A Guerra dos Tronos – Tradução, lançamento e crítica

OBSERVAÇÃO IMPORTANTÍSSIMA: Se você está atrás de uma resenha, clique aqui e aqui e aqui. O seguinte post traz críticas à EDIÇÃO do livro no Brasil. 🙂

Então, gente, como já disse antes A Song of Ice and Fire (ou Crônicas de Gelo e Fogo, na tradução), vai sair no Brasil. E mais do que isso, A Guerra de Tronos (tradução não-literal de A Game of Thrones) vai sair no Brasil agora no comecinho de setembro!

A capa da edição brasileira é simplesmente linda!

Só que… bom, agora vem a parte chata, nem tudo são flores.

O Omelete divulgou um dia desses com exclusividade os três primeiros capítulos da série em português (cliquem no link para conferir) e fui tocada por espanto e decepção.

Primeiramente, eu não queria escrever esse post. Ainda tenho a esperança de ter sido tudo um engano, de que quando eu pegar o livro e folhear, o problema tenha sido sanado… Mas sinceramente, qual a chance disso acontecer?

Segundo: meu pai tem um conceito bem interessante, o de lambança. Para ele, uma lambança é uma atividade que não é mais do que obrigação daquele que oferece o serviço e que poderia ser perfeitamente executada sem maiores dificuldades ou custos, mas não é ou por preguiça, ou por má vontade, ou por falta de comprometimento.

E a única palavra que eu tenho para descrever a tradução da LeYa é essa: lambança.

A base da tradução foi aquela realizada por Jorge Candeias para a editora portuguesa Saída de Emergência, que publicou a obra lá do outro lado do Atlântico. A tradução per se é excelente – é quase uma transposição do inglês para o português, fora que os nomes e amálgamas de difícil tradução foram enfrentados e vencidos. Eu poderia fazer uma crítica ou outra, mas só de detalhes bobos ou pontuais que não alteram em nada a compreensão da obra e a qualidade do trabalho.

E uma tradução excelente para o público luso, mas que não serve para o brasileiro. E é aí que entra a GRANDE lambança da LeYa.

Acordos ortográficos à parte, não tem como reduzir a língua falada no Brasil e em Portugal a um denominador comum. Já li bastante livros técnicos em português – a linguagem crua e formal, neste caso, não altera em nada a compreensão do texto. Mas quando entramos no contexto de narrativa e principalmente no de linguagem informal, as coisas começam a complicar. Já cansei de esbarrar com portugueses em redes sociais, que se esforçavam para “abrasileirar” o vocabulário e expressões para serem melhor compreendidos, assim como de precisar de um pouco de esforço para compreender textos informais vindos do outro lado do oceano.

E é por isso que uma obra ficcional fluida pode ter uma única tradução portuguesa, mas deverá ser adaptada para seu português específico.

E isso foi o que a LeYa NÃO fez.

A adaptação, no caso, foi passar as frases da segunda pessoa para a terceira, alterar os acentos de algumas palavras (“crónicas” para “crônicas”, por exemplo) e a grafia de outras (papoilas para papoulas) e está feito. Nada que um dia de trabalho usando o substituidor do Word não fizesse. Por que não fazer a adaptação integral do texto? O resultado é um texto que ainda está em português lusitano – e, consequentemente, que traz um formalismo totalmente alienígena à obra original.

(e isso porque nem mencionei pérolas como a “Ilha das Caras” (custa trocar por “Ilha das Faces” e evitar qualquer semelhança com a Ilha de Caras?) ou “o inverno está a chegar” (não está gramaticalmente errado, mas isso não é português brasileiro))

“Ah, mas isso é um problema tão grave assim?”. É sim.

O texto original é muito fluido e dinâmico. É mais formal do que o Gaiman (claro, gírias num romance pseudo-medieval estariam totalmente fora de lugar) e o vocabulário e escolha lexical são mais ricos do que a maioria dos romances young adult que dei uma passada de olhos – mas as palavras e expressões são simples e objetivas, ao contrário do Gleen Cook, por exemplo. O Martin não tenta emular uma “escrita antiga” (apesar de inserir palavras inusuais que dão a impressão de “passado”, mas não construções frasais inteiras que tentam soar a inglês arcaico), que é o que soa lendo o texto da maneira que está, mas sim contemporânea (na medida do possível para não descaracterizar, até tinha uma discussão num fórum gringo pelo fato dele utilizar a palavra “pants” e não “trousers”, que traria uma formalidade maior). E com essa tradução sem adaptação, isso se perdeu.

A falta de adaptação matou o espírito dinâmico da obra. Se o texto tivesse sido concebido como formal e para soar como inglês arcaico, tudo bem, mas não foi.

E isso é lambança, não tem outro nome. Os custos operacionais seriam tão grandes assim para o texto não ter sido adaptado? Creio que não, ainda mais sabendo que o lucro num mercado em ascensão e onde obras de fantasia começam a figurar na lista dos mais vendidos. Custava ter carinho e cuidado mínimos com o público consumidor e com a obra a ser traduzida/adaptada, ou qualquer coisa vende com o marketing adequado e que se dane a qualidade?

Estava muito empolgada com o lançamento. Empolgada mesmo. É uma das minhas sagas literárias prediletas, é um livro que acho que deve ser lido por qualquer um que deseja conhecer o que se produz de fantasia contemporânea, que queira estudar construção de mundo, personagens e história – e é uma diversão e tanto. É um livro que já cansei de recomendar aqui no blog, nas redes sociais internet afora e no boca-a-boca para meus amigos e familiares. Vi a capa, achei maravilhosa, fiquei feliz em saber que teria esse lindo livrinho em minha estante… Mas vi os primeiros capítulos no omelete e toda a expectativa se converteu em decepção.

“Nossa, Carol, mas o que você tem com isso?”. Livros preferidos para mim são como amigos queridos – e quem gosta de ver um amigo querido maltratado? Quem recomendaria um livro que teve sua característica original modificada para os amigos, sabendo que eles não terão a mesma experiência de leitura que você teve? E como ficar quieta quando trabalho com conscientização de consumidores nas horas vagas?

Leitores são consumidores e, como tal, merecem todo o respeito dos autores, editoras e livrarias e eu não me senti respeitada como consumidora neste caso. Eu iria comprar um exemplar para mim ^^ e vários outros para presentear amigos e familiares. Agora? Não sei mais.

E para você, leitor do meu blog, fica o recado: o livro vai sair em português, o preço tá bom, a capa tá bonita, ainda é um must read. Mas se você sabe ler em inglês ou espanhol, o preço do pocket importado não é caro (tá aproximadamente 20 reais na Cultura – e além de lá, você acha em qualquer livraria grande, como a Leitura ou a Saraiva) e você pode ler no original ou em uma tradução próxima do clima que o autor quis passar.

