Wizard’s First Rule (A Primeira Regra do Mago) – Terry Goodkind

A Guerra dos Tronos está no topo do hype agora. O seriado está sendo produzido pela HBO com cuidado e esmero, com orçamento que permite fazer coisas boas, com elenco escolhido a dedo, tudo para manter o padrão HBO de qualidade (Roma? True Blood? Band of Brothers?). Para quem quer novidades frescas sobre a série, recomendo clicar aqui e aqui.

Mas pouco antes de A Song of Ice and Fire virar série, outra obra hypada virou seriado, pela mais modesta ABC: Sword of Truth, rebatizada como Legend of the Seeker. Assisti aos dois primeiros episódios e não achei exatamente a minha (e PELAMOR, a série tem DEFEITOS especiais!), então deixei pra lá.

Um dia, em dezembro do ano passado, estava andando pela livraria, vendo as estantes de livros quando vi uma capa com duas figuras que pareciam uma bruxa e um guerreiro que se encaravam numa linda paisagem e com o convidativo título de A Primeira Regra do Mago. Fiquei interessada, fui consultar o preço e quase morri ao descobrir que o lindo livrinho custava a bagatela de 75 reais (a faca vem de brinde,  Rocco?). Meu salário de free-lancer profissional liberal não dá conta desta demanda, então deixei para lá. Comentando o fato com uma amiga, ela me disse: “ora, mas eu tenho esse livro aqui e mais os dois próximos da série, você quer emprestado?”, ao qual eu respondi: “:D”.

Só em junho consegui pegar os livros e o tamanico (mais de 800 páginas cada) me assustou. Deixei para uma oportunidade vindoura, que apareceu durante a semana passada. Espero que o pessoal da comunidade Legend of the Seeker não me odeie muito, pois minha intenção original de fazer essa resenha foi pela quantidade de acessos que recebo de lá 😛

Enfim:

Era uma vez Richard Cypher, um rapaz que vive uma vida normal como guia de uma floresta e que tem seu destino mudado quando, por um acaso, encontra uma bela mulher perseguida por quatro homens armados. Seu nome é Kahlan e ela está buscando pelo último grande mago do mundo, que poderá despertar o legendário Seeker, aquele que detém a Espada da Verdade e é o único capaz de deter Darken Rahl, um feiticeiro malvado e muito poderoso que vai dominar o mundo após reunir três artefatos do poder (precisa MESMO falar alguma coisa aqui?).

Claro que antes da página 100 o autor já revela que o Richard é o Seeker (para que ficar cozinhando o galo com o óbvio?), a identidade do mago e coloca todo mundo na estrada para enfrentar o mal iminente. Enquanto Richard, Kahlan e Zedd viajam pela Fronteira, dá quase para imaginá-los pixelizados em um RPG do Super Nintendo (sim, eu vi os bonequinhos, as batalhas randômicas e o cenário na minha frente enquanto lia).

E é aquele tipo de livro com margem de segurança: quem é bom é bom, quem é mau é mau, o vilão não quer nada menos do que dominar o mundo, os clichês cairão como frutas maduras no colo do leitor, vão haver deus ex-machina sempre que necessário…

Maniqueísmo é necessariamente ruim? Não acho (e pra mim o grande problema do livro apesar de passar por aí nem é esse). Uma história feijão-com-arroz de aplicação direta da jornada do herói cheeeeia de clichês do gênero é necessariamente ruim? Não acho também. Mas, CLARO, se o que o autor está vendendo é isso e o que você está comprando é isso.  Como essa relação se estabeleceu aqui, não me incomodei. Esse tipo de história não me desgosta – não é o que quero ler o tempo todo, mas tem épocas em que andar na “margem de segurança” é preciso, até.

E, claro, worldbuilding é para fracos. Pra que perder tempo criando um mundo se você pode presumir que o leitor é versado em high fantasy e conhece as convenções do gênero, rabiscar um mapa com indicações e tá tudo certo? Claro, dá para incluir fronteiras mágicas que não podem ser ultrapassadas e monstrinhos, mas nenhuma novidade.

Os personagens ganham poderes e o protagonista entendem melhor sua natureza de escolhido, de figura central de profecias e tal, mas ninguém cresce ou muda (aliás, até muda, mas explico abaixo). Para que personagens redondos se os planos já resolvem, para que cinza se o preto e branco já agradam?

