Lançamento: Duplo Fantasia Heróica: O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara/A Travessia – Christopher Kastensmidt/ Roberto de Sousa Causo

Esse release é um pouco especial, porque é de um projeto que acompanho com carinho (o The Elephant and Macaw Banner) e que terá seu primeiro livro lançado agora em português! E anunciar um livro que você queria ler faz tempo sempre dá um sorrisinho nos lábios, não?

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A fantasia é o gênero literário que mais tem crescido no Brasil, nos últimos dez anos. Agora em um mesmo livro, duas novelas repletas de aventura e seres fabulosos. Duas novelas que, como os antigos bandeirantes, rompem o Tratado de Tordesilhas da literatura brasileira e abrem nosso território e cultura para a fantasia do tipo espada e feitiçaria — engendrada por escritores como Robert E. Howard (criador de Conan) e Fritz Leiber (criador da dupla Fafhrd e Gatuno) —, que combina aventura e o encontro com criaturas sobrenaturais e fantásticas.

As Histórias

O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara, de Christopher Kastensmidt. Van Oost, um aventureiro e viajante holandês, e Oludara, um guerreiro ioruba tomado como escravo, encontram-se em Salvador durante o Brasil Colônia, dispostos a, com muita astúcia e coragem, formar uma dupla de heróis como nunca se viu.

“Gostei de ‘O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara’, de Christopher Kastensmidt. Esta é uma espécie de história de origem, e por isso vemos cada herói realizar um feito de heroísmo (e esperteza), preparando as próximas aventuras da dupla.”—Rich Horton, Locus Magazine

A Travessia, de Roberto de Sousa Causo. Em um Brasil pré-colombiano, o índio Tajarê e sua mulher, a sacerdotisa viking Sjala, tentam voltar para casa, fugindo da ira das amazonas, mas antes precisam chegar à outra margem do Grande Rio — enquanto a floresta é tomada por criaturas monstruosas.

“Com seu estilo rico e seguro, Causo vai tecendo uma epopéia admirável, plena de detalhes e com vocabulário extenso.” —Miguel Carqueija, Scarium Online

Os Autores

Christopher Kastensmidt nasceu nos Estados Unidos, mas vive no Brasil há mais de dez anos, residindo hoje na cidade de Porto Alegre. Ainda adolescente, teve várias ocupações, antes de cursar a Rice University, em Houston, Texas. No Brasil, foi sócio da empresa Southlogic Studios, que mais tarde foi vendida para a Ubisoft Brazil, uma firma de videogames junto à qual Kastensmidt se tornou diretor criativo. Sua estréia literária se deu com a história “Daddy’s Little Boy”, publicada na revista Deep Magic nº 41, de outubro de 2005. Também já publicou na Dinamarca, Escócia, Grécia, Polônia e República Checa.

“O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara”, a primeira aventura da sua dupla de heróis apareceu na revista americana Realms of Fantasy (uma das mais importantes do gênero) de abril de 2010, como “The Fortuitous Meeting of Gerard van Oost and Oludara”. Kastensmidt chama a sua série de “A Bandeira do Elefante e da Arara”, ou “The Elephand and Macaw Banner”. A segunda história da serie tem o título de “The Parlous Battle of Gerard and Oludara against the Capelobo” e ainda está inédita.

Roberto de Sousa Causo é autor dos romances A Corrida do Rinoceronte (2006) e Anjo de Dor (2009), ambos pela Devir, e da novela Selva Brasil (2010). É também organizador das antologias Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica (2008) e Rumo à Fantasia (2009), entre outras. As primeiras aventuras de Tajarê foram publicadas na revista Dragão Brasil. Sobre a Saga de Tajarê, a revista CartaCapital disse: “Guardiões da Terra-Média e Guerreiros da Ciméria que se cuidem. Chegou um poderoso rival.”

Sobre o selo Asas do Vento: A Devir entra no mercado dos livros de bolso com uma linha de livros de fantasia, horror, ficção científica e aventura, publicando em combinações surpreendentes, o melhor dos autores nacionais e estrangeiros. Uma parte importante do trabalho de edição é encontrar um formato para se publicar textos ou histórias que o editor acredita ser relevante e merecedor de publicação.

A literatura fantástica está repleta de histórias curtas de grande qualidade que não encontrávamos uma maneira adequada de publicar. A coleção Asas do Vento vem justamente preencher essa lacuna. Ela é uma série de livros de bolso de acabamento primoroso, que visa publicar histórias mais curtas (contos, novelas, noveletas) que se destacam mas que normalmente acabam esquecidas por não terem tamanho suficiente para ocupar um livro de tamanho normal ou encontram espaço apenas em revistas ou antologias.

Com alta portabilidade, ao contrário da maioria das edições de bolso no Brasil, os livros da Asas do Vento realmente cabem no bolso (e nas bolsas). Com capa semi-rígida, também possuem maior durabilidade. Livros para desfrutar e colecionar.

