Eragon – Christopher Paolini

Tenho pé atrás confesso com modinhas, ainda mais quando escuto opiniões divergentes e a própria proposta da coisa não me chama a atenção. No auge do Harry Potter, muito se questionou qual seria seu sucessor. Um dos “prováveis sucessores do Harry Potter” da vez foi Eragon – que saiu no Brasil mais ou menos na época em que foi anunciado a produção de um filme baseado na obra.

A história simplesmente não me interessou a princípio e continuou a não me interessar. Sempre torci o nariz, achando que não seria uma história de meu agrado, que o tempo gasto para lê-la poderia ser investido de maneira mais útil lendo coisas que fossem mais ao meu gosto. Só que alguns amigos, surpresos por eu ter lido Crepúsculo – e não desgostado -, alguns até com experiência de leitura, me disseram: “Por que não ler Eragon? É divertido e descompromissado – e mais satisfatório do que Crepúsculo”. Um dia, passeando pelos sites online, vi uma oferta imperdível: a saga inteira por R$29,90. Pareceu um preço justo pela curiosidade, então encomendei.

Resolvi ler Eragon, o primeiro da saga, de coração aberto, não esperando uma obra genial e revolucionária, mas diversão leve e despretensiosa.

Então comecei a ler a história de um mundo onde humanos, elfos (que vieram do… oeste, oh god), anões, orcs e nazgûls urgals e raz’acs convivem entre si. O mapa traz indicações a lugares como Eldor, Ardwen, Melian… Bom, sinto que já ouvi algo parecido em algum lugar, alguma vez…

Este é o mundo de Alagaësia, onde um anel foi forjado e agora precisa ser destruído nas montanhas de Mordor anos atrás, havia uma ordem de cavaleiros jedi místicos que controlavam seus dragões, detentores de um grande poder. Só que um destes cavaleiros, Galbatorix, perdeu seu dragão e, com a ajuda de um desertor, eliminou todos os demais cavaleiros-dragões, tornando-se o Imperador tirânico e despótico.

(a partir daqui, spoilers, ok?)

Entretanto, alguns ovos de dragão escaparam do massacre e um deles conseguiu ser enviado para um lugar seguro. Eragon, um jovem garoto órfão, criado pelos tios em uma fazenda, que desconhece seu próprio passado, encontra o ovo, que choca, revelando a existência de Saphira, uma dragoa azul que acabou de nascer mas tem personalidade de adolescente. Suas mentes se ligam e Eragon é revelado como um cavaleiro-dragão, o primeiro em séculos.

Então, guiado por Brom, aparentemente um bardo, mas um mago experimentado e repleto de conhecimentos, começa sua jornada do herói através do mundo de Alagaësia, para se encontrar com os Varden, uma facção rebelde que desafia o Imperador.

Lá pelas tantas, o destino de Eragon se cruza com o de uma bela princesa elfa que está aliada aos rebeldes. Acaba ganhando um aliado amigo, que o salva de poucas e boas, e acabam formando um trio até encontrarem o QG dos Varden.

Murtagh, o amigo (?) de Eragon, ressalte-se, é emo sorumbático, com dificuldades de relacionar-se ou relaxar, sendo perseguido por seu sharingan por sua origem. E, claro, Eragon e Arya, a elfa, se apaixonam, o que nunca é fácil nessas circunstâncias

E assim começam as aventuras de Eragon, cavaleiro dragão, no primeiro livro de sua (NOSSA, JURA?) trilogia. Ok, não é uma trilogia, virou tetralogia, jocosamente uma trilogia de quatro.

Toda a parte anterior dessa resenha foi para apontar, de forma irônica, sarcástica e ácida o que considero o maior e principal ponto fraco do livro: ele é um amálgama de várias sagas famosas. É quase um Senhor dos Anéis encontra Star Wars, com uma boooa pitada dos dragões de Pern por cima (que é uma série que nunca saiu no Brasil mas é um grande sucesso nos EUA).

Para deixar bem claro aqui: eu não chamaria de plágio, pois os elementos de várias histórias estão misturados entre si e não há cópia de nenhuma delas. Mas, também, não há nenhuma originalidade, nenhuma criação em cima de fórmulas já conhecidas, testadas e aprovadas. São elas reunidas, batidas no liquidificador e servidas ao público. É uma espécie de “roteiro-miojo” – bem menos complexo do que o arroz-com-feijão, só jogar a jornada do herói na água por três minutos e pôr temperinhos por cima.