Porém, o relacionamento entre Richard e Kahlan é bonitinho bem-construído, a maneira como vão se apaixonando e ficam perdidinhos de amor. É um desdobramento óbvio desde o momento em que se encontram, mas o autor consegue fazê-lo sutil e gradual. Primeiro, a necessidade de se protegerem, segundo, a cumplicidade que nunca tiveram por ninguém mais, terceiro, o desejo, quarto, a constatação do óbvio. É um amor proibido – ela é uma Confessora, a última de sua estirpe, e não pode se relacionar com um homem sem torná-lo um escravo sem vontade própria – mas que não consegue ser contido. O capítulo em que ela revela ao apaixonado Richard por que não podem ficar juntos é de encher os olhos de lágrimas, se a intenção foi fazer o leitor se compadecer, o autor conseguiu brilhantemente.

E, claro, a trama tem uma mistura de safadeza oculta com puta falta de sacanagem. Há uma certa perversão sexual permeando o ambiente (JÁ MENCIONEI QUE A SUB-VILÃ É UMA DOMINATRIX????? *-*) – a diferença de uma Confessora para uma Mord Sith é que a primeira é uma moça boazinha que fará a dominação por mágica, mas os efeitos são os mesmos. A dominação pelo sexo/amor/temor é da mesma natureza, mas maniqueísta.

As Confessoras, puras em suas roupinhas brancas, criaturas que tem o poder de tomar a vontade de um homem para si e devassar seus segredos (foram feitas justamente para tomarem confissões, como o nome sugere) evitam o contato com os homens para que não se apaixonem e os destruam – mas não hesitam em escolher um macho aleatório para se reproduzirem – e existem tantas técnicas rudimentares de inseminação artificial, ainda mais num mundo mágico, então para que dominar um homem e tirar sua vontade para se reproduzir sendo que é possível simplesmente negociar um doador?

As Mord Sith, guerreiras criadas para se tornarem sádicas ao extremo e terem prazer na tortura, tomam a vontade de seus prisioneiros pelo medo e pelo terror – e eventualmente tomam algum deles para serem seus parceiros. Qual a diferença, senão o sinal trocado?

(mas sejamos justos, as Confessoras são temidas pela grande maioria das pessoas…)

E a puta falta de sacanagem é porque apesar disso o livro não tem uma única ceninha caliente!!!! =(((((

Agora alguns detalhes que não posso deixar passar – e que interferiram bastante na minha apreciação do livro – mas que são SPOILERS. Se você se sente incomodado por isso, pule direto para o fim da resenha.


Primeiro: a tal Primeira Regra do Mago, que é basicamente o seguinte: pessoas são estúpidas e, portanto, com os argumentos corretos podem ser guiadas a acreditar em qualquer coisa. E parte da culpa do vilão prosperar em seu domínio do medo é das próprias pessoas, justamente por serem crédulas. Só a verdade seria capaz de salvá-las.

Li isso e fiquei com aquela sensação de MASHEIN???

Pessoas são manipuláveis, concordo. Mas verdade? Que verdade? Verdade é uma construção, não um valor absoluto. Existem FATOS. 2+2=4 é um fato. Todos os seres serem mortais é um fato. Eu ter comido bife no almoço é um fato. A ciência procura a comprovação de fatos, não a verdade. O processo judicial baseia-se na apuração de fatos. A verdade, que é múltipla, parte da interpretação do fato. Cada indivíduo tem uma – e aqueles que tem maior poder dentro da sociedade farão um uso mais poderoso de sua verdade individual.

E as pessoas não são manipuláveis porque são estúpidas. Elas o são pela ignorância e pelo medo. As únicas formas de tentar sair das raias da manipulação são o conhecimento e o senso crítico – e pode ser perigoso tentar abrir os olhos de quem não quer tê-los abertos, vide o mito da caverna (mas já estou divagando demais).

E a culpa é do ignorante ou do manipulador por aproveitar-se do medo e da incerteza? Difícil afirmar. E simplificar a manipulação de massa como “pessoas são estúpidas” é simplificar ao nível da simploriedade – mesmo se formos usar como recurso narrativo. (e eu aqui me segurando para não falar de Goebbels e das eleições presidenciais, senão esse post não acaba nunca :P).

Segundo: numa tentativa, não sei se de deixar o protagonista mais profundo ou mais cinza, o autor falha e o torna um hipócrita.

