Harry Potter

Como eu poderia passar toda a existência desse blog sem falar sobre o Harry Potter?

Hoje assisti o Harry Potter 7.2 e o filme mexeu bastante com as minhas emoções… Nunca fui pottermaníaca, nunca li os livros em inglês antes que saíssem em português (a bem da verdade li o livro 5 só um ano depois que o livro 6 saiu e o 7 depois de uns seis meses que já tinha saído no Brasil e tava em oferta), nunca reli os livros, nunca fiz muito frisson em torno da série. Não sei se foi porque já era leitora e já conhecia outros mundos mágicos ou porque a empatia não foi o bastante, mas isso não significa de forma nenhuma que a série tenha sido menos marcante.

Comecei a ler a série logo que o segundo livro saiu no Brasil, em 2000, isso lá nos meus 14 anos, numa época em que por várias questões pessoais eu andava desgostosa dos livros. Na verdade, os livros nem me empolgaram muito, mas minha mãe, curiosa, comprou-os PARA ELA. Estava toda naquela coisa de “não quero essas coisas de criança”, e minha mãe disse: “mas não estou comprando para você, estou comprando para mim”. Lemos os dois de uma só vez. Nesse mesmo ano saiu o livro 3 – e lembro que o li numa das piores noites de minha vida, onde Harry e seus amigos me fizeram companhia, onde Hogwarts foi minha segurança (ou o único escapismo possível quando nem sua casa é segura).

Enfim. Harry Potter esteve comigo no meu Ensino Médio (e minha mente escapista e imaginativa fez muita questão de comparar a divisão de casas do HP com a divisão de classes de minha própria escola – também eram quatro. E eu era da Sonserina, evidentemente, o Chapéu Seletor tinha dado uma mascada nessa), me deu assunto para conversar com amigos pottermaníacos (Harry Potter SEMPRE vai lembrar os meus melhores amigos do Ensino Médio, caso vocês estejam lendo isso agora) e muitas outras coisas.

O último filme talvez seja tão emocionante para quem viveu o lançamento dos livros e filmes desde o comecinho por isso. Você viu aquelas crianças crescerem diante dos seus olhos – e você também cresceu, uma época da sua vida também foi passada em Hogwarts e entre seus habitantes mágicos. Você estava lá, também fez as magias, também desejou um professor como Dumbledore – e comparou mentalmente metade dos seus com o Snape, também – ou quis uma capa da invisibilidade, uma coruja e uma varinha mágica… É saber que você, também, cresceu – e que Hogwarts, ou a terra dos sonhos, permanece lá, e nenhum Lord Voldemort será capaz de destruí-la. Não que o escapismo vá te livrar de todos os seus problemas (MUITO pelo contrário, eu diria), mas o que é a vida sem um pouco de magia?

***

Ok, não falei nada nem do filme nem da série até o momento, né? Se o meu blablabla sentimental não te afastou, vamos lá, então:

A essas alturas, todo mundo conhece o conto de fadas por trás do Harry Potter, né. Era uma vez Joanne Rowling, uma professora de inglês desempregada, recém-divorciada, com uma filha pequena e cujo dinheiro não dava direito nem para pagar as contas e que ia para um pub escrever porque o aquecedor tinha quebrado as histórias de um bruxinho em sua escola mágica. Os rascunhos originais do Harry Potter foram recusados por uma boa meia dúzia de editoras, até serem sido finalmente publicados. E, ao contrário do que aconteceu depois, a primeira edição britânica não teve investimentos  fortes em propaganda – foi basicamente o boca-a-boca que chamou a atenção para o livro, em primeiro lugar. Foi quando surgiu a oportunidade de publicar no grande mercado editorial americano é que a coisa realmente começou a andar – e o sucesso meteórico veio.

