Game of Thrones – Episódio 17: A Man Without Honor

Depois da chuva de emoções que foi o episódio de semana passada, o dessa semana foi mais calminho, mas com ação o tempo todo. Também achei o episódio engraçadinho, algumas cenas de humor voluntário e outras não e com um final chocante. Bom, vamos lá.

  • Hoje, mais do que nos outros dias, não vou seguir a odem exata das cenas, mas agrupá-las por temática, então começamos com Jonjonzinho tendo sua primeira experiência sexual com uma moça ruiva bonitinha. Ele acorda APAVORADO ao perceber que dormiu de conchinha e está apalpando-a em lugares sensíveis, mas ela não resiste: “nossa, tinha uma faca afiada nas minhas costas essa noite, hein?”. O diálogo da garota em chamas (pegaram o trocadilho hein hein hein?) Ygritte com o tímido Jon é hilário. “Existem mulheres na Patrulha da Noite?” “Não”. “Vocês fazem um com o outro?” “Não”. “Tem ovelhas por lá?” “Não”. “Então vocês fazem com as próprias mãos? Por isso são tão infelizes…”. Hilário.
  • Estou gostando bastante da Ygritte do seriado. Finalmente alguém está enquadrando Jonjonzinho Floquinho e fazendo com que ele se torne um homem, hein? Fora os diálogos sexuais engraçadinhos (e o desespero do nosso virgenzinho que quer sair correndo – po, pelo contexto da série nem Sam, o nerd, é virgem!), tiveram alguns questionamentos interessantes sobre a vida, o universo e tudo mais. E claro, finalmente um dos jargões da série apareceu: “You know nothing, Jon Snow”. AEEEEEE!
  • Voltamos aos diálogos entre Arya e Tywyn O Vovozinho Legal. Também um diálogo bem interessante sobre ambos os personagens: mostra um pouco do patriarca e da menina. Só que Arya escorrega e ganha sua primeira ameaça velada: Tywyn sabe que ela não é o que aparenta ser e relembra, a ela, a si mesmo e a nós, que a posição da garota não é nada segura e confortável.
  • Claro, nessa cena tivemos uma das doses de humor do episódio. “Você lembra tanto minha filha!”. Opa, acho que não.
  • Falando na filha dele e nos outros Stark, Sansa passa por apuros. Tenta agradecer ao nosso querido The Hound por ele ter salvo sua vida, mas ele não é lá a pessoa mais amistosa do mundo (apesar das entrelinhas dizerem que ele vai protegê-la) (apesar do olhar desolado dele para ela revelar que toda essa pose de assassino frio é só pose mesmo). Ainda está traumatizada pela tentativa de estupro e, ao acordar, descobre que tudo pode ficar um pouco pior: ela virou mocinha! Mas ao invés de absorventes e discursos do tipo “agora você pode ter um bebê!”, isso significa que agora o adorável, só que não, Joffrey poderá comparecer à sua cama.
  • Não estava gostando muito da Shae, mas estou achando bem legal ela parecer se importar de verdade com a Sansa. Ela e o Hound, ao que parece, são as únicas pessoas que no fim das contas se importam.
  • Quanto ao diálogo seguinte, entre nossa pombinha e Cersei, acho que se revela muito dos sentimentos da segunda, como amar seus filhos independente do sentimento pelo marido e de deixar escapar que o irmão Jaime ficou ao seu lado no parto de Joffrey. Aliás, tanto na série quanto no livro a Cersei me passa a mesma impressão de que ela acha a Sansa tão bobinha e inofensiva que para que se preocupar de verdade com ela?
  • Falando em nosso querido Jaime Lannister, hoje ele está de volta, por baixo, humilhado e sujo. Só que ele encontra um primo distante que é seu fã, cujos olhinhos brilhavam ao vê-lo e que ele sempre idolatrou… O que acaba sendo muito útil para seus planos imediatos. E mais uma das frases (não-intencionalmente) engraçadas do dia: “você pode me ajudar a fugir” “como?” “morrendo *insira dancinha do troll*”. Achei fdp demais até para ele, mas não que tenha me desagradado de todo. Daí ele foge, é capturado, linchado, sujo e a sempre fazendo bobagem Catelyn Stark aparece para salvá-lo.
  • Uma nota antes de seguirmos: Brienne, apesar do pouco espaço nessa temporada, está ótima. Frases como “não entre se não foi convidado, HOMEM” marcam a personagem, fora o visual esquisito, a expressão sempre séria e um ar um pouco teatral demais que acho que mais combinam com a personagem do que são desvios da direção. A observar, mas por enquanto está agradando.
  • Jaime, não muito agradecido por ter sua vida salva, enche Catelyn de desaforos bastante ofensivos. A cena ficou diminuída porque a parte mais intensa do diálogo ocorreu na temporada passada, mas ainda assim dá para sentir a pessoa desagradável que ele é para o mundo, mesmo por alguém que não tinha lá muita obrigação em preservar sua vida ali. Uma espada é desembainhada e… O.O, aguardemos.
  • Quanto aos dragões sequestrados (eles não são coisas, são dragõezinhos fofos, então foram sequestrados ao invés de roubados), a trama de Dany continua rendendo. Ela não pode confiar em ninguém, nem mesmo no apaixonado (e cada vez mais bonitão) Jorah Mormont (por sinal ficou interessante a Quaithe aparecendo para ele – e onde está Doreah, a serva desaparecida?). Ela saiu da frigideira para cair no fogo e no meio de uma articulação política com a qual ainda não estava pronta para lidar. E… SUPRESA! Xaro Xhoan Daxos e aquele camarada estranho cujo nome é Pyat Pree armaram um golpe e agora há apenas um rei na cidade de Qarth! E o Pyat Pree além de estranho se multiplica e teleporta e afirmou que nossa princesa dragoa está viva apenas porque seus nenéns precisam dela. Ai. É uma dessas sensações de “socorro quero ir embora dessa furada agora, mas como?”.
  • Por fim, as cenas de Theon Greyjoy e da comitiva de Bran Stark. Theon, representado brilhantemente por Alfie Allen, demonstra todo seu conflito interno: por fora, ele ri, atiça e agride, mas por dentro ele está completamente perdido. Ao mesmo tempo em que esmurra um de seus homens ao ser lembrado que sua amante selvagem orquestrou a fuga de um aleijado, um idiota e uma criança pequena, quando ninguém o vê encara o mundo com expressão de horror. Ao mesmo tempo em que provoca o Maester Luwin a uma caçada pelas crianças, sabe que chegou a um ponto em que não tem volta. Aliás, esse horizonte de eventos chega no final do episódio, quando vemos duas crianças carbonizadas penduradas às muralhas de Winterfell e a expressão de Theon, que sem palavras é capaz de dizer, “o que eu estou fazendo?”.