Primeiro: ele e sua companheira, em suas viagens pelo mundo, encontram uma menina maltrapilha, faminta e apavorada. Alimentam a menina, tentam acalmá-la, tratam-na com respeito e educação mas ela, apavorada, foge. E, bom que se diga, os dois protagonistas acabaram de sair de uma cidade destruída pelo exército onde quase todo mundo morreu e quem não morreu, mulheres e crianças inclusas, foi estuprado. Ainda, existem monstros soltos no mundo loucos por um lanchinho. E qual a reação deles??? “A gente vai atrás dela?” “Ah, não temos tempo, temos de salvar o mundo. O que é a vida de uma garotinha perto da vida de todo mundo?” “Pois é… Vamos torcer para que ela fique bem, né?”. Ótimo. No que isso os torna diferentes do mega senhor do mal do momento então? De não poderem desviar do seu caminho um segundo para salvar UMA CRIANÇA INOCENTE CUJA CHANCE DE MORRER DE FORMA CRUEL ERA ALTISSIMA? (e mais pra frente eles até salvam outra criancinha, mas porque conhecem seus pais – e a menininha acaba salva por outra pessoa, mas ainda assim não justifica).

Sabem aquela história de que quem quer salvar o mundo deve começar por aqueles ao seu redor? Esqueça. Pra que, né? Salvar o mundo é tão mais apoteótico…

E Richard vai para o domínio de Denna em particular e das Mord Sith em geral. É torturado física e mentalmente por semanas, até virar uma criatura sem vontade, refém apenas do medo (e que obviamente desenvolve síndrome de estocolmo pela sua algoz). Então é levado para junto do vilãozão, a quem é dado o momento do Discurso do Vilão e ele ordena que Richard mate Denna. E o que ele faz? Vai todo felizão descobrindo que pode usar sua espada mágica, movida pelo ódio, também movendo-a pelo amor, e mata a torturadora que já teve sua maldade danificada para sempre. E ele nem hesita muito – isso porque ela já tinha sido redimida pelo Poder do Amor e mais para o fim ele realmente se importava com ela… Qual a diferença dele para o vilão, então, já que sua forma de perdão pela violência é a morte?

E o final… O vilão é derrotado com um truque e o mocinho se torna o novo comandante. Só que, novamente, sua imposição do “bem” não me parece diferente do que as vilanias de sinal trocado. Assassinar o irmão ao invés de perdoá-lo, impor que todas as Mord Sith que não aceitarem se converter deverão morrer – assim como todos aqueles que não queiram viver sob o Império do Bem? MASHEIN???? Uma das justificativas para irem atrás do vilão não era a de que as pessoas deveriam ser LIVRES para viverem suas próprias vidas??? Viverem sob uma ditadura de horror não pode, mas de uma boazinha pode? Em essência, qual a diferença?

Não que haja alguma diferença da realidade “real”, onde moralidade é maleável, aliás, se pensar bem até que a hipocrisia do real combina bem com um duelo entre bem e mal, né?

É, no fim das contas Richard muda mesmo – se torna mais parecido com Darken Rahl do que o DNA poderia prever… (porque CLARO que tinha de rolar um “eu sou seu pai”, né?)

FIM DO SPOILER, CRIANÇAS!!!!

Enfim.

É um livro divertidinho, ainda mais se você tiver na cabeça que não vai ser profundo e que vai estar dentro da “margem de segurança” – mas os pontos acima, que acontecem principalmente do meio pra frente da história, incomodaram bastante. Tem algumas cenas muito bem estruturadas – como a que eu mencionei lá no começo – outras nem tanto (e o amontoado de clichês e deus ex-machina tb fazem parte do tipo de história a ser contada, né?).

Não vou falar que não gostei do livro (cara, eu li CREPÚSCULO e não achei esse demônio todo que pintam, apesar dos defeitos óbvios) e nem acho que aqui seja caso de inadequação de público alvo… Entra mais naquela coisa do final estragar um livro que vinha bem, dentro daquilo que tinha se proposto a apresentar.

E é isso. Perdoem a empolgação e o tamanho da resenha 😛

***

Se você ficou curioso para saber se eu exagerei, leia o livro! Compre em (Submarino)

***

Até a próxima!