Óbvio que haters gonna hate, já diria um dos mais sábios ditados da internet, e o sucesso alheio incomoda. Gente metendo o sarrafo no Harry Potter por ser isso, aquilo ou aquilo outro é o que mais tem por aí – e PRINCIPALMENTE sem nunca ter lido os livros ou sequer passado perto deles. Plágio de Os Livros da Magia? Difícil – e as similaridades entre os personagens principais, Harry Potter e Tim Hunter, são os mesmos clichês que os deram origem e que não foram inventados nem por Gaiman e nem por Rowling. Subliteratura de baixíssima qualidade? Hã… Não. Segue um padrão de fantasia infanto-juvenil britânico, com autores do calibre de C. S. Lewis ou Diana Wynne Jones – ou até outros nem tão infanto-juvenis do passado, como Charles Dickens. Além disso, existe certa escola literária que diz que ou você é literatura ou você é best-seller e as duas coisas são incompatíveis entre si – e não poderia discordar mais disso. Apologia à magia e as artes do mal? …eu tenho de rir dessa, calma, já volto.

(Aqui ainda podemos dar um fatorzinho a la Crepúsculo para o ódio, também. Como lá “um livro para moças por princípio não pode ser uma coisa boa”, aqui “um livro para crianças por princípio não pode ser uma coisa boa” também pode ser aplicado).

Mas e agora as qualidades do Harry Potter, que acho ainda mais importantes?

A primeira e talvez a maior delas? Ver uma criança passando dos onze aos dezessete anos realisticamente. Ver Harry e amigos crescendo a cada livro, sendo crianças, passando pela fase de “ódio ao mundo” da adolescência, vendo os hormônios começarem a entrar em ebulição e mesmo  o mundo começando a mudar. Ver o ódio aos professores e principalmente à autoridade, assim como o mundo ficar maior e possuir mais contornos – e tudo isso sob uma narração que não parece a de uma tia saudosa de seus tempos de adolescência, mas legítima e crível.

A outra: Hogwarts e toda mitologia do mundo dos bruxos é incrível e envolvente. Se a J. K. Rowling quisesse passar o resto de sua vida escrevendo só sobre o mundo mágico, poderia passar e ainda haveria muito a ser dito. É só visitar qualquer reduto de fãs do bruxinho na internet para entender o quanto isso pode ser mágico e instigante.

Outra: os livros são imensos pageturn, são livros de investigação com pistas, pistas falsas, pessoas que sabem mais do que estão dispostas a contarem, e coisas acontecendo o tempo todo que motivam esse movimento. Não há tempo para respirar, afinal o mundo está próximo de ver a ascensão do grande bruxo do mal e só Harry e seus amigos podem ser capazes de pará-lo – por uma série de razões que só lendo os livros para entender. São livros para serem lidos em uma tarde, apesar da progressão de tamanho ao decorrer da série. É a mostra de que dá, sim, para juntar a fórmula dos livros de mistérios com a jornada do herói com muita magia e conseguir fazer algo instigante e interessante.

(agora eu começaria a falar dos personagens inesquecíveis, mas acho melhor deixar isso para outro post… Me cobrem :))

Enfim.

Haveria muito, muito mais a dizer, e talvez a primeira parte do post seja mais importante do que o post inteiro, nesse caso.  Algum dia volto a tocar no assunto, certamente, mas agora quero ouvir o que vocês tem a dizer sobre Harry Potter, Hogwarts e seus amigos 🙂

***

EDIT: O leitor Paulo Gesse me lembrou de talvez a maior das qualidades do Harry Potter, mas que passou batida no post por não corresponder à minha experiência pessoal: a de ter apresentado o mundo da leitura para inúmeros leitores 🙂 Peguem, por exemplo, vários dos blogs literários de blogueiros mais jovens e faça uma pesquisa rápida sobre qual seu livro preferido e qual o marcou mais: a resposta tenderá a ser constante. Talvez o que muitos dos críticos não entendam – ou a dor-de-cotovelo os impeça de ver – é que a leitura da série, instigante, acaba por gerar curiosidade por outros livros, e depois por outros, e depois por outros, e é esperado que em algum ponto esse novo leitor descubra os clássicos . E essa também seja a grande magia do Harry Potter e amigos, apresentar a um adolescente (ou pré-adolescente, ou criança, ou mesmo uma pessoa mais velha) o mundo da leitura.