E com isso também, quero que a LeYa, quem sabe, tenha um pouco mais de consideração com seus leitores e com a tradução de A Clash of Kings, que deve sair lá pelo ano que vem. Será que dessa vez rola texto em português brasileiro?

***

EDIT DE 25/08: AQUI vai uma palavrinha de Jorge Candeias, o tradutor da série, sobre o assunto discutido no blog.

EDIT DE 26/08: A Leya se pronunciou pelo twitter sobre a polêmcia. Veja AQUI, no blog da Lidiany, o Game of Thrones BR.

EDIT DE 13/10: O leitor Jorge Rodrigues enviou uma mensagem ao departamento de marketing da Leya relatando o caso e recebeu a seguinte resposta:

Resposta do sr. Leo Dias do departamento de Marketing da editora Leya:

“Só para esclarecimento utilizamos a versão portuguesa por ter sido muito elogiada. Utilizamos o novo acordo ortográfico para fazer as adaptações tentado deixar o texto mais agradável possível para a leitura. Estamos tomando mais cuidado com o próximo livro que lançaremos ano que vem. Estou recebendo diversos e-mails como o seu e como em todos peço que se puder fazer a gentileza de nos apontar os “erros” ajudaria-nos a corrigi-los.”

Bom, acho que esse post é meio sobre isso, né?

O problema não é a qualidade da tradução. Ela é realmente ótima. É a inadequação ao local. E o mais importante, que é o que eu queria desde o começo com esse post, são duas coisas: 1) mostrar que nós, como consumidores, não aceitamos qualquer coisa – que editora não faz favor em traduzir livro, mas vende um produto; e 2) depois dessa conscientização, exigir que façam um trabalho melhor no próximo livro.

Além disso, “acordo ortográfico” não altera vocabulário. No Brasil meninos continuam sendo meninos, em Portugal rapazes continuam sendo rapazes. No Brasil o inverno está chegando, em Portugal o inverno está a chegar. E isso acordo ortográfico algum vai ser capaz de mudar – língua é construção e história, não canetada.

Fora que é muito fácil para a Leya jogar a batata quente para o tradutor. A versão portuguesa foi muito elogiada porque é boa mesmo, mas pela milésima vez, o problema não é esse, é a falta de adequação/identificação com o português brasileiro.

É isso.

Até a próxima, com um texto menos irado, espero!

Geralmente não peço para divulgarem os posts, mas deem uma forcinha de passar o link desse para seus contatos!

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135 Responses to A Guerra dos Tronos – Tradução, lançamento e crítica

  1. Lidiany says:

    Ana, sua crítica tem tudo a ver com a minha opinião.
    Eu virei uma fã aficcionada pela obra de GRRM. Estou tão viciada na saga que criei um blog com notícias e informações sobre ela!
    Mas não tenho palavras pra essa lambança da Leya.
    Primeiro a tradução ‘chupada’ de Portugal. Percebi isso logo no Prólogo, pelas falas de Ser Waymar Royce que parecem desconexas e sem sentido!

    Depois minha raiva aumentou mais ainda, fui na Saraiva e comprei dois exemplares do livro, após perceber que o livro seria dividido, fiquei com tanta raiva que cancelei minha compra. Não quero mais.
    Se for pra ler a versão de Portugal, eu compro a da Editora Saída de Emergência, pois mesmo com importação e frete ainda sai mais barato e eu posso comprar TODOS os livros publicados, ao contrário daqui, pois o resto só ano que vem =/

    Muita raiva é só o que sinto!
    Tinha divulgado a pré-venda do livro lá no blog, mas agora farei campanha contra o livro! o/

    • Ana Carolina Silveira says:

      Nossa, eu sou louca, maníaca e apaixonada pela série, tem uns cinco posts no blog só sobre ela (e ainda vou fazer mais porque tem uns aspectos interessantes que eu gostaria de escrever), insisto para todos os meus amigos lerem, sei de um monte de gente que se interessou pela série por ver aqui no blog e fiquei muito chateada com a tradução. Decepcionada, mesmo.

      Torço mais é que pra Leya tome um sustinho e dê tratamento melhor aos próximos lançamentos, isso sim. Parei de divulgar o lançamento, eu ia fazer um post comentando a tradução e adaptação mas esse serve, né? Vou só dar uma folheada por desencargo no livro quando chegar na livraria, mas depois disso…

      Uma pena, uma grande pena.

  2. Lidiany says:

    Esqueci de perguntar:

    O que você achou de Correrio e Rochedo Casterly?
    Eu fiquei indignada com isso! LOL
    o.O

  3. Como é? O livro vai sair dividido?

  4. Ana, a Rodrigues says:

    Opa, Lidiany. Explica isso: vão dividir mesmo? Mas falaram que não!

  5. Lidiany says:

    Eu tenho certeza que o livro vai ser publicado como em Portugal!
    Tinha comprado dois volumes, um pra mim e outro pra presente, mas de que adianta ler metade do livro agora e o resto ano que vem?
    Não tem nenhuma graça!
    Fiquei morrendo de ódio!
    Hoje mesmo vou fazer campanha contra lá no blog…

  6. Ana, a Rodrigues says:

    (E o Jorge Candeias deve postar essa semana o que aconteceu nessa adaptação/tradução, da qual ele não sabia. Seria bacana se parassem de chamar a isso de ‘boato’.)

    • Ana Carolina Silveira says:

      Eu quero atualizar o blog com o desfecho disso, mas primeiro quero ouvir do Jorge Candeias o que aconteceu. Até o fim da semana ele vai divulgar?

  7. Lidiany says:

    Pessoal, vcs acham msm que vão publicar um livro de 900 páginas no Brasil por 50,00???
    Eu tenho certeza que não! E pq eles não divulgam o tamanho do livro? E pq aquele livro UM na capa?
    Tudo muito suspeito! Eu só compro quando divulgarem que o livro está completo! Senão só ano que vem!
    Sou uma fã xiita! LOL
    Somente as pessoas que não conhecem a saga irão comprar esse livro, prevejo desastre!

    E que história é essa? O tradutor não sabia da publicação aqui não é? OMG!

    • Ana Carolina Silveira says:

      A informação que eu tive era a de que não iam dividir, mas agora já que não divulgam número de páginas em lugar nenhum só vai dar pra saber quando chegar nas livrarias, né?

