O Blog

O que leva uma pessoa a montar um blog?

Obviamente é compartilhar sua opinião com o mundo. Afinal de contas, quem disponibilizaria seu trabalho onde todo mundo pode ver senão para ter contato com o público? Se não quisesse ser lida, debatida, concordada ou discordada, estaria quietinha escrevendo diários. E TODO blogueiro é assim – por mais que haja alguns que parecem viver na torre e quererem passar longe dessas pessoas infectas chamadas público, todos nós queremos leitores, queremos posts bombando de comentários, queremos links, queremos pageviews.

A ideia inicial quando comecei com o blog foi a de debater IDEIAS. Foi a de falar quais livros eu leio, o que gosto neles, o que chamou minha atenção neles. Foi resenhar autores que normalmente não teriam espaço – eu procurei uma resenha em português de Nevasca, por exemplo, antes de comprar o livro. Não achei. E pelo que me mostram várias das keywords mais comuns do blog, percebo que muitos dos leitores vêm aqui com essa intenção – saber um pouco mais de determinado livro antes de ler.

E eu faço tudo com carinho. Tem dias que demoro a fazer uma resenha porque pesquiso, procuro links (em alguns posts dá preguiça), algum assunto que dê para relacionar, alguma coisa que dê para acrescentar. Nenhum livro tá isolado de mundo ou de contexto e gosto de falar um pouquinho disso quando quero escrever sobre algum. E, CLARO, isso exige pesquisa. Parar, pensar, consultar fontes, ler sobre o assunto um pouquinho… Blogar dá trabalho. Não escrevo posts no word, então eles tem vícios de oralidade – mas não acho isso necessariamente ruim 😛

Só que blogueiros estão sujeitos à parte “suja” da internet. Graças a Deus até hoje não soube de nenhum plágio – mas plágio é até relativamente fácil de se lidar, manda e-mail avisando pra tirar, se não tirar toma as medidas cabíveis. Mas existe outra forma de apropriação desprotegida pelas leis de direito autoral – o campo das ideias. Não posso registrar uma ideia ou um método – então se faço uma teoria, uma análise ou algo do tipo aqui, temos uma ideia solta, né?

Então o que fazer quando se for citar uma ideia, de forma ética? Dar as fontes, simples. De acordo com fulano de tal, acontece isso, isso e isso. Você quer construir em cima da ideia? Simples, basta dizer que fulano disse isso, mas adicionar sua própria opinião e raciocínio. Fácil, né? É a maneira de respeitar o tempo que a outra pessoa levou para pesquisar, elaborar o raciocínio e escrever. Infelizmente não dá para exigir ética das outras pessoas, mas é melhor viver num mundo de cooperação do que em um de destruição, para todos.

Ao mesmo tempo em que é legal ver ideias que você lançou se espalhando, é chato ver uma análise sua replicada sem créditos. É quase a mesma coisa do plágio: você que pesquisou, escreveu, gastou tempo, sangue e suor para no fim das contas outra pessoa vir e colher os louros. É chato, é desagradável, é injusto.

Entra naquela história de você fazer com os outros aquilo que espera que façam com você. Aqui no blog (e também na época em que eu participava do PnaE – saudadinha!), procuro dar links e fontes. Faço porque acho que é o certo, né? E gostaria que outras pessoas também tivessem esse cuidado.

Então, por que não darem um nome e um link quando forem usar uma ideia ou análise? Não custa nada, de maneira alguma vai desabonar seu próprio trabalho, muito pelo contrário, vai enriquecê-lo, e é rapidinho 🙂

E até a próxima!

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