***

Até a próxima!

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20 Responses to Harry Potter

  1. Alex Bastos says:

    Foi estranho pra mim sentar lá, na pré-estreia do último filme da saga que marcou minha vida e olhar pro cinema lotado e rever 10 anos de minha vida.
    Se naquele momento eu conseguia falar e entender Inglês com facilidade é porque J. K. Rowling havia me feito ter vontade de conhecer a Inglaterra como eu nunca quisera antes e me empurrara para anos de estudo de Inglês.
    Cercado de amigos, quase todos nerds, que de certa maneira entraram na minha vida pela paixão por Potter e outros livros, e continuaram nela quando eu mais precisei.
    No meu bolso havia um livrinho de PhilIp Pullman para emprestar e em minhas mãos outro título de romance sobrenatural que alguém levara pra que eu desse uma lida. Sim, eu ainda amava livros, uma década depois de ler Harry Potter e a Câmara Secreta em dois dias. (O que era muita coisa pra alguém não tinha livro algum em casa)
    Nas férias da quarta fase da faculdade de Farmácia, cheia de ‘poções’ que me deixavam diariamente mais próximo de Snape, o professor mais dúbio da literatura.
    Quando as lágrimas vieram, eu estava certo, que não era apenas pelo ‘Menino-que-sobreviveu’ e sim, por toda a história atrás daquilo que se passava nas telas. Minhas vida.

  2. Bruno says:

    Não li nenhum dos livros do Harry Potter, e só vi dois dos filmes (o primeiro, que achei bem chatinho, e o penúltimo, que foi mais legal), não por esnobismo ou algo assim, mas só por nunca ter tido o “clique” de ler mesmo. Já tinha outros interesses literários quando os livros saíram, e me parecia mais interessante seguir neles do que começar uma série nova. Talvez um dia eu pegue eles pra dar uma olhada, não sei. Mas não ignoro tudo o que representa, não nego os seus méritos, e tenho certeza que é uma série fantástica para o seu público-alvo (e mesmo pra gente de fora dele). É interessante ter uma visão mais pessoal assim da série, de alguém para quem ela foi importante mas não foi também o centro da sua vida em qualquer momento. Ótimo texto.

    • Então, provavelmente se fosse só “para mim” eu nunca teria lido. Acho o primeiro filme bem chatinho (ainda mais comparado com a opulência majestosa de um A Sociedade do Anel, que vi antes – e também já tinha lido o livro), então também não teria visto mais nenhum dos filmes.
      Para mim uma das mágicas do Harry Potter é justamente essa, conseguir ir EM CIMA do público-alvo (ainda mais aquele que efetivamente cresceu com ele), mas ao mesmo tempo conseguir atrair quem está fora dele. É conseguir ser, à sua maneira, universal.

      • Nossa, eu adorei *tanto* Harry Potter 1, quando vi no cinema. E olha que eu já tinha visto Senhor dos Aneis, achado muito legal, mas… SdA não estimulou tanto minha imaginação quando HP. Não sei se é porque na época eu estava justamente arquitetando uma história de magia e tal, mas ver o filme HP me deixou fervilhando de ideias e empolgação por quase uma semana – ler o livro, então…

      • Ah, vou discordar 😛

  3. Até Harry Potter, os livros infanto-juvenis mais grossos e elaborados que eu já tinha lido tinha sido a Coleção Vaga-Lume (era o que tinha na biblioteca, e eu não tinha dinheiro pra comprar). Conhecer HP foi entrar em um mundo mágico não só de Hogwarts, mas de literatura divertida e, ao mesmo tempo, substancial.
    Sem contar que eu ter pego um HP e o Prisioneiro de Azkaban terminou num namoro de dois anos – dois anos que foram uma das fases mais maravilhosas pra mim no campo pessoal (e não só pelo namoro). ^^