A jornada do herói, ou monomito (algum dia volto ao tema com mais calma), é um roteiro basilar para se contar uma história e muito está relacionado ao processo de crescimento pessoal do indivíduo, mas colocá-la da forma mais linear possível em uma história, de forma que dê para identificar facilmente cada uma de suas etapas, está para lá de batido. É uma maneira fácil e prática de montar uma história, sim, quase com o preenchimento de lacunas, mas não traz nenhuma surpresa para o leitor com algum experimentalismo.

O que é outro ponto importante: eu não sou da faixa etária planejada para o livro, de jeito nenhum. Mas daí lembro que li o Senhor dos Anéis com 15 anos, sem maiores problemas – e, antes disso, já tinha lido Admirável Mundo Novo ou a Odisseia. Tudo bem, eu reconheço que essa é a exceção e não a regra, mas fica complicado não comparar Eragorn com toda a minha carga anterior de leitura – e que a total falta de originalidade do roteiro salte aos olhos.

O que é uma pena, porque a prosa do autor é até gostosa de se ler. Imagino o que ele faria com uma história que fosse um pouco mais dele…

E aqui outro ponto de esclarecimento: como já disse, a jornada do herói é uma das formas mais clássicas de se contar uma história. Há quem diga, inclusive, que todas as histórias já foram contadas. Não estou pregando aqui uma originalidade total – difícil, quase impossível, somos humanos, se formos buscar, todos os nossos dilemas possuem a mesma raiz – mas a utilização de elementos clássicos de uma forma original, de uma maneira nova. As próprias comparações que saltam aos olhos quando se lê Eragon: Star Wars não é um primor de originalidade, mas conseguiu reunir elementos antigos em algo novo. Mesmo o Senhor dos Anéis: trata-se de um paradigma do gênero fantástico, mas algumas das referências são óbvias (como O Anel dos Nibelungos, p. ex.). E, nunca é demais ressaltar, toda obra parte de uma série de referências anteriores – mas para que ela se torne algo novo, deve transcendê-las.

Eragon é um livro divertido, bom para passar o tempo, de leitura rápida. Há alguns problemas de suspensão da descrença – mais para o final, principalmente. Eu deixei de levar o livro a sério depois de uma passagem em que os personagens atravessam um deserto durante o dia (!!!) e praticamente a jato com seus cavalos. Um pouco de lógica básica, no caso, não faria nenhum mal à trama.

Outro ponto é que, pelo menos para mim, Eragon, Saphira e amigos próximos nunca estiveram realmente em perigo – exceto aqueles que, para qualquer um que já viu Star Wars, precisam ser eliminados para o bem da história. Essa sensação de que não interessa o que aconteça, o personagem vai se dar bem – não estou nem falando de morte, mas de ver planos darem redondamente errado, de perigos iminentes, de separações dolorosas, de ver o personagem “por baixo” para poder se reerguer.

Enfim, valeu a leitura, foi leve e divertida. Mas a satisfação foi a mesma de almoçar um miojo porque não tem mais nada em casa…

(e um p.s. inevitável: lá pelas tantas tem um figurante chamado Korgan. Não pude deixar de imaginar Aragorn, filho de Arathorn, herdeiro de Isildur, Elessar, de espada na mão dizendo “there can be only one“).

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32 Responses to Eragon – Christopher Paolini

  1. Berthier Jr says:

    Ana Carolina:
    Gostei muito de sua crítica, e veja, sou leitor da tetralogia e até gosto muito da mesma, mas sua crítica não se baseia no que ouviu dizer, e sim em uma leitura do livro.
    Sei que a história tem seus muitos, diga-se de passagem, problemas, mas se você é jovem está buscando algo de leve para ler, é uma boa leitura, muito melhor do que Vampirinhos emos, que brilham ao sol, veja, posso falar isso, pois li esta tetralogia também.
    No mais boa crítica, espero ler as criticas de Eldest e Brisingr, já que você comprou todos.
    Abraço.
    Berthier Jr.