***

Até a próxima!

E já estou começando a me sentir órfã, quem me indica uma série bem boa para matar o tempo até a terceira temporada?

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11 Responses to Game of Thrones – Episódio 17: A Man Without Honor

  1. Marta says:

    Séries boas: The Walking Dead, The Big Bang Theory.

  2. Marcela says:

    Posso falar? Eu não gostei desse episódio. Acho que provavelmente foi pq eu esperava muito mais ação (depois do 6º, que foi incrível!!), sei lá…
    Eu não tô gostando muito dessas partes inventadas da Dany, eu acho que tão perdendo tempo precioso pra contar coisas bem mais legais que de fato aconteceram…
    Também não gostei nada da cena final. Meu marido, que não leu o livro, virou pra mim e falou: “Claro que não são eles queimados, né?”
    Eu esperava muito dessa cena, fiquei páginas e mais páginas sofrendo…

    Enfim, tô de mimimi….

    hahahahha

    ;D

    • Mas eu fiquei meio nhé tb, e te confesso que fiquei muito mais p da vida com o que fizeram com o Jaime do que com a história da Dany (a história dela nesse livro é um saco – aliás, só melhora no livro 5 – então pelo menos é alguma ação). E sim, ficou muito na cara que a cena final não é o que parece ser…

    • Adriana says:

      Coisas mais legais que de fato aconteceram. Tipo ela zanzar por Qarth de peito de fora ou tomar vinho deitada em almofadas de seda? De fato. Achei a cena do assassinato dos treze patética, mas qualquer coisa é melhor que a Dany do livro.

  3. Nábila says:

    Mais uma que a achou a cena final horrível!
    Gosto da Dany, mesmo que tenham q inventar uma história p ela, mas estou com medo de como ela vai sair dessa situação. Ela não tem mais ninguém, além do seu fiel escudeiro apaixonado, e tá presa no meio do deserto. Aguardemos!

  4. Marcos says:

    O Theon Greyjoy é o único personagem POV dos livros com o qual eu não conseguia simpatizar, até ver como conseguiram deixá-lo na série como o personagem com o melhor conflito. Ele não é aquele arrogante completamente babaca dos livros, ele é um cara, como disse o sor Rodryk antes de morrer, completely lost.

    Também achei problemática a ação do Jaime nesse episódio, pq no terceiro livro ele se revela das pessoas mal compreendidas da história. Me pergunto como eles lidarão com isso na próxima temporada.

  5. Marcos says:

    Quanto a séries para assistir, se vc gosta de sci-fi tem Battlestar Gallactica, uma ótima série de 4 temporadas (a série tem, na minha opinião, o melhor cliffhanger de todos os tempos).

    Da HBO também, tem Deadwood (3 temporadas), uma série que se passa no Velho Oeste.

  6. Fabio Q says:

    legal q depois do quarto ep a coisa decola, estava quase dormindo com os anteriores e dali pra frente esta uma maravilha!!!

    EU gosto de Breaking Bad, Fringe (q deu umas escorregadas mas voltou a ficar legal), Sons of Anarchy, Treme, e tem as mini-series: The Yard (fantastica!!!), Homeland (legal mas, sei la… mais do mesmo), uma nova que estou achando interessante é Awake…. mas gosto em séries nem sempre consegue ser compartilhado 🙂

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