  4. Paulo Gesse says:

    Caramba, precisei compartilhar no Facebook, ótima postagem e comentários que também ecoaram vivências minhas. Conheci um trechinho do fim do 1º livro através de um colega de estudos, tempos depois obtive e li os 04 primeiros, era final de 2001, só pude ler o 5º juntamente à leitura do 6º e no ano de 2006. Aí um mês após a publicação do 7º eu já tinha efetuado e somado a muito do relatado pela autora e pelos comentários aqui. Resumo, foi muito importante, acompanhou-me e tenho um carinho pelo mundo mágico de HP. Ficou pra mim que ter prazer ao ler é possível e recomendável para os que não devoram apaixonadamente livros e diferentes livros ao longo do ano.

  5. Paulo Gesse says:

    Penso que pessoas que se levam a sério demais acabam por não apreciar, ou mesmo, não apresentar aos não iniciados que existem humor, descontração, despertar da curiosidade, tudo com livros e sem obrigação ou fundamentos para a vida. De fato livros podem ser legais! Entre meu 11 e 14 anos fui apresentado a uma coletânia de Alexandre Dumas que a biblioteca de meu colégio possuia, eu lia pela diversão, sentimento de satisfação mesmo. Intelecto? Talvêz um dia, talvêz nunca, mas ainda assim eu defendo que a pessoa não se tome tão a sério. Enfim…

    • Eu tou pensando mais na crítica do Harold Bloom ao Harry Potter e um certo problema que a academia (e o academicismo) tem com os best-sellers… E também acho, tem aquela coisa importante do filtro do tempo tb, o próprio Dumas era literatura de alto consumo quando foi lançado, não dá para saber quais coisas de hoje terão sobrevivido aos próximos 50 anos, não dá nem mesmo para prever. Então eu também acho, se você é só leitor, sem outras preocupações acadêmicas – porque o discurso lá é bem diferente e a intenção lá é outra, também – que o mais importante é se divertir, ou ter uma reflexão sobre a vida, ou preencher a cabeça por algumas horas com um livro, clássico ou não.

  6. Paulo Gesse says:

    Ups, quem sentir-se bem lendo Proust ou Man, o faça por favor, mas não atormente nem falte com respeito a que não atingiu esta iluminação. Na verdade Sodoma e Gomorra foi minha mãe que leu pra mim heheh – Divirta-se e com civilidade antes de tudo, eu sou grato ao prazer proporcionado por um dia ter conhecido me divertido com o universo de HP.

  7. Suely says:

    Estou emocionada com esse post. Talvez depois dos 50 a gente vá ficando mais emotiva. Minha querida, creio que desde a sua chegada à minha vida lhe apresentei os livros. Até mesmo antes que você soubesse ler. Sempre gostei de ler e sou apaixonada por livros. Hoje, talvez devido aos compromissos profissionais, esteja até deixando a literatura um pouco de lado. Mas você sempre foi instigada a ler, por um ou por outro dos seus pais. Creio que o resultado não seria diferente. Você se apaixonou pelos livros e, parece-me, numa intensidade muito maior do que nós dois juntos. Harry Potter a conquistou aos poucos. E foi muito bom. Eu adorei compartilharmos as leituras, vermos os filmes juntas. Participar dessa aventura. Pena que não estávamos juntas no último filme. São os caminhos da vida. Mas sempre teremos pontos comuns para recordar. Beijos. Adorei a leitura. Suely