    • Ana Carolina Silveira says:

      Obrigada pelos comentários 🙂

      A única comparação com Crepúsculo possível no momento é a faixa etária do público-alvo e ter se tornado pop. Mas pretendo ler os outros dois livros que tenho aqui e depois dou meus comentários 🙂

    • talkativebookworm says:

      Tsc, a pessoa com 48 anos na cara vem dizer que ‘se você é jovem’, ninguém merece. 😛

      Essa coisa de ‘menos pior’ é triste. Eu sinceramente prefiro ler algo melhor a menos pior!:D

      • Berthier Jr says:

        Não tenho 48 anos, tenho 38, só uma década de diferença, mas leio de tudo, oas 12 lia Isaac Asimov, leio Stephen Hawking, e leio Vianco também, o que me importa é ter um livro nas mãos.
        E você que me critica pela minha idade, critica seus livros pela capa, ou nem lê, só pelo que os outros comentam.
        Pelo menos eu li, e posso realmente criticar.
        E você, acha que a idade é referencial para saber o que é bom ou ruim?
        Se toca.

  2. O problema é que o autor é um adolescente com “paitrocínio”. Com o tempo ele pode amadurecer e virar um bom autor, mas de um garoto o que a gente espera é que o primeiro livro seja um amontoado de referência de suas leituras.

    De qualquer forma, seus comentários só reforçam minha vontade de não ler o livro.

    • Ana Carolina Silveira says:

      Concordo plenamente.

      O Paolini só conseguiu publicar por paitrocínio e QI – lembrando que o pai dele era dono de editora, pequena mas que traz contatos desejáveis. Eragon só foi hypado pela busca incessante e que ainda não terminou pelo “novo Harry Potter” (Percy Jackson é o novo Harry Potter da vez, mas esse sinceramente além de não ter me interessado achei o desperdício de uma ótima ideia).

      Concordo que pela idade não se esperava um primor de originalidade – só que se parar para pensar, Baudelaire e Bronte escreveram suas obras-primas na adolescência e eu mesma conheci vários fanfiqueiros de 15/16 que mesmo seguindo a fórmula da jornada do herói conseguiam colocar mais originalidade em suas histórias.

      O Paolini não escreve mal – e por isso tou sinceramente curiosa para ver algo que seja um pouco mais dele mesmo.

  3. Piaza says:

    Crítica muito boa, e totalmente verdadeira. Tentei ler a série (quadrilogia?), mas parei no meio. Não chega a ser ruim, mas simplesmente não há nada novo, tudo o que aocntece na estória toda você já viu em algum lugar, e assim não há ânimo que aguente.

  4. Alexandre says:

    Eu vou ser honesto: ri muito com a sequência de links no texto. Hipertextualidade é isso. 😉

  5. Luis Felipe says:

    Olá, venho aqui dizer que no momento estou lendo o segundo livro da série, e só comecei a lê-lo por várias pessoas dizerem que era semelhante a obra do pai da Alta-Fantasia, J.R.R.Tolkien. E posso dizer que estou adorando e esse negocio de faixa etaria para livro não existe!(Já O Código Da Vinci e Anjos E Demônios, que as pessoas vivem dizendo que era pesado para mim, afinal tenho apenas 11 anos)

    • Ana Carolina Silveira says:

      Não é que haja faixa etária para livro, é que você vai ser capaz de apreciar certas coisas em fases diferentes da vida. Alguns livros você não deveria ler agora, simplesmente porque não tem a vivência para lê-los, enquanto outros você tem de ler agora mesmo, porque é a hora certa.

      A questão é, vamos supor, você vai jogar um jogo de videogame e tem as opções dos níveis fácil, médio e difícil, sendo que o difícil é complicado no início, mas até mesmo um iniciante pode jogar e com um pouco de paciência não demora a pegar o jeito. Eragon seria como se fosse o nível fácil, Senhor dos Anéis seria o difícil. É isso.

  6. Lidiany says:

    Eu vi o filme de Eragon primeiro e tinha alto preconceito com essa série.
    Até que aqui no trabalho várias pessoas me indicaram a história.
    Eu peguei o livro pra minha irmã e comecei a ler.