Os livros da Asas do Vento estarão disponíveis em livrarias e bancas selecionadas.

Informações técnicas:

Título: Duplo Fantasia Heroica: O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara/A Travessia
Autores: Christopher Kastensmidt/Roberto de Sousa Causo
Capa: Jonathan “Jay” Beard
Número de páginas: 128
Formato: 9 x 15 cm
Editora: Devir Livraria, selo Asas do Vento
ISBN: 978-85-7532-454-7
Preço: R$ 15,90

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Até a próxima!

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Fallen – Lauren Kate

(ou: por que a Charlaine Harris me agradou tanto e nós brasileiros nada temos a dever a ninguém).

A onda do momento, depois dos vampiros inaugurados por Crepúsculo, é a dos romances sobrenaturais adolescentes/young adult em que o casal é composto de um humano e um anjo. Nos blogs especializados nesse tipo de público e linha editorial, vocês podem ver exemplos e mais exemplos, com todas as abordagens e para todos os gostos.

A recomendação que eu tinha de Fallen era um pouco diferente: que tinha vindo na onda dos livros mais comerciais, mas que trazia uma abordagem diferenciada (vulgarmente, “o melhor dessa onda que saiu”). Fiquei bastante curiosa para ver do que se tratava – e também para ver qual a concepção de um romance angelical direcionado a um público jovem de hoje e agora.

Fallen é a história de Luce, uma menina que vai para um reformatório como parte da punição por um crime que não cometeu. Lá, faz novas amizades, desperta paixões e fica fascinada por um lindo garoto chamado Daniel, que ela nunca viu antes mas tem certeza de que é um velho conhecido…

A partir de agora spoilers porque não tem jeito de falar o que achei da série sem eles. E já vou dizendo que vou ser malvada de agora pra frente.

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Bruce Sterling em BH

Como parte de um evento sobre mídias portáveis, arte eletrônica e tal, Bruce Sterling (cliquem no link para o currículo) veio palestrar em Belo Horizonte hoje.

Vamos a um pequeno relato do que rolou:

NÃO foi uma palestra literária. Com todos os grifos e estrelinhas. Ele nem mencionou seus trabalhos de ficção.

Era parte de um evento sobre artes digitais – e como o Sterling é um entusiasta delas e também estudioso, foi convidado a falar.

Foi uma conversa sobre urbanismo e urbanização contemporânea, sobre o advento e necessidade da banda larga nas cidades e na relação entre a liberdade oferecida pela internet em oposição aos outros tipos de mídia e seus conglomerados empresariais, assim como os EUA, que já foram campeões da banda larga, hoje ocupam o 17o lugar.

Falou tb sobre as soluções urbanas do Vale do Silício – da prosperidade trazida pela indústria, mas que enquanto Seattle possui infra-estrutura e recursos, o mesmo não é exatamente verdade para o resto da área. Falou sobre modelos de desenvolvimento, sobre os centros de excelência europeus, como Madrid, e como o Brasil também pode tê-los – e como Belo Horizonte, que está se tornando pólo em TI, também poderia se tornar um.

E o papel da internet – como a rede mundial de computadores altera a comunicação, a divulgação de dados e coisital. Fez uma comparação também da internet com uma favela – o google, o facebook, o orkut, o youtube são terra sem lei, onde todos constroem o que querem como querem sem regulamentação e estão à mercê dos “donos” do lugar, como o Facebook, comandado por “um ditador de 26 anos”. Falou da necessidade dos direitos autorais serem repensados e perguntou: “como vocês agem na internet? apenas de maneira lícita?”.

Também teceu comentários sobre as mudanças nas cidades, como Austin, invadida por “alemães vestidos como caubóis – calça jeans, chapelão e botas” e cidades que derrubam o custo de vida para tornarem-se mais atrativas como moradia.
Falou também sobre a crise dos EUA, a influência da política e dos partidos políticos no mundo, disse que não acha ideal o modelo com republicanos, democratas e tea party. E também que “o Brasil vai demorar mais para se tornar os EUA do que os EUA para se tornarem o Brasil”. Falou sobre modelos que mudam e precisam ser repensados.

Também citou a valorização de coisas que foram substituídas pela modernidade mas que são retomadas, como o movimento da slow food. Você espera pela comida, ela vai demorar, mas vai proporcionar uma experiência única.  Da mesma forma, como comparativo, poderíamos imaginar um lugar onde tudo tecnológico fosse proibido: celulares, notebooks, câmeras, o que fossem, e onde se projetasse um filme – por rolos – apenas uma única vez. Sobre o quanto a experiência única também poderia ter valor.