      E sim, o tradutor português ficou sabendo junto com a gente que a tradução brasileira é a dele. Não quis tocar no assunto no post porque ele ainda não se pronunciou oficialmente sobre isso, então tou esperando para ver o que ele tem a dizer.

      • Lidiany says:

        Onde vcs viram essa notícia?
        Deve ter sido um susto e tanto hein?
        Tou louqinha pra saber o resultado agora!
        #fail!

  8. Lidiany says:

    QUE MARAVILHA!

    Piratearam a versão de Portugal?
    Muito lindo!
    Tomara que mudem mesmo!
    Fiquei curiosissíma agora com essa notícia!
    Pelo visto a lambança foi pior do que imaginava!

    Basta ver que nenhum livro vendido no Brasil por menos de 50,00 tem mais de 500 páginas, eu desconheço…

    Pelo visto a Leya começou com o pé esquerdo, tou achando que vou importar os livros da Saída de Emergência
    AUSHAUSHAHSU

    • Ana Carolina Silveira says:

      O que eu acho que aconteceu foi que eles negociaram os direitos diretamente com a Saída de Emergência e a editora esqueceu de comentar com aquela figura desimportante do tradutor, sabe? Tanto que dão créditos a ele na edição brasileira, mas ainda quero descobrir direitinho o que aconteceu.

      E isso do tamanho do livro, o O Nome do Vento tinha umas 550~600 páginas e saiu acho que a R$49,90, mas ainda tou tentando descobrir o tamanho do livro aqui.

      • Lidiany says:

        Quando descobrir me avisa que eu compro de novo…se tiver completo!
        Tadinho do tradutor…
        LOL

        -> O que você achou de Correrio e Rochedo Casterly?

      • Ana Carolina Silveira says:

        Ah, eu gostei de Correrrio e Rochedo Casterly até passa, mas dava pra forçar um Rochedo Castelar. O que eu não gostei mesmo foi Jon Snow ao invés de Jon Neve, assim o estigma some!

  9. LidianyCS says:

    Ah eu não queria Jon Neve não!
    Aí mesmo que eu não lia de jeito nenhum!

    • J.Paulo says:

      Jon Snow ficou muito melhor… alguns diálogos talvez terão que ser “adaptados” ou outra coisa, pois no segundo livro um dos personagens da PdN pergunta pro Jon o nome dele e ele diz: – Jon Snow.
      e o cara responde: – Um nome amaldiçoado…
      pelo simples fato de ter snow… o jeito é o original mesmo…

  10. Mariana Ferreira says:

    Eca! Odeio português de Portugal!

  11. Natânia says:

    A impressão que eu tenho, vendo a situação de fora, é o descaso da editora com o público e com ela mesma. Ao que parece, ela não fez uma pesquisa de mercado, que é crucial para qualquer projeto, muito bem feita e esmiuçada. Só que ela vai ter a resposta dessa falha em números, quando o burburinho em torno da tradução “porca” se espalhar e a arrecadação com as vendas não for a esperada. É torcer para isso acontecer de verdade e que os executivos da editora ao verem isso não desistirem de continuar com série, ao contrário, melhorarem nas próximas edições ou nos próximos volumes….

    (pôxa, eu até estava animadinha para comprar um, de tanto que você fala da série…)

    • Ana Carolina Silveira says:

      A impressão que me deu foi essa tb, da de falta de cuidado e análise, de achar que só o marketing já é capaz de vender qualquer coisa.

      E eu tb super quero que a notícia se espalhe para que entendam que nós, consumidores, não aceitamos e nem queremos aceitar qualquer coisa que nos empurrem, né?

      (e eu sei, você sabe meu grau de fanatismo contagiante ^^)

      • Lidiany says:

        EU estou espalhando a notícia aos 4 ventos.
        No twitter orkut, skoob e vou postar no blog sobre o tamanho do livro, assim que tiver a confirmação, mas até lá acho que vou falar mal da tradução estranha tb!
        =/
        Mto chato!!!

  12. raitoringo says:

    Pra mim essa tradução foi uma decepção enorme!!! Começando pelo título do livro. ¬¬”

    Esperar tanto pra saga ir pro Brasil e fazem isso…. que &%*!

    Quanto a tradução dos nomes de lugares e pessoas, desde que soe legal, e com sentido, não me importa traduzirem ao português(em espanhol ficou muito bom), mas tem coisas nesses capítulos que já saíram que achei ridículas. E se forem dividir o 1º livro em 2, vão dividir o 3º em quantos? 5? O_O

    Espero que a editora reveja tudo isso, e se for preciso até atrase o lançamento para fazer algo decente, acorde com a obra de Martin.

    bye! ^^

    • Ana Carolina Silveira says:

      Exatamente, concordo em tudo.

      E sobre dividir, fiquei sabendo por fonte confiável que o livro vai ter 600 páginas. Acredito que seja o volume integral, pois com a diagramação dá pra diminuir bem o número de páginas (e o paperback do primeiro livro tem pouco mais de 800 páginas), mas só vendo na livraria pra saber, né?

  13. Alvaro Silva says:

    ERA boato, então? A editora COMPROU os direitos de publicação da tradução do tal português? Gente, vamos aferir as coisas antes de sair detonando editoras e profissionais por aí. Deixem isso para os jornalistas.

    • Ana Carolina Silveira says:

      Eu, particularmente, não falei nada da relação entre tradutor e editora porque queria ouvir o que o Jorge Candeias disse sobre o assunto. Se você pesquisar, mesmo aqui nos comentários, disse que não iria tocar no assunto antes de saber dele o que tinha havido – e que achava que a negociação tinha sido entre as editoras, legalmente, e ele não tinha sido avisado. Até mencionei isso no orkut, lá na comunidade de fantasia, também já há alguns dias.
      Eu não divulgo fatos sem confirmação, agora se fizeram isso por aí – e não vi ninguém fazendo – que as pessoas respondam por seus atos.

      Mas que o Candeias só ficou sabendo que era tradutor da edição brasileira junto conosco, o público, não é boato, é FATO.

      • Ana Cristina, a Rodrigues says:

        Queria saber pq interessa tanto a alguns espalhar por aí que o FATO do tradutor desconhecer que era o seu texto a sair no Brasil é um BOATO.

      • LidianyCS says:

        Quem é que tá espalhando que é boato?
        Se ele mesmo já esculhambou a palhaçada da LeYa???

        O problema é que os blogs não sabem criticar as coisas, ficam apenas babando e dizendo nossa que lindo, que capa linda, que bom né, eles vão trazer o livro…

        Temos mais é que reclamar msm, afinal somos nós que vamos comprar um trabalho mal feito!