    A história é lível, eu já li coisas piores como Lua Nova =/
    Mas é muito copiada mesmo, tá na cara que muita coisa foi chupada de outros lugares.
    Eu não gosto de Eragon, o personagem, mas dá pra ler a história e os demais personagens como Roran são até legais.

    Eu só acho que Eragon nunca iria conseguir derrotar Galbatorix (dps de Brisingr) é mto migué ele conseguir, vai ser pior do que HP vs Voldie no 7! o.O

    Mas cá entre nós, que desgraça é aquele filme? MEUDEOS! É tão ruim que fico sem palavras, só me lembro de Safira gritando ERAGON! É hilário!

    • Ana Carolina Silveira says:

      O filme não possui comentários possíveis.

      E eu nem acho Eragon ruim, é divertido, o problema é que a ambientação e a falta de originalidade matam o livro. E desisti de Brisingr nas dez primeiras páginas =/

  7. Lidiany says:

    Tenho um colega que se recusa a ler Eragon pq ele diz que é copiado dessa saga aqui:

    http://www.skoob.com.br/livro/758

  8. Piaza says:

    Acabei lendo os outros 2 livros já lançados da série. E como a moça aí em cima disse, a série Eragon bebe demais na fonte dos livros das Crônicas de Dragonlance (Dragões da Noite de Inverno, do Crepúsculo de Outono, do Amanhecer de Primavera e De Uma chama de Verão, que apesar de não serem geniais, ao menos são originais). Cópia até pode ser uma forma justa de homenagem, mas no caso de Eragon e sequencias, isso foi levado longe demais, não há originalidade na série, tudo ali já foi visto em maior ou menor grau em algum outro lugar, e aí fica dificil de gostar dos livros.

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  11. Paulo Ricardo says:

    Uma coisa eu admiro, você criticou Eragon depois de ler o livro.
    Isso é fundamental em diversos aspectos.
    Não andou por ai como uns e outros falando daquilo que não conhece.
    Bem, mas eu acho que você leu sem querer ler, sem querer gostar e isso de alguma forma influenciou pra você criticar tanto a saga de uma forma debochada.
    Praticamente disse que Eragon é uma cópia de sagas consagradas.
    Não acho que vai por ai.
    O autor admirava muito as obras de Tolkien.
    Pegou muito das histórias do grande ídolo, mas é fácil ver que apesar de tudo Eragon se destaca com uma originalidade rebuscada focada na inocência misturada ao épico.
    Paolini é original em muitos pontos e um gênio.
    Começou a escrever Eragon aos quinze anos, um garoto prodígio.
    Tem uma linguagem toda própria e fez uma história legal, digna de aplausos.
    Li os três livros e estou aqui a espera do quarto, a épica conclusão de acordo com autor.
    Só achei incrível você gostar da Saga Crepúsculo e não gostar da Saga de Eragon.
    Crepúsculo não tem originalidade nenhuma, é uma trama batida.
    Diários de Vampiro dá um verdadeiro tapa na cara do Crepúsculo.
    Leia mais.

  12. Dan Ramos says:

    Ei Ana! Depois de muito tempo (e insistência da minha cunhada) decidi abandonar o preconceito com aquele filme horrendo e li o tal do Eragon. Caí por acaso nessa resenha depois de ver seu Skoob (na verdade vi a resenha do Eldest e fiquei curioso) e vi que eu fui um quase nada mais brando, mas temos uma opinião bem parecida 😛

    Sobre o que falaram de ser igual ao Dragonlance, não é. A história de gente montando dragão e dragões serem super fodões é uma constante muito antiga.

    Se qualquer dia estiver sem nada pra fazer, dá uma olhada. http://biroscanerd.blogspot.com.br/2012/08/eragon-e-transposicao-de-midias.html