Por fim, fez algumas previsões sobre o futuro:
– As pessoas ficarão mais velhas, porque assim é o mundo (e tb porque a natalidade tende a diminuir e os jovens de hoje serão os velhos de amanhã)
– A sociedade ficará mais velha, pois este é o rumo das coisas;
– A qualidade do ar vai piorar;
– No próximos 10 anos Steve Jobs vai morrer ou estar doente demais para continuar trabalhando e não teremos mais brinquedinhos divertidos da Apple…

Depois fizeram perguntas sobre o 4chan e a internet (perdi o raciocínio nessa) e sobre as Unidades de Pacificação nas favelas cariocas e uma certa idealização e estilização para vendê-las como turismo. Tive de sair e não ouvi totalmente a resposta para a pergunta.

Claro que ele falou mais coisas que acabei amalgamando nos tópicos que levantei ou que me passaram batidas, mas em essência foi isso.

Achei INTERESSANTÍSSIMA a palestra, ainda mais porque a expressão do mundo não precisa ser feita apenas pela arte, mas também pela observação, pesquisa e construção acadêmica e prática. Também sobre a internet, essa terra sem lei em que estamos, e os diferentes modelos de cidade pelo mundo. É sempre bom ouvir pessoas que sabem mais, estudaram mais e viram diferente para aprender.

Bom, e uns finalmentes literários:

Com muita vergonha (e quando eu fico envergonhada nem português consigo falar direito, quanto mais inglês) fui pedir autógrafos para meu livro e para o livro do Romeu Martins.

Expliquei para ele que tinha um amigo que morava em Florianópolis que mandou o livro para ser autografado e coisital. Ele achou interessante, autografou e dei o meu (que era um Pirata de Dados que o Romeu me presenteou pela gentileza). Ele autografou o livro e me entregou. No autógrafo, literalmente: “Might even be readable!” – Ou que faça algum sentido hoje. Eu disse que gostava mais de steampunk do que de cyberpunk, ele respondeu que o cyber tem um viés mais político. Disse ainda que a protagonista é uma mulher e que talvez eu goste por isso e que é para eu mandar um e-mail depois dizendo o que eu achei do livro 😛 Achei bem legal!

É bom ver que o artista não precisa prender-se à arte, pode pesquisar e desenvolver muito além dela.

Até a próxima!

Brilho nos Olhos

Um post de emergência, só para não deixar passar…

Hoje/ontem foi a noite de autógrafos do Eduardo Spohr, autor do A Batalha do Apocalipse, aqui em BH. Depois houveu m bate-papo bem legal entre autor e público, com muitas informações interessantes e troca de ideias (e isso quer dizer, CLARO, que assim que meu sufoco mental terminar e eu der conta de ler o livro, vai ter resenha aqui 😛 Faço questão.)

Mas indo direto ao ponto: estava na fila de autógrafos, tinha entrado de novo porque a minha amiga e fiel escudeira Mari tinha resolvido adquirir o livro e queria autógrafo, quando vimos um dos vendedores da loja com uma pilha de livros. Perguntamos se era para mais gente e ele disse “ah, é tudo meu”. Olhando a pilha, tinha o primeiro exemplar do A Batalha…, lançado em 2007, o primeiro lançado recentemente pela Verus e a edição especial de capa dura – e mais um sem capa dura mesmo. “Ah, e esse repetido, é pra outra pessoa?”. “Não, é pra mim também, pra guardar. Sou muito fã desse cara, você não vai entender” (ah, eu vou entender sim, o George R. R. Martin que se cuide caso eu tenha oportunidade de conseguir um autógrafo dele :P).

Pegamos nossos autógrafos e nos sentamos esperando o início do bate-papo. Pouco depois passa o sujeito, sua pilha de quatro livros, um sorriso enorme nos lábios e os olhos brilhando como estrelas. Era a visão da criança que abre seu presente de Natal, aquele maravilhamento e felicidade que só os pequenos prazeres que significam muito podem causar.

Fiquei feliz pelo sujeito, que conseguiu se encontrar com o ídolo, e pelo autor, que conseguiu despertar tal sentimento em um leitor. Será que algum dia consigo um leitor assim também?

TOP 5: Alguns livros que eu gostaria de reler…

Bom, pessoal, já que é novembro, que sempre é um mês tenso para todo mundo (é a hora de amarrar as pontas do ano, né?)e o tempo para fazer uma resenha está meio escasso, deixo aqui uma listinha de livros que andam me dando ansiedade para releitura:

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50.000 palavras em um mês: você topa?

Oi, pessoal!

Novembro está no início, as pontas soltas do ano precisam ser amarradas (faltam 61 dias para 2011, aiaiai!), esta é a época dos apertos de fim de semestre para quem ainda está estudando, as semanas mais rápidas do ano começam agora.

Apesar disso tudo, um desafio literário caiu no meu colo: o NaNoWriMo (sigla para National Novel Writing Month – O Mês Nacional da Escrita do Romance). Trata-se da seguinte proposta: você consegue escrever um romance de 50 mil palavras em um mês?

Você aceita do desafio, levando em consideração estarmos no mês mais apertado do ano?

Até a próxima!