        =/

    • Lidiany says:

      A editora com certeza de alguma forma comprou o livro, ou então eles estariam pirateando o livro, concorda? Eu soube desse comentário aqui e daqui ele não saiu, pelo menos não da minha parte. rsssr

      Quanto a tradução está uma porcaria.

      E a editora está escondendo o número de páginas por que? Eu estou reclamando há mais de uma semana, pq eu não quero metade do livro agora e metade ano que vem, só isso.
      Agora se a Saraiva não responde meus emails, a LeYa não responde por nenhum meio de contato e eles colocam o livro PRA VENDER sem informar o TAMANHO, eu só chamo isso de DESCASO e irresponsabilidade.
      Comprei 2 volumes e cancelei, estou no meu direito, agora só compro depois que vir o livro pronto!
      Fiquei retada com a editora e acho que tenho razão e tenho o direito de detoná-la sim. Os jornalistas que puxem saco…UAHSAUSHAUS

  14. Lidiany says:

    Ah sim, só pra complementar, eu espero esse livro há muito tempo.
    Fiquei muito feliz quando soube que ele ia sair aqui.
    Queria emprestar pra um monte de gente, mesmo pq eu já li todos em inglês.
    Então eu estava com uma alta expectativa, pra o pessoal da editora vir fazer isso, achei uma tremenda safadeza, por isso não terei piedade, fal mal mesmo!
    E se vier pela metade eu não compro!
    Eu importo de Portugal, tá igual mesmo e sai mais barato!
    UASHAUSHAHS

  15. Luis Felipe says:

    Realmente a tradução ficou meia estranha, mas já havia lido as primeiras 22 páginas da versão em português de Portugal, então não estranhei muito. Gostaria de saber ler inglês, só para ter um gostinho do que o autor realmente escreveu – sei que algumas palavras mudam com a tradução e acho que talvez o sentido mude -, mas só sei o básico do inglês, o jeito vai ser comprar esse livro e ler ele. Mas apesar disso tudo, pelo que você escreveu, acho que, mesmo com a tradução estranha, vou lê-lo, pois parece ser bom demais.

    P.S:Se ficar com preguiça de ler, tenho um resumo: vou ler, mesmo com a tradução estranha.

    • Ana Carolina Silveira says:

      Esse livro é um dos que vale a pena ler mesmo, só espero que essa tradução estranha e problemática não te vença.

  16. LidianyCS says:

    Finalmente, postei lá no blog sobre a minha decepção com o trabalho da LeYa http://bit.ly/c0WTWV

    =(

  17. Li os livros em inglês e gostei bastante. Dei uma passada de olho no arquivo no Omelete quando saiu e já me incomodei no mapa, quando vi que tinha alguns nomes traduzidos e outros no original.

    Ou traduz tudo ou deixa tudo em inglês. Não dá para o mesmo texto ter Correrio e Winterfell. Particularmente, prefiro traduzido.

    Sobre o John Snow, preferia John Neve. O nome dele não é pra soar “cool”, ele é quase um xingamento, uma lembrança eterna de sua origem bastarda, nesse caso ficaria muito melhor John Neve. Todos os reinos tem sua própria versão de sobrenome para bastardos. Bom, espero que venha pelo menos uma nota de tradutor.

    Abraços,

    Lúcio

    • Lidiany says:

      Eu não gosto de Jon Neve, mas concordo que quem não sabe inglês não vai entender bulhufas, eu vou ter que explicar a minha mãe, por exemplo.
      Mas o tradutor disse que ficaria estranho alguém chamado Jon Neve no mesmo lugar que alguém se chama Baratheon e Targaryen, eu concordo com ele.
      Quanto a Correrio, eu ODIEI! E Rochedo Castelar??
      Queria tudo em inglês msm =/

      • TartarugaTouche says:

        no início eu apoiava essa ideia do Jorge Candeias, mas acho que os nomes bastardos podiam ser todos (e só eles) traduzidos.

        Quanto aos nomes das cidades, gostei das traduções. “Porto Real”, aliás, é mais bonito que “Terras do Rei (King’s Landing)”
        mas Winterfell deveria ser traduzido também. destoa muito.

        “Rochedo Castelar” nao tem lógica. Casterly é um sobrenome na história, por isso que é “Rochedo Casterly”

      • Em espanhol, Winterfell virou Invernália. Não é literal, mas pegou bem o espírito. Não seria ruim.

  18. Outra coisa. Por que “Crônicas do Gelo e Fogo” ao invés de “Uma canção de gelo e fogo” (no original era “A song of ice and fire”)? Parece que estão consertando o original… será que pensaram que o público brasileiro podia confundir e achar que era um livro de música?

    Todos os livros da série começam, no original, com o artigo indefinido “um” (“a”), “a game of thrones”, “a clash of kings” etc. Só no sexto livro que o autor muda isso e chama de “THE Winds of Winter”, isso será mais uma coisa perdida na tradução. Não entendo a opção nacional de título (que é a mesma da portuguesa) de definir “A Guerra dos Tronos”, isso vai contra uma claramente pensada do autor.

    Lúcio

    • Ana Carolina Silveira says:

      Tradução é um negócio complicado, porque não dá para agradar 100% todos os leitores. A coisa que mais ficou na minha cabeça para traduzir foram os nomes dos lugares, os apelidos (Kingslayer, p. ex., como fica? Gosto de Matarreis *-*), já que são todos amálgamas de palavras, o que faz sentido na construção de vocabulário em inglês ou alemão, p. ex., mas não numa língua latina. É aquela coisa: como fica?
      Não discordo de Correrrio para Riverrun, não consigo nem pensar numa tradução mais aproximada mas, por exemplo, adorei a edição em espanhol que traduziu Winterfell por Invernalia. Não dá pra traduzir literalmente para o português, mas dá para arranjar um nome bonitinho.

      E também acho que o Jon Snow deveria ter virado Jon Neve. Entendo o Candeias quando ele diz que não dava pra traduzir metade dos nomes e não traduzir a outra metade, mas especialmente no nome dos bastardos é como você disse, é como se eles fossem uma categoria à parte de pessoas, próximos às coisas, então os nomes de coisas soariam melhor se fossem mais claros (como Flores, Rios, Tempestade, Areia, Rocha, Lança…).

      Só que essa parte da tradução é aquela em que se discorda por estilística ou pelo costume, não é algo que esteja errado ou diminua o valor do traduzido.