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18 Responses to Wizard’s First Rule (A Primeira Regra do Mago) – Terry Goodkind

  1. Lucas Rocha says:

    Cara, eu não vou ler esse livro nem para passar tempo. Primeiro porque é grande e caro, segundo porque ele tem um gostinho de ‘já vi isso em algum lugar’ e não parece empolgar com o desenrolar da história e/ou suas reviravoltas.

    Mas pelo menos ele serviu pra uma discussãozinha sobre ética e sobre o posicionamento do protagonista ante algumas situações. Enfim, não foi tão inútil ler quase 800 págs (olha a minha veia Polyanna falando mais alto, ai ai).

    Bela resenha, Carol. Dessa vez você se empolgou, hein?!!

    • Ana Carolina Silveira says:

      Pois é!!!!
      Acho que foi isso que me fez me sentir enganada pela proposta do autor. O mocinho só é bonzinho quando isso é interessante – salvar o mundo é bom, salvar uma menininha não; matar a mocinha que implora pela morte não pode, matar a vilãzinha que implora pela morte ele faz hesitando só um minutinho.
      Pior que se fosse a intenção do autor mostrar o cinismo do “ser bonzinho”, ainda era uma coisa, mas ao que parece não foi nem um pouco intencional – então fica a hipocrisia gratuita mesmo…

  2. Dyg Pamplona says:

    Bom, pelo que vejo você leu apenas partes do livro e fez a enoooorme resenha usando palavras bem construídas e discussões que beiram ao debate político. Com exceção da parte que você citou da Rachel ser abandonada (a qual eu até concordo), o resto acho que 99% de quem leu o livro discorda de você moça. Pulando pro final, onde por exemplo ele manda matar o irmão, para quem realmente leu todo o livro, vai entender o motivo dele ter feito isso. Começa pelo envolvimento na morte do pai adotivo, à traição de querer tê-lo entregue ao vilão e a tentativa de matar a Kahlan, que para quem entendeu o sentimento dos dois ali, seria o motivo maior. E se você leu bem, ele não quis o trono, só a partir do terceiro livro é que ele vê que não tem jeito, ou ele governa ou o nêmesis dele governa o mundo inteiro. Então sugiro ler melhor o livro porque deu a entender que você não o fez direito.

    • Ana Carolina Silveira says:

      Eu li o livro inteiro, de ponta a ponta e de parte a parte, para começar. 🙂

      Segundo, essa é a minha opinião, você discorda dela e eu discordo da sua discordância.

      Acho Richard hipócrita, se você não concorda, tudo bem. E ele poderia ter prendido o irmão, banido o irmão, feito qualquer coisa para punir o irmão – e concordo que as ações do Michael foram realmente péssimas, ele colocou a vida de todos, não só do Richard e da Kahlan, sob risco – mas seu primeiro impulso é mandar executá-lo. Só. E meu ponto: no que isso o faz diferente do Darken Rahl?

      E Richard toma decisões sim quando Rahl é derrotado, como abolir as Mord Sith. Não sei o que acontece no livro 2 e no livro 3, mas no final do 1 a guarda do Palácio do Povo espera que ele governe – ainda mais porque já o consideram de cara como sucessor.

      E eu li o livro direitinho. Poderia fazer um ditado ou uma prova paradidática sobre ele, caso eu quisesse. Mas minha interpretação é diferente da sua e bem discordante pelo jeito. Eu poderia dizer que você é quem não entendeu, mas não vou fazer isso. Nós discordamos, simples 🙂