  13. Você só leu o Eragon, certo!? Uma pergunta como você condena algo assim tendo lido só o primeiro? Ah, porque você não achou interessante o bastante para continuar!? Mas acho meio difícil você ler o primeiro livro de qualquer saga e entender tudo completamente e se encantar de primeira. Mas isso vai de cada pessoa… E como você leu Crepúsculo, gostou, e não gostou de Eragon. Você falou em cópia mas o Paolini é bastante original em muitas coisas, lógico até como você falou que é natural se basear em outras obras e é o que ele fez, se baseou. Eu gosto bastante de Crepúsculo, admiro a Stephenie pelo revolucionarismo na parte de como os vampiros são dentro de sua obra, mas admito que é o resto é tão batido… Paolini é um gênio, começar a escrever Eragon com apenas 15 anos é para poucos, uma história encantadora num mundo um tanto quanto parecido com outros mas ao mesmo tempo tão original (só lendo o restante do ciclo para saber). Um mundo com mapa, um mundo com dialetos de cada raça, detalhes de cada raça. É algo tão maior em relação à obra da Stepenie… sei que é errado comparar, mas eu realmente não consigo entender gostar de um e não de outro. Tente ler Eldest, mas não com o sentimento que você leu o Eragon, deixe o livro te surpreender. Estou lendo o Herança, mas até agora acho o 3º livro (Brissingr)melhor.

    • Bom, se você vê falhas no primeiro livro, acho que não é necessário ler o resto da série para apontá-los, por mais que o autor possa corrigi-los mais tarde. Li Eldest e realmente vê-se uma evolução, mas não consegui avançar em Brisingr.

  14. Lucas says:

    Tem algumas coisas surreais na história, mas o garoto começou a escrever com 15 anos e sinceramente o livro basicamente é ótimo, não é a toa que virou um filme(que ficou muito estranho por sinal, mas teve). Eu vejo Paolini com um grande talento, a discrição das coisas que ele escreve são bem completas.

  15. Lucas says:

    Por mais que ele siga uma formula para escrever os livros, por mais chocante que seja, é normal, muitos autores, roteristas… Seguem algum tipo de formula. Eu acho que já é merito dele ter criado tanta coisa. Para mim essa critica pareceu recalque, ele mesmo tendo “copiado” coisas de outras sagas conseguiu ter seus livros espalhados pelo mundo com seus 19 Por mais que ele siga uma formula para escrever os livros, por mais chocante que seja, é normal, muitos autores, roteristas… Seguem algum tipo de formula. Eu acho que já é merito dele ter criado tanta coisa. Para mim essa critica pareceu recalque, ele mesmo tendo “copiado” coisas de outras sagas conseguiu ter seus livros espalhados pelo mundo com seus 19 Por mais que ele siga uma formula para escrever os livros, por mais chocante que seja, é normal, muitos autores, roteristas… Seguem algum tipo de formula. Eu acho que já é merito dele ter criado tanta coisa. Para mim essa critica pareceu recalque, ele mesmo tendo “copiado” coisas de outras sagas conseguiu ter seus livros espalhados pelo mundo com seus 19 Por mais que ele siga uma formula para escrever os livros, por mais chocante que seja, é normal, muitos autores, roteristas… Seguem algum tipo de formula. Eu acho que já é merito dele ter criado tanta coisa. Para mim essa critica pareceu recalque, ele mesmo tendo “copiado” coisas de outras sagas conseguiu ter seus livros espalhados pelo mundo com seus 19 anos.

    • O problema não é seguir fórmula – afinal, não existe nem originalidade e nem ineditismo absolutos – mas, o que é muito pior, seguir basicamente três histórias já conhecidas sem inovar. Reconheço que nos livros posteriores ele cria mais, ele traz material que é dele, da cabeça dele, mas o primeiro é bem pobre em estilo e originalidade. E sempre rio dos comentários “se não gostou é recalque”: as pessoas têm o direito de não gostar de algo e de apontar os defeitos, infelizmente, no mundo, nem todo mundo gosta do que a gente gosta – pelo contrário, aponta os defeitos. E reconhecer os defeitos do que se gosta, que não é um material perfeito (spoiler: NENHUMA obra do mundo é perfeita), que pode ser criticado, é um sinal até mesmo da maturidade pessoal.

  16. Lucas says:

    Por mais que ele siga uma formula para escrever os livros, por mais chocante que seja, é normal, muitos autores, roteristas… Seguem algum tipo de formula. Eu acho que já é merito dele ter criado tanta coisa. Para mim essa critica pareceu recalque, ele mesmo tendo “copiado” coisas de outras sagas conseguiu ter seus livros espalhados pelo mundo com seus 19 anos.

  17. Lucas says:

    Autor, vc já escreveu algum livro?

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