      Quanto ao título, vejo mais pelo lado mercadológico. Por exemplo, o Bernard Cornwell, que vende bem pra caramba, tem umas três séries que se chamam “Crônicas de XXX”. Temos as Crônicas de Nárnia, as Crônicas do Matador do Rei… É uma tradição da nossa língua para nomes fantásticos, então acho válido. Em francês, por exemplo, a série não se chama nem Canção de Gelo e Fogo e nem Crônicas de Gelo e Fogo – se chama O Trono de Ferro. A mesma coisa é a Guerra de Tronos, apesar de desconfiar que a série da HBO aqui vai sair como Jogo de Tronos se tiver tradução. Vejo muito mais como o fator “mercado” do que o fator “adaptação” – e nesse caso, acho perfeitamente compreensível se for para atrair um público e vender mais.

      • Lidiany says:

        Quanto A guerra dos tronos, já disse mesmo que odiei!

        Eu sou defensora ferrenha da teoria da Canção de Gelo e Fogo e do mistério de Jon Snow (quem leu deve saber o que é ^^)

        Então pra mim mataram o livro com isso =/

      • Ana Carolina Silveira says:

        Bom, como os italianos diriam, traduttore, traditore (tradutor, traidor). De certa forma, traduzir é trair o sentido, pois não se tem como manter tudo o que o autor quis passar originalmente. A questão dos nomes, apesar de perder esse tom – mas mesmo Crônicas de Gelo e Fogo ainda continua sendo sobre o príncipe do gelo e a rainha do fogo, né? 😉

      • Lidiany says:

        Mas tem a música de Rhaegar… =(
        rsrsr

      • Luciopim says:

        Olá Ana,

        Também acho que mesmo termos “intraduzíveis” podem ganhar uma versão boa em português que expresse a ideia do original. Adorei Invernalia.

        Agora fiquei com uma dúvida, essa mistura de termos traduzidos e deixados em inglês já estava na tradução de Portugal, ou Leya Brasil voltou alguns termos para o inglês? Achei bem estranho ter Atalaia da Água Cinzenta e Guardamar ao lado de Winterfell e Karhold.

        Entendo a opção mercadológica por “crônicas” ao invés de “canção”, mas continuo achando difícil de engolir. No caso de “A Guerra dos Tronos” ao invés de “Um Jogo de Tronos”, continuo não vendo muito sentido . Já é difícil vermos obras boas de fantasia saindo em português então não vou esquentar muito…

        Lúcio

  19. Lidiany says:

    O povo agora quer dizer que até o capítulo publicado pela LeYa era boato!
    Vê se pode???
    http://bit.ly/adXW1V

  20. Pingback: Meia Palavra » Blog Archive » A polêmica sobre A Guerra dos Tronos no Brasil

  21. raitoringo says:

    O correto seria deixar essa versão portuguesa de lado, pegar a inglesa, pegar um tradutor, ou mais, brasileiros, e começar do zero!!

    Quando vi as traduções dos nomes nos mapas quase chorei de desgosto T_T Dos personagens então nem se fala… mas Jon Neve ficaria melhor sim. Tinham que traduzir todos os sobrenomes dos bastardos.

    Sempre chamarei essa saga de “Canção de Gelo e Fogo” por mais que teimem em colocar “Crônicas” ¬¬

    • LidianyCS says:

      Tb acho que deveríamos ter uma tradução brasileira do original.
      Até parece que o livro tava escrito em russo par dar tanto trabalho assim pra traduzir.
      O povo do orkut fazia uma tradução brilhante desse livro em menos de um mês.
      Sabe o que é isso? canguinhagem…

      E sobre os nomes eu não queria as traduções não =(
      Mas isso, acho que vai de cada um né?

      E eu quero uma Canção de Gelo e Fogo sim
      =(
      Não sei pq….

  22. LidianyCS says:

    Sim, quanto ao tamanho do livro, parece que não vai ser dividido não.

    Lá no PDF diz que o livro tem 592 páginas.

    Então deve tá completo!

    \o/

    Pode tá ruim, mas tá completo!!!

    \o/

  23. Pingback: O editor cenossão, o caso LeYa e o (des)acordo ortográfico (3) « Tradutor Profissional

  24. Pingback: “Adaptação” de tradução da Editora Leya para “A Game of Thrones” | Catálise Crítica

  25. PH says:

    Pessoal, sei não…

    No Site da Saraiva fala que o livro possue dimenções.

    Altura: 24 cm.

    Largura: 17 cm.

    Profundidade: 1 cm.

    Que coisa mais estranha!!! parece meio disproporcional… mas o que mais me chamou atenção é a profundidade de 1 cm !!!

    Posso estar enganado, mas um livro que possue uma grossura de 1 cm não me apresenta nem longe ter 592 páginas!!!!!

    Sei não… isso tá estranho !!!!

  26. Luciopim says:

    Acho bem improvavel que tenha sido dividido. Não temos essa tradição de dividir livros aqui no Brasil. Em Portugal, eles dividiram e deram um novo nome para cada parte do livro, na capa da edição brasileira não tem isso. Deve ser erro de cadastro da Saraiva.

  27. Magnólia says:

    Enviei o link do teu blog pra Editora. Falei que todos estamos indignados! Seria bom se várias pessoas entrassem em contato com eles pra ver se ainda dá tempo de corrigir a falha! 😦

  28. LidianyCS says:

    Olhem só como a Leya é nojenta!!

    Isso só me dá nojo!
    Estou com uma vontade danada de não querer ver esse livro na minha frente!!

    Quer dzr que se for post puxa-saco eles até dão RT
    Já vi 4 blogs falando mal do livro, fora tweets, orkut e skoob eles retwitam ISSO?

    Lamentável, FAILLLLLLLLLLLL

    • Ana Carolina Silveira says:

      Ah, eles não dariam RT num post que detona o trabalho deles, né? Até aí estão cumprindo o papel deles, nada além do esperado.

      • LidianyCS says:

        Eu fiquei tão retada que trolei a LeYa lá de novo!
        AUSHAUAHSUASH

        =/
        tadinha da menina, nem deve tá sabendo de nada
        UASHAUSHAUHS

        LeYA FAIL!

        =(

        Acho que devíamos escrever pra Martin
        UASHAUSHAHS
        vamos fzr uma petição on line???

  29. raitoringo says:

    Fazemos um abaixo assinado demonstrando nosso descontentamento e enviamos pra editora, se não resolver nada, enviamos pro próprio Martin… huahauhahuah… Daí pra boicote é um pulinho ^^

    Por que eu não penso comprar o livro como está, e que me perdoe Tyrion!

  30. Super concordo com você. Além das obras demorarem a chegar ao Brasil ainda vem cheia de Lambanças como você falou. Esse tipo de coisa não ocorre só com a Leya, mas também com outras editoras citando aqui a gigante Harlequin. Realmente é muito chato ler livros numa linguagem que não é a corrente no Brasil todo o formalismo lusitano em nada condiz com o modo de falar e escrever no Brasil.