  3. Diuter says:

    Olá,
    Eu sei que o que você escreveu acima é apenas sua opinião, mas gostaria de fazer algumas correções da sua visão sobre as personagens, não que elas estejam erradas, mas muito do que você falou ali você estava imaginando o que iria acontecer e se baseando nisso, mas acho que tudo que você previu sobre a história estava errado. Tomara que lendo meu comentário você possa mudar de opinião sobre a série e quem sabe até finalizar ela.
    Acho que o que mais chocou você ali foi a respeito deles terem deixado a Rachel abandonada no mato para salvar o resto das pessoas, como você mesmo falou foi hipocrisia, mas a proposta do autor naquele momento foi realmente essa. No decorrer da série existe um grande crescimento pessoal das personagens, principalmente do Richard, tanto que a própria ignorância dele sobre reconhecer o que é bom e mau e o que fazer a respeito quase o mata.
    Outra coisa que você se equivocou foi a relação bem/mal das Confessors/Mordsith. Pra começar todas as confessors andam de preto, apenas a mãe confessora (Kahlan no caso) anda de branco. Em nenhum momento o autor tenta fazer essa distinção, tanto que no futuro (sem tentar fazer nenhum spoiller grave) elas até acabam ficando amigas, por terem uma profissão tão parecida. E o Richard não mandou matar nenhuma Mordsith, o que ele fez foi dar liberdade para elas, ele disse que elas não serviam mais ele e que podiam fazer da vida delas o que elas quisessem, embora que nenhuma aceitou e continuaram a servir ele, ele sempre afirmou que elas poderiam sair e ele não falaria ou faria nada. Quanto a Denna matar ela não foi por raiva ou vingança, ele matou ela do jeito mais difícil que ele poderia imaginar, através de amor e perdão. Ele sabia que ela estava perdida na loucura que é a vida de uma Mordsith e o melhor que ele poderia fazer pra ela seria libertá-la dessa prisão.
    Em questão dos clichês, realmente o primeiro livro parece que os outros 11 livros você já sabe o que vai acontecer, mas acredite, é totalmente imprevisível. Tirando a parte que o Darken Rahl é pai do Richard, o resto da história é totalmente brilhante e original, até mesmo a parte do Darken Rahl.
    Espero que o que eu escrevi faça você mudar sua opinião e continue a ler essa série, porque realmente vale a pena.

    • Ana Carolina Silveira says:

      Ah, tudo bem, gosto de outras opiniões educadinhas para fazer contraponto ^^

      Mas quanto a Rachel: não sei se a hipocrisia aí tenha ficado intencional, ainda mais porque o autor os faz serem “recompensados” com a caixa mágica que estava com ela pouco depois e sem maiores transtornos. Uma leitura que até dá para fazer é a do mocinho bonzinho mas sem nenhum escrúpulo – e faltou um pouco de ousadia do autor de fazer isso dessa forma no texto.

      E as Mord Sith, deixa até pegar o livro pra pegar o quote: “He frowned. ‘And what if they refuse to change?’. Richard glared at the men. ‘Tell them that if they choose to stay on the same path, instead of taking another, then they will find the Seeker with the white sword at the end of the road'”. Bom, parece que a opção tá clara, né?

      Mas gostei da sua opinião diferente aqui.

  4. nerdquest says:

    Poxa, Ana, eu acho que vc deu até moral demais pra esse livro, perdendo tempo escrevendo uma resenha tão elaborada. Eu tentei ler e achei uma bosta intragável, mal passei das primeiras 50 páginas.

    Minha resenha seria: “é uma bosta intragável, e por isso eu não li mais de 50 páginas”.

    Se bem q agora q eu vi q tem sadomasoquismo no meio posso começar a ter second thoughts hehehe (ou não, né)

  5. talkativebookworm says:

    Eu sou a amiga que deu os 3 livros para a Carol.

    Eu li os 3.

    Cara, ela foi MUITOOOOO boazinha. Mesmo. E não, os outros livros não são imprevisiveis. Pelo menos nos dois próximos da série, o Richard vai ficar a mercê de uma ordem de mulheres com tendências dominadoras.

    O Goodkind deveria fazer análise sobre seu fetiche. Sério.

    • Diuter says:

      Meu,
      to começando a achar que to me iludindo com os livros.

      Acabei de terminar o Confessor, o último que tem até agora da série e achei um melhor que o outro.

      Pra não dizer que não teve nenhum que eu quase desisti, na metade do Soul of Fire parei por quase 1 mês de ler, porque rola um lançe de uma galinha demoniaca querendo matar todo mundo AUHAHUUHAUHAUHA.

      E quanto a parte do masoquismo ai que falaram, eu concordo, o bixo leva ao extremo. Mas acho que esse tipo de coisa deixa o livro mais interessante, sei lá, tu ver o protagonista passar por todas aquelas merdas e no final conseguir ficar ao menos um pouco são é mais heróico que matar o vilão.

  6. Pingback: Retrospectiva 2010 | Leitura Escrita

  7. John says:

    Devo dizer que você entra em contradição em seu texto. Primeiramente diz que os personagens são planos, que eles são sempre bons ou sempre maus, e que eles não são redondos, não mudam e não evoluem. Depois diz que há uma relação maniqueísta. Um é do bem e luta contra o do mal. Depois você me vem dizer que o protagonista se mostra ser mal, sendo que ele segundo você é a personificação do bem e que é plano, não muda.

