Metallica e Eu

Bom, tem horas em que eu gostaria que esse blog se chamasse Leitura & Música Escrita. Mas não tenho capacidade técnica para resenhar discos, na verdade nem sou a pessoa mais antenada do mundo com lançamentos e músicas que tocam em rádios. Então é bom reconhecer as próprias limitações e ir em frente – ninguém é obrigado a saber fazer tudo, afinal, por mais que o mundo moderno insista em dizer o contrário.

Esse também não é exatamente um blog pessoal. Por mais que às vezes me dê a louca de colocar material mais autoral aqui (ou de querer colocar mais material autoral), não é essa a do blog. Não foi feito para dizer como foi meu dia ou minha interpretação pessoal dos fatos que me cercam, por mais que às vezes me coce para dar minha opinião sobre o que anda acontecendo por aí (porque todo mundo tem de ter opinião formada sobre tudo, afinal, nos dias de hoje).

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Feios – Scott Westerfield

Uma vez estava passeando no shopping com uma amiga e, enquanto tomávamos nossos sorvetinhos sentadas em algum banco, observávamos as pessoas. Primeiro, passaram três adolescentes com o exato mesmo tênis, o mesmo short, a mesma blusa, o mesmo penteado e os mesmos copos da mesma cafeteria. A única coisa diferente entre elas eram as cores dos cabelos e das blusas, todo o resto era igualzinho.  Pouco depois, passaram três senhoras, vestidas com o mesmo estilo de roupa, a mesma escova progressiva, a mesma tonalidade de tintura e botox nos mesmos lugares. Virei para minha amiga e disse: somos todos tão padronizados assim? (sempre me orgulhei de NÃO pertencer a esses padrões).

A primeira e mais óbvia crítica de Feios é essa: a padronização da beleza, essa história e reforço midiático de que só existe um tipo de belo. Lá, ao fazer dezesseis anos, um adolescente deixa de ser Feio e se torna Perfeito – sofre uma série de intervenções cirúrgicas para refletir certo padrão de beleza universal – e se muda para Nova Perfeição, onde só há festas, jogos e diversão.  A protagonista, Tally, uma mocinha prestes a completar os 16 anos, está louca para fazer a cirurgia, deixar os tempos de feiúra para trás e ser uma Perfeita em Nova Perfeição. Só que ela conhece Shay, que não está tão satisfeita assim em fazer a cirurgia, e descobre que o mundo pode ser bem diferente de plásticas e festas…

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O blog agora é leituraescrita.com.br! + Promoção Neon Azul

Olá meus queridos leitores!!!!

É com muita alegria que anuncio a mudança do endereço do site, agora nós somos…

http://www.leituraescrita.com.br !!!!!

Atualizem seus bookmarks, estamos melhorando para melhor servi-los, evoluir sempre!

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Mas não é só isso!!!!!!

Neon Azul, do autor Eric Novello, está completando um aninho! (relembre a resenha)

Para comemorar o aniversário do livro, o autor, em parceria com o site, está sorteando um exemplar do livro!

E como vocês podem concorrer?

Simples: entre na página do Leitura Escrita no Facebook, clique em “curtir” e se inscreva na promoção 🙂

A promoção vai até 12/10/2011, então fique esperto! 🙂

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E aguardem, porque vem por aí uma promoção… diabólica! Mwahahahaha!

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Até a próxima!

 

 

Os Filhos do Éden – Eduardo Spohr

Um dos grandes destaques do ano passado foi, sem dúvidas, A Batalha do Apocalipse, do brasileiro Eduardo Spohr, que partiu de uma edição independente (que se esgotou num instante) para uma grande editora – e permaneceu por semanas a fio entre os livros mais vendidos, com todos os méritos.

O desafio foi o que veio depois: como seriam as coisas após um épico das proporções de A Batalha do Apocalipse?

Os Filhos do Éden parte de uma decisão ao mesmo tempo arriscada e corajosa: pegar o cenário de A Batalha do Apocalipse, mas contar outra história com outros personagens. O autor justifica-se dizendo que o Apocalipse é o grande evento de seu universo e não haveria como ser fiel ao próprio cenário concebendo um evento “maior do que o maior”. Concordo. O cenário dos anjos é riquíssimo e cobre no mínimo 10 mil anos de história da humanidade, há possibilidades de se contar uma infinidade de história nesse meio-tempo. Fora que são livros independentes: dá para ler primeiro Os Filhos do Éden sem prejuízos de compreensão de cenário e personagens, até porque falam de tempos e eventos diversos.

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Norwegian Wood – Haruki Murakami

Como começar uma resenha de um livro sobre o qual há muito o que dizer?

Vou citar um amigo que, tempos atrás, disse a seguinte frase: “O medo de amar e o medo de morrer são a mesma coisa”. Norwegian Wood (o título é por conta da música dos Beatles) é um livro sobre a juventude, o relacionar-se, a depressão, a morte. É sobre amor, mas também sobre desamparo e perda.

Esse é um dos primeiros romances do Murakami, lançado em 1987, antes de Minha Querida Sputnik e Após o Anoitecer. Interessante notar a evolução na narrativa, também – aqui, em um de seus primeiros trabalhos, dá para ver que ele tornará sua narrativa mais sintética (temos várias passagens do mais puro e banal cotidiano, talvez como parte de algum clichê oriental sobre a vida e seu ritmo).

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