    E nós como maior país de língua Portuguesa do mundo, hoje exportamos modo de falar e não mais importamos lusitanismos. É mais fácil a um lusitano compreender o português do Brasil do que nós entendermos o dele.

    As vezes também acho que o problema seja que os tradutores fazem os textos de forma mecânica, diferentemente de nós leitores de imergirmos na leitura.

    Cada dia mais opto por ler na língua original ou até mesmo ler alguma traduções feitas por fãs.

    Fora essas lambanças de traduções capengas, ainda tem-se o péssimo hábito no Brasil de se mutilar livros ou de se suavizar a linguagem empregada pelos autores.

    As editoras brasileiras ainda são muito “puritanas” ou “falsas moralistas”, pois sempre suavizam palavrões, palavras picantes e de baixo calão usadas pelos autores, isso quando não corta as cenas de sexo. Acho que se eu estou lendo uma tradução, eu espero que ela seja fiel ao original.

    Além do Brasil ser um país onde é muito caro se ler, ainda temos esses agravantes para desestimular.

    • Ana Carolina Silveira says:

      Engraçado que a Leya e a Harlequin são de grupos internacionais e começaram a publicar no Brasil recentemente. Coincidência? Acho mais desrespeito com o consumidor, aquela crença de que ele vai comprar qualquer coisa que você for vender e fim.

      Mas não acho que todas as traduções sejam ruins, tem algumas maravilhosas e irretocáveis no mercado – e mesmo outras não tão boas assim mas que se salvam porque o tradutor se esforça. E vejo mais alívio em palavrões em filmes do que em livros, ainda mais quando se considera público-alvo e coisital – como o famoso caso de Harry Potter, imagino que você esteja com essa tradução na cabeça.

      Mas é complicado, parece que no Brasil temos alergia a trabalho bem-feito…

  31. LidianyCS says:

    Tem tanto tempo que eu li HP. O que foi que mangueram nele? Nunca ouvi falar, só li o último livro em inglês e foi justamente o que eu odiei (por causa do final)

    Eu tb acho que o fato da LeYa ser internacional demonstra ainda mais falta de respeito com o consumidor brasileiro. Nós não falamos a mesma língua que em Portugal.
    Os americanos e ingleses tem versões diferentes dos livros? Mas não falam a mesma língua? Não, todo mundo sabe.
    Brasil é terra de ninguém =/

    • Ana Carolina Silveira says:

      Tinham uns palavrõezinhos lá, umas expressões mais duras e deram uma afinada. Mas diz que tem bastante divergência entre o original e tradução em nomes, termos e tal… Pelo que eu lembre é isso, pq participei da discussão mais “por cima”

      • Elton says:

        A série Harry Potter teve um único palavrão em todos os sete volumes: “you BITCH” no último, proferido por Molly Weasley. Não li a tradução (comprei os originais a partir do quarto), mas esse fato foi enaltecido em crítica do Stephen King, à época, justamente pela força conferida à expressão pela ausência de qualquer outra na história. Aliás, o trabalho da edição brasileira é elogiadíssimo, até mesmo pela J.K. Rowling.

      • Não acompanhei de perto qual foi a reclamação da tradução do Harry Potter, mas pelo que me lembre, teve muito a ver com a tradução dos nomes – e tem todo um histórico da tradução de nomes de personagens em livros infantis, nunca vi ninguém reclamando de Lúcia, Susana, Pedro e Edmundo por aí, por exemplo 🙂
        E esse palavrão, na hora que é dito, no contexto onde é dito, é muito forte mesmo, compõe o que está acontecendo. Achei bem legal no filme terem reproduzido a cena, tb.

  32. Jorge Rodrigues says:

    Olá Ana, boa tarde!

    Entrei na semana passada para comprar um livro e me deparei com a belíssima capa do livro a Guerra dos Tronos. Mas lá pela página 8 me deparei com o “Ah, pois…”. Achei estranho e fui buscar resenhas a respeito do livro na Internet. E todos reclamam muito da adaptação. A pergunta que te faço é: A adaptação ficou tão ruim assim a ponto de não valer a pena comprá-lo? Estou reparando que, ao menos nos sites, estão dando descontos de até 20% sobre o valor. Será que é em decorrência destas críticas! Obrigado!

    • Ana Carolina Silveira says:

      Oi, Jorge, tudo bom?
      Se você lê em inglês, vale mais a pena ler o original. A grande maioria dos livros vale mais a pena ler o original, na verdade, mas esse, por causa da tradução, é um caso de se recomendar enfaticamente ler no original se houver a possibilidade.

      Agora, se você não lê inglês, a tradução em português é legível. É até muito boa, só não está em português brasileiro. E português luso é compreensível, apesar de causar um baita estranhamento até a cabeça se acostumar.

      E os descontos não devem ter muito a ver com o livro não, geralmente é estratégia de divulgação da editora e de vendas das lojas. Infelizmente não temos esse poder, apesar de que eu queria fazer minha voz ser ouvida para que façam uma tradução local do livro 2.

      • Jorge Rodrigues says:

        Tenha certeza que será… E obrigado pela resposta! Concordo plenamente. E foi um post maravilhoso!

  33. Jorge Rodrigues says:

    Resposta do sr. Leo Dias do departamento de Marketing da editora Leya:

    “Só para esclarecimento utilizamos a versão portuguesa por ter sido muito elogiada. Utilizamos o novo acordo ortográfico para fazer as adaptações tentado deixar o texto mais agradável possível para a leitura. Estamos tomando mais cuidado com o próximo livro que lançaremos ano que vem. Estou recebendo diversos e-mails como o seu e como em todos peço que se puder fazer a gentileza de nos apontar os “erros” ajudaria-nos a corrigi-los.”

  34. Rune says:

    existe a possibilidade de lancarem uma versao nova revisada? senao parto logo pra versao em ingles mesmo

  35. Michelli Fitz says:

    Poxa, não gostaria de Jon Neve não.. ai que ia achar mais avacalhado do que nunca. Prefiro quando mantem-se os nomes originais de pessoas e lugares, como Winterfell, e só os extremos que necessitam de uma explicação, serem adaptados. No mais, acho que se a gente der tanta importancia assim a traduçao sempre vai achar coisas pra criticar. O negócio é tentar se divertir.
    Mas sem Jon Neve D:

    • Ana Carolina Silveira says:

      Acho que o problema no caso passa por outro lugar, como já disse…

      Mas costumo não ser chata com tradução, prefiro ler, relaxar e curtir, desde que a coisa não fique bizarra demais 😛

  36. Jorge Rodrigues says:

    Depois de ler muitas críticas a respeito, comprei o livro mesmo assim… Eu esperava algo muito estranho… Mas não é… A leitura é mais cadenciada… Neste caso não sei se por culpa da tradução ou do autor… Mas tirando umas e outras palavras, frases… O livro é muito..muito gostoso de se ler!