    Então, o personagem é sempre bom e plano ou ele é redondo e tem seus lapsos de mal ao longo da história, por que ele muda e sofre alterações?

    Dou-lhe nota zero em argumentação. Seu discurso, mesmo para quem não leu o livro, é falho e sem sentido.
    E para quem leu o livro, como eu, posso apontar que está errada em suas conclusões.
    A saga é formada por doze livros, então talvez demore mais para pessoas mais lentas entenderem as nuances dos personagens e da trama em si, que nem de longe é o Darken Rahl e o império do mal. Isso é só o tema do primeiro livro, os demais giram em torno de outras histórias. Ele é mais uma forma de apresentar o personagem.

  8. Hum… Um personagem ser plano não significa que ele não muda. Isso é simplificar demais a definição de personagem plano. Na verdade, ele segue um estereótipo e não sai dele. Ele não amadurece, nem surpreende. E mesmo que a definição fosse só essa: “ele não muda”, o que a resenha diz é justamente que o cara não muda, nem amadurece: ele é um personagem plano que deveria representar o bem absoluto, mas não representa. Ele é plano E falho.

    Temos sempre que ter em mente que “personagem contraditório” não é sinônimo de “personagem redondo”. Ele pode ser só mal construído.

  9. Erick Chemevski says:

    Minha opnião sobre o livro é diferente, já estou lendo o quinto livro, e em cada livro mostra uma certa evolução nos personagens, e do primeiro para o quarto livro richard e kahlan mudam bastante. Eu também concordo que no primeiro livro tem muito cliche, mas os próximos ficam realmente muito bons, e como o diuter falou, fica realmente imprevisivel dizer o que vai acontecer em seguida, se tal personagem morre ou não, se tal personagem é mesmo o vilão, etc.

  10. Diuter says:

    Olá, hoje re-li seu post 2 vezes e fiquei pensando em algumas coisas. Eu tinha comentado já nesse post quando estava no oitavo livro (primeira vez) e depois quando tinha terminado a série inteira.
    Agora estou re-lendo a série e estou no sétimo livro e comecei a entender muito melhor a proposta do autor.
    A respeito do post:
    Você fala que a história é um clichê e que tudo parece estar indo onde você acha que deveria. Mocinho é mocinho e vilão é vilão. E então quando o mocinho começa agir como vilão, você parece não gostar porque acha hipocrisia do autor e que se o mocinho quisesse salvar o mundo ele deveria começar a ajudar aqueles que estão próximo a ele. Mas o que não entendo é que quando os personagens cometem erros ou pensam de maneira errada, você critica porque acha que eles deveriam agir pelo seu certo. Esse é o maior talento do Terry Goodkind como autor, ele escreve personagens humanos e que cometem erros e que falam coisas que muitas vezes irão conflitar com os princípios básicos que muitos acreditam.
    Depois você começa a falar sobre verdade e como não existe uma reposta única e sobre o conceito da verdade e tudo mais. Mas o que você falou foi o que o autor também disse. No início quando Richard recebe a espada o Zed já diz que verdade é percepção, então já ficou subentendido que varia de pessoa pra pessoa.
    E quanto a primeira regra do mago, você estava vendo ela como se fosse uma lei universal ou uma verdade absoluta, o que na verdade não é. As 11 regras dos magos existem para servir como armas para os magos e não uma crítica a sociedade.
    Enfim, outro erro foi dizer que o livro é high fantasy, porque não é, na verdade é um tipo de sci-fi.
    Mas eu acredito que o objetivo do autor nessa série foi de inspirar as pessoas e tentar abrir os olhos dela. Depois de ler a série é difícil ver as coisas do mesmo jeito, principalmente religião e política.

    • Ana Carolina Silveira says:

      Pode ser aquela coisa do autor se acostumar com a série e pegar o jeito posteriormente. O meu problema mais forte com o livro foi o destino da Rachel, foi ali que qualquer vínculo de empatia com o livro se tornou impossível. Se desde o começo estivesse implícito que o Richard seguiria a trilha da jornada do herói mas para se tornar o Master of All Evil sem saber disso, seria uma sacada genial, mas não foi nem tanto a execução.
      Até acredito que a série possa ter melhorado, mas os pontos negativos para mim foram tão fortes que não me sinto compelida a ler o resto.

  11. Pingback: Fluxograma para um leitor iniciante de ficção científica e fantasia « Leitura Escrita

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