, sim.

 Abaixo listei alguns dos problemas mais comuns quando se compra livros:

  Leia mais deste post

Dois Irmãos – Milton Hatoum

A rivalidade entre irmãos, uma das coisas mais comuns nas famílias na vida real, é um tema literário desde sempre, poderia dizer que desde Caim e Abel. Quando se trata da rivalidade entre gêmeos então, poderia dizer que desde Esaú e Jacó (os bíblicos e o livro machadiano), passando pelos clássicos embates entre a gêmea boa e a má de novelas.

Mas essa não é a história de um “gêmeo bom” e um “gêmeo mau”, até mesmo porque essa dicotomia não existe na vida real, e essa é uma história do cotidiano. Trata-se dos gêmeos Yaqub e Omar, que nunca se deram bem, e que estendem essa rivalidade, com consequências catastróficas, por toda a vida.

Estamos na Manaus do início do século XX, pouco depois do apogeu do ciclo da borracha, responsável por atrair pessoas de todo o mundo para a capital do Amazonas – inclusos os ascendentes dos gêmeos, que vieram do Líbano. É um período de efervescência e riqueza para talvez uma das cidades mais isoladas do Brasil por seus fatores geográficos e um passeio por suas características: prédios, ruas, o desabrochar de uma elite econômica muito rica e a proximidade com a floresta logo ali.

Leia mais deste post