  37. Luiz Gustavo says:

    O “problema” da tradução não me atrapalhou em nada.
    Estranhei no início mas rapidamente me adaptei.
    A narrativa ainda é genial e a história ainda é viciante.
    No final, é isso que importa.
    O resto é conversa pra pseudo dormir.

    • Ana Carolina Silveira says:

      Claro, o que importa é a diversão, gostar do livro e tal.

      Mas se você aceita qualquer produto de qualquer jeito…

  38. Bianca says:

    A tradução tbm ñ me atrapalhou em nada, embora adoraria ter lido o livro com a mensagem q o autor quis passar.
    Eu gostaria mesmo era de saber quando A Furia dos Reis vai ser lançada aqui, e se tem os livros para download (portugues ou espanhol).
    Obrigado ;*

    • Ana Carolina Silveira says:

      Então, não é que atrapalhe a ler, mas não é bem *isso*, e podia ter sido feito de forma melhor…

      A Fúria de Reis deve sair no começo do ano que vem, pelo que eu sei. E não sei onde você arranja downloads, porque não baixo livros 😛

  39. Bianca says:

    É, eu entendo o seu ponto de vista. De fato podia, como já disseram antes: sempre na tradução acabamos por perder alguma coisa.
    Infelizmente não sei ler em ingles…
    Bom, vou ter que esperar até ano que vem. Isso vai ser penoso. Odeio esperar =/. Eu só achei em ingles.
    De qualquer forma, obrigado pela ajuda =D

  40. Hamiton says:

    Caramba, pensei que encontraria uma tradução lixo e não suportaria ler o livro, mas encontrei algo bem diferente. A leitura está tranquila e a partir do terceiro capítulo eu mal notava algo de diferente.

    Pessoal, não é que devemos comprar um livro ou um produto sem qualidade, mas devemos incentivar as obras de fantasia e ficção científica aqui no Brasil. Só assim (comprando) veremos todos aqueles livros especatulares ( Duna, Asimov) serem lançados em solo nacional, e com o mercado reagindo os engravatados da Leya e outras grandes editoras deverão investir mais nos tradutores e na qualidade de suas traduções.

    • Ana Carolina Silveira says:

      Concordo, mas se consumirmos quietos e sem reclamação as coisas nunca vão mudar, nunca vamos ser vistos…

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  43. Estou adorando o livro! A tradução e os problemas inerentes a ela não chegam a macular meu fascínio pelo texto. Até tinha feito comnetários sobre isso no meu histórico de leitura no Skoob. Não imaginava, contudo, que este problema já tinha assumido tamanha proporção. Mesmo assim, aconselho o livro a quem quer ler uma saga absolutamente fantástica (com trocadilho e tudo). Os mecanismos de tradução não são tão impostantes assim. Dá pra enteder legal, sem problema.

  44. Ryuuzaki says:

    Na tradução Alcool (ou bebida alcoolica, não lembro bem) estava como espirito. Aí o livro dizia que as pessoas cospiam espiritos uns nos outros… Me pergunto quantos entenderam o que a passagem dizia…

    • Ana Carolina Silveira says:

      Então, são coisas assim, não é que seja ilegível, mas o trabalho foi muito malfeito…

      • J.Paulo says:

        Traduzi e coloquei em um Mp4 pra um amigo meu ler em português o capítulo com POV do Davos em que Sor Cortnay Penrose aparece…
        Já havia lido o livro ( a tradução brasileira ) e acabei usando a mesma linguagem… ” ornamentados”, ” ostentar”, etc… e ele entendeu e gostou muito… já pegou o livro emprestado e está gostando dele…
        Parece até que é uma espécie de guerra… a tradução não ficou ruim, sim eles parecem ter simplesmente usado a tradução portuga e “acertado” certas coisas mais gritantes mas deveríamos dar certo valor… o livro está até mais barato do que achei que ficaria quando soube que seria lançado no Brasil…
        Mas valerá a pena esperar, muitos personagens legais nos esperam no segundo livro… ” É da justiça de sua causa que duvida, meu senhor, ou da força de seu braço? Está com medo que eu mije em sua espada flamejante e apague-a?”
        huashuasuhsuhsauhuashusahuahuashusahuashuhushsaushu

      • Ana Carolina Silveira says:

        Às vezes eu acho que deveria parar de escrever o blog e começar a desenhar gráficos, mas enfim…

        Acaba que cada um tem sua opinião no fim das contas, mas mantenho firme na minha. O problema não é só a tradução, não se limita ao texto, mas ao tratamento do original, o desrespeito ao público e à língua e a postura da editora de querer deixar passar isso.
        E claro, o de dar à série um tom formal que ela não tem.

    • Ana says:

      Destilados também são chamados de spirits em inglês.
      http://en.wikipedia.org/wiki/Distilled_beverage
      “A distilled beverage, liquor, or spirit is an alcoholic beverage containing ethanol that is produced by distilling…”

      Realmente não foi uma boa tradução. A gente encontra o significado dessas coisas com uma simples pesquisa no google, mas, considerando o trabalho porco que fizeram, claro que não iam se preocupar com o significado de uma palavrinha (que terminou afetando o significado).

  45. Pingback: A Fúria dos Reis – Tradução, lançamento e crítica | Leitura Escrita

  46. Quem se prejudica? A gente.

    • Ana Carolina Silveira says:

      Pois é. A editora lucra, já que gastou menos com a tradução (comprar uma e muito mais barato do que fazer do zero) e que nós vamos comprar do mesmo jeito, seja como fãs ou seja como curiosos, e nós, os leitores, é que temos o trabalho malfeito nas mãos. Por isso é que temos de reclamar e nos fazer ouvir, se não cobrarmos respeito, quem nos respeitará?

      • J.Paulo says:

        Muito triste essa crítica…
        Gente a “tradução” não matou a série, tampouco o clima antigo dela…
        Só que não é Pt-Br… Só isso… Cara se é patriotismo eu não sei…
        Mas não ficou ruim… eu sinceramente só não pude compreender a princípio o apelido do Jaime ( estou muito ancioso pelo terceiro e quarto livro onde o Jaime se torna um dos personagens mais legais ) que no caso da tradução é Regicida… eu pesquisei e descobri que recicídio é o ato de matar um rei… Simple like that…
        já o apelido do Sam: Slayer… eu não sei se deixarão Matador, ou sei lá o que…
        Usar “dar-te-ei a carta…” ou ” mate-a” eu sinceramente acho ( e minha ex-professora de Português também ) que deixa o texto mais belo… mas nenhum brasileiro os usa hoje em dia… mas É Pt-Br… A horse… kkkkkkkkkkkkkkkkk
        ( nunca duas palavras tinham feito eu rir tanto )

  47. Tava lendo o livro ainda agora, só pra constar, vim no google saber se eu era a única a achar estranho demais o que tava escrito. Daí achei o blog. Pô, é revoltante.

  48. Pingback: A Guerra dos Tronos! « Blog do Sardim

  49. Dido says:

    Hum, comprei o primeiro livro no começo desse ano… e, enfim, não li todos os comentários (fiquei com preguiça), mas a tradução esta bem brasileira.
    *”inverno está a chegar”, bem, quando li nessa edição que comprei, estava “o inverno está para chegar”… Então acho que a LeYa está modificando o livro – pelo menos espero que sim.
    Att.

    • J.Paulo says:

      É isso mesmo que eu estou falando…
      No caso dos lemas ficou uma escrita mais “rebuscada”, houve variações dentro do próprio livro como:
      O inverno está para chegar, o inverno está chegando… houve ambas…
      Eu choraria se eles tivessem colocado “A fúria é nossa” no lema dos Baratheon… “We do not sow” ficou perfeitamente igual:
      “Nós não semeamos”…
      E no caso de traduzir o nome dos bastardos a editora acertou novamente, se eles traduzirem o sobrenome do Davos eu choro…
      Seaworth… ” valor no mar”?, “mar de valor”? apesar de não ser um nome de bastardo… ah sim! os próximos livros trarão os mapas de Westeros com o resto dos lugares?
      Eu quero ver o que eles farão com BlackWater… Green-aplee Fossoway… BrihtWater… e com os apelidos de Arya… ashashuasuhhsu

  50. Pingback: Papo na Estante 25 - Blogs Literários e seus efeitos no Mercado Editorial | Papo na Estante | O Nerd Escritor

  51. César Miranda says:

    Ola, Comprei o Livro sem saber desses “detalhes”, começei a ler agorinha mesmo e estou no 3º capitulo ate que estou gostando…
    Penso assim: Sobre a tradução não dava esperar que seria “bunitinha” (se é que me intendem), mais o que estou querendo saber mesmo é se o 1º Livro: Guerra dos Tronos: Cronicas de Gelo e Fogo, foi mesmo dividido em 2?

  52. César Miranda says:

    Ufaaaaa!!! Fiquei aliviado com a noticia…shaushaushaushausahu
    Ha; vc mencionol o livro 2: A Furia dos Reis; entao ele ja foi lançado?
    E sobre o filme do livro 1 tem alguma noticia???

    Obrigado pela atenção…

  53. Pingback: Game of Thrones – o seriado – HBO | Leitura Escrita

  54. Pingback: A Game of Thrones | Comic City

  55. Pingback: Lançamento: A Tormenta de Espadas – George R. R. Martin | Leitura Escrita

  56. Pedro says:

    So tenho duas coisas a dizer sobre esse artigo: “Bah-Bah” e “-.-”’. Completamente desnecessario.

  57. Pingback: As crônicas de gelo e fogo – George R. R. Martin « Medo de Spoiler

  58. Jéssica says:

    Essa Leya só me causou desgosto, desde sempre.

    É ela a responsável pela edição mais ridícula de O Morro dos Ventos Uivantes em solo brasileiro, cujo design de extremo mau gosto é até importado. Pra completar, a tradução é tão vergonhosa quando essa. Revoltante.

    Parabéns pela crítica, pela lucidez e pelo embasamento linguístico. Por mais traduções de qualidade e menos lambança, como você disse, no mercado editorial brasileiro.

  59. Pingback: Anônimo

  60. César says:

    façam assim, comprem a adição em ingles… e leiam como foi escrito, e se puderem entender o que esta escrito ao mesmo tempo ótimo….
    Não me dei ao trabalho de ler tudo o que vcs escreveram, pq é muito barulho por nada…
    Os livros são ótimos, esta faltando 1/3 para terminar A Tormenta das Espadas… são mais de 800 paginas e paguei 32,90 no livro… e se custasse 60 reais ainda seria pouco pela qualidade da obra… As capas feitas até o momento são perfeitas e passam todo o clima da obra sem mesmo vc precisar abrir o livro…
    Li sem indicação nenhuma, conheci por acaso e fui pesquisar… acabei caindo aqui… A seria é pobre pelo fato dos cortes, perde-se muito da rica narrativa que GRRM faz, mas ´pra quem tem preguiça de ler é um incentivo para cair de cabeça nos livros… Aguardando O Festim dos Corvos mês que vem…
    Mas na boa, voltando ao foco, deixa de besteira… só por que mudaram alguns nomes nao quer dizer que a historia perder o sentido… Se vc entra de cabeça no livro ( e vai e volta no metro 2 vezes pq esta tão centrado na historia que esquece de descer ) nao vai ligar para Correrrio ou Rochedo Casterly…

  61. Bruno says:

    Comecei a ler agora o primeiro volume, pela versão brasileira. Não passei da metade do prólogo, pelos exatos mesmos motivos descritos no blog. Meus comentários foram idênticos: a tradução “original” é, sim, excelente, e isso percebe-se de imediato, mas o texto não tem a fluidez que esperamos com o texto adaptado corretamente para o português falado no Brasil. Comprei o livro original na Amazon, em sua versão Kindle, e me impressinou a velocidade com que tenho lido e a fluidez do texto em si.
    Realmente uma pena o que fizeram nesta edição brasileira…

  62. Pingback: A Dança dos Dragões – George R. R. Martin -Tradução, lançamento e crítica « Leitura Escrita

  63. Pingback: A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo e Fogo « Aielicram

  64. Luiza says:

    Galera estou fazendo uma análise comparativa das traduções de língua portuguesa deste livro, elaborei uma pesquisa para utilizar os dados no meu TCC da pós graduação que faço em tradução, quem puder por favor responder, está aqui neste link:
    https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dEdQbXE3QV9pYjBMNW5VZWhmTm1UR3c6MQ

    é muito rápido, só tem uma questão aberta, e a participação de vocês fará toda a diferença, se já leram respondam, se não leram compartilhem com amigos do facebook, sempre aparece alguém que leu, muito obrigada!!!

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