  8. Tive uma história diferente com Harry Potter. Sou um pouco mais velho que você, então quando lançaram os livros no Brasil eu já estava na Universidade e jamais fiz esse tipo de associação escapista comparando turmas com casas, etc.
    Quando anunciaram o primeiro filme, eu fiquei sabendo do que se tratava e arrumei A Pedra Filosofal emprestado para ler antes da versão da telona. Curti e tal, talvez um pouco mais que você. E adorei o filme. Infantil sim, mas extremamente apropriado. Aí o tempo passou e chegou o segundo filme, que me instigou imensamente, já que eu não havia lido o livro correspondente. Fiquei desesperado e li A Câmara Secreta, O Prisioneiro de Azkabam e O Cálice de Fogo em uma sequência aterradora de seis dias, mesmo em período letivo. Desde então, a série entrou no meu coração e nunca mais saiu. Acompanhei os três livros seguintes na época do lançamento e vi todos os filmes nas pré-estreias. Não são meus livros favoritos, mas por pouco. Fantasia sempre terá um lugar especial no meu coração, mesmo eu gostando de ler de tudo um pouco.

    Mudando de assunto 1: ficou bacana o novo layout!

    Mudando de assunto 2: o depoimento da sua mãe foi bem emotivo, adorei. =]

    Mudando de assunto 3: e quadrinhos, você lê? =P

    • É aquela coisa do livro ir bem além do público alvo, de envolver muito além do público alvo. Mesmo que você já tivesse crescido quando leu os livros, a série conseguiu te conquistar, né? E por mais que não seja nem favorita nem nada, tem lá seu lugar de destaque, não é mesmo? 🙂

      1) Também achei, esse layout tá muito mais clean e bonitinho do que o outro…
      2) Sim, tb achei 🙂
      3) Leio sim, bem menos do que eu gostaria, na verdade ¬¬ De vez em quando resenho alguns, tou ME devendo uma resenha de Watchmen faz tempo… Mas vou ver se tento resenhar mais quadrinhos (e consumir mais por consequência :P)

  9. Lucas Vila Nova says:

    Nossa hp… Não tenho nem palavras…. Meu primeiro livro lido realmente com prazer, o livro que me inseriu no mundo dos livros… Muitos lágrimas e emoções graças a harry, hermione, rony e tanto outros personagens que marcaram a mim.
    E eu concordo com você Ana. Por que a academia se importa tanto se Harry é ou não “má influência”? O que há de errado com os livros, que fizeram, por sinal, muitas pessoas gostarem da leitura? Na minha opinião essas pessoas querem que nós leiamos o que eles acham o que é bom. Eu leio o que me agrada e não porque fulano disse que é bom, ou que especialista tal disse que tal livro é um clássico. Um livro que é considerado clássico pode ser, para mim, não tão interessante como um livro contemporâneo que não tem renome. E ai ? Vou ler o que não me agrada só porque alguém que estuda literatura ama aquele livro e diz que só esse é bom? Algumas pessoas do público e até mesmo os mais estudiosos (não todos é claro, porque nunca é bom generalizar nada), na minha impressão, já tem um “pé atrás” em relação as “novidades” do mundo literário e não parecem aceitar que existem também outrous livros bons no mundo.
    Nada pessoal a quem discorda. Eu sempre tenho olhar crítico a tudo o que eu leio, não dando maior importância ou menor importância a nenhum autor. Ser crítico é não aceitar passivamente tudo o que lhes mostram e querem te fazer crer. u.u

    • Um dos pontos dos clássicos e da academia é por que você está lendo. Você está lendo simplesmente para se divertir, para relaxar ou algo assim? Daí a academia não vai poder te ajudar. Agora, se o motivo da leitura muda, daí a academia – e o que ela diz – passa a ter valor relativo. E não é como se houvesse uma dicotomia entre clássicos e não-clássicos: livros são livros e é possível ter prazer com eles sendo clássicos ou não.
      Para mim o ponto principal, e sempre me lembro da crítica do Harold Bloom ao Harry Potter, é o ponto em que a crítica deixa de julgar qualidade literária e passa a fazer juízo de valor – e as críticas dele me parecem muito mais um ponto pessoal dele.
      Mas ainda falo mais sobre a crítica algum